[TOP] Os Melhores Quadrinhos de 2015

melhores quadrinhos de 2015

Pela correria, li pouca coisa digital [em 2015] e tem alguns repetecos do ano passado porque não consegui acompanhar bem os lançamentos lá fora. Por outro lado, nos rolês de busão e nas salas de espera da vida, consegui ler muita coisa impressa. No final, taí o resultado.

Talco de Vidro, de Marcelo Quintanilha (resenhada aqui): Dostoiévski encontra Machado de Assis nesse thriller psicológico sobre as crises da classe média. Mas no estudo da sua protagonista, a maior influência certamente é Clarice Lispector e a forma como a escritora expressava a psique feminina. Compre aqui.

Mate Minha Mãe, de Jules Feiffer (resenhada aqui): Um noir com umas minas massas que evoca o melhor do gênero, de John Huston, Billy Wilder a Raymond Chandler. Compre aqui.

Planetes, de Makoto Yukimura: Um sci-fi espacial que aposta mais no drama ao trazer breves contos sobre a humanidade num futuro onde conquistamos o universo.

Turma da Mônica – Lições, de Vitor e Lu Cafaggi (resenhada aqui): Os irmãos Cafaggi desmembram a turma e partem para uma abordagem mais minimalista e individual dos personagens. A chegada do amadurecimento marca bem essa história. Tão belo quanto “Laços“. Compre aqui.

Pílulas Azuis, de Frederik Peeters (resenhada aqui): Meu primeiro contato com a obra desse autor suíço. É uma história de amor que poderia ser trágica e melancólica, mas torna-se bastante positiva com o seu desenrolar. Compre aqui.

O mundo de Aisha – A revolução silenciosa das mulheres do Iêmen, de Ugo Bertotti (resenhada aqui): Uma compilação de relatos poderosos sobre opressão e superação, vale muito uma conferida. Compre aqui.

Wolf, de Ales Kot e Matt Taylor: Kot desvela o mundo contemporâneo e revela o que há de mágico e sobrenatural nessas terras de concreto, luz e aço. Pode ser o Hellblazer dos nossos tempos. Compre aqui.

Material, de Ales Kot e Will Tempest: Na trindade do Kot, essa HQ é uma junção de relatos sobre as diversos conflitos sociais nas nossas realidades contemporâneas.

Zero, de Ales Kot e uma galera (leia aqui uma resenhada do 1º arco): O spy-fi de Kot chegou ao fim deixando de lado as convencionalidades narrativas, arriscando no onirismo ao lidar com os traumas eternos da guerra. Ainda teve William Burroughs na mistura. [Nota do editor: Todos os volumes já estão à venda: Volume 1, Volume 2, Volume 3, Volume 4.]

Saga, de Brian K. Vaughan e Fiona Staples: Entra ano e sai ano, e Saga continua sendo um dos melhores exemplares de ficção-científica da atualidade. [Nota do editor: Já foram publicados 5 volumes: Volume 1, Volume 2, Volume 3, Volume 4, Volume 5.]

Paper Girls, de Brian K. Vaughan e Cliff Chiang: Uma mistura de histórias sobre amadurecimento e amizade juvenil, como Goonies e Conta Comigo, com os contos de invasão alienígena cinquentistas. Compre aqui.

The Wicked + The Divine, de Kieron Gillen e Jamie McKelvie: Gillen continua mandando bem com esse clássico moderno sobre deuses pops. (Leia também: 5 motivos para você ler THE WICKED + THE DIVINE). [Nota do editor: Já saíram 3 volumes da série: Volume 1Volume 2Volume 3.]

The Vision, de Tom Kinghttp://nerdgeekfeelings.com/tag/gabriel-hernandez-walta/ e Gabriel Walta: King foi a maior revelação do ano nos quadrinhos estadunidenses e aqui ele entrega um estudo sobre personagens e uma maestria narrativa digna do melhor de Alan Moore. O volume 1 já está em pré-venda.

