[TOP 5] Momentos realmente fodas do cinema… que nunca aconteceram

Por Cilon Mello

Um grande homem disse uma vez que a mentira é apenas uma incrível história que alguém arruína com a verdade. Caso você não saiba quem disse isso foi o Barney, e se você não sabe quem é o Barney, eu tenho pena da sua vida.

SEJE como for, o cinema é repleto de grandes momentos históricos absolutamente fodas… que não aconteceram realmente. Mas quem se importa com detalhes como a verdade, não é?

QUINTO LUGAR

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TITANIC: os músicos tocando até o último momento

O FILME: Goste você ou não, Titanic é o filme mais Oscarizado de todos os tempos e, mais importante que isso, apresentou ao mundo Kate Winslet exatamente como ela veio ao mundo (bem, tecnicamente espero que não, ela teria sido um bebê horrível com peitos), o que quase desculpa o James Cameron por ele ter feito Avatar.

ImagemNasce um meme

E, vá lá, o filme tem vários momentos de gosto questionável, mas nem é tão ruim quanto você acha que é. E dentre as cenas do filme, certamente um dos mais legais é quando o navio afunda (opa, spoiler!) enquanto a orquestra toca. É um fim elegante e classudo para o Titanic. Até a escolha da música “Nearer, My God, To Thee” (Mais perto, meu Deus, de ti) não poderia ser mais literal e acertada. A cena até faz sentido, quando os músicos dizem que, já que eles estavam fodidos mesmo, pelo menos eles podiam tocar