Star Wars: Darth Vader, de Kieron Gillen e Salvador Larroca: Kieron Gillen teve a difícil tarefa de trazer de volta toda aquela aura sinistra e imponente de um dos maiores vilões da cultura pop. E ele conseguiu isso com excelência. Minha série favorita dos novos quadrinhos da franquia que consegue o feito de humanizar Vader sem enfraquecer o personagem, como aconteceu com os prelúdios ao contar a história de Anakin. [Nota do editor: A série está sendo publicada mensalmente no Brasil pela Panini Comics.]

Nameless, de Grant Morrison e Chris Burnham: Morrissão muito louco no espaço com uns bichos doidos lovecraftianos. MELHOR GIBI DE TERROR. Compre aqui.

The Multiversity, de Grant Morrison e uma galera: O magnum opus do Morrison encerrou esse ano e deixou uma vontade enorme de viajar mais uma vez pelo Multiverso da DC. Na verdade, isso rolou depois em Convergence, mas prefiro esquecer essas coisas. Compre aqui.

The Goddamned, de Jason Aaron e R.M. Guéra: Aaron resolveu contar umas histórias tensas sobre crime e pecado dum livro muito panque chamado A Bíblia Sagrada. E o baguio é loko.

Southern Bastards, de Jason Aaron e Latour: Aaron entre um excelente gibi sobre os aspectos destrutivos da violência e vidas corrompidas pelas raízes culturais dos EUA. [Nota do editor: Já saíram 2 volumes da série: Volume 1, Volume 2.]

Sandman – Prelúdio, de Neil Gaiman e J.H. Williams III: Um belo poema visual de despedida de Gaiman a sua criação. [Já saíram 2 dos 3 volumes da minissérie no Brasil: Volume 1, Volume 2]

Astro City: Kurt Busiek é um dos caras que mais entendem sobre os mitos dos super-heróis e nessa HQ ele os estuda e desconstroem com bastante paixão e respeito ao gênero. [Nota do editor: A Panini já publicou 3 volumes da série: Volume 1, Volume 2, Volume 3.]

Yu Yu Hakusho: Togashi mantém bem o ritmo com boas lutas e arcos divertidaços, sem perder o tato com seu trabalho bacana em seus personagens. [Nota do editor: A JBC está republicando a série. Já saíram 12 volumes que ainda é possível achar pra comprar em livrarias e comic shops.]

Os Invisíveis: MINHA HQ PREFERIDA. APENAS. MAGIA DO CAOS. ANARQUIA. MULTIVERSOS. E SEXO. [Nota do editor: Já saíram 6 volumes que ainda é possível achar pra comprar em livrarias e comic shops (vai dar um pouco de trabalho).]

Hellblazer – Infernal: Garth Ennis foi o melhor escritor da série, não pela escrotice e absurdos, mas por entender melhor como utilizar o “terror social” para falar sobre luta de classes, imperialismo, neoliberalismo e entre outros rolês que aconteciam no Reino Unido e no mundo na época. O foco maior em Constantine e em seus amigos para explorar essas relações também ajudou bastante. O mago encapotado deixou de ser um espectador e se impôs mais na sua realidade, o resultado disso o tornou mais frágil e sensível aos seus conflitos o que elevou a densidade da HQ. [Nota do editor: Ainda é possível achar os 5 últimos volumes aqui. Boa sorte pra encontrar o primeiro.]

A Saga do Monstro do Pântano: Alan Moore em seu auge se apropriando do maniqueísmo da ficção estadunidense para contar o final dumas das mais poderosas narrativas dos quadrinhos fantásticos. Gótico Americano é um primor. [Nota do editor: Os 5 primeiros volumes ainda estão à venda aqui (recomendo correr)]

A Última Caçada de Kraven: J.M. DeMatteis escreveu este que considero ser o mais melancólico e belo “canto do cisne” de um vilão nos quadrinhos. Compre aqui.

E ISSO É TUDO, PESSOAL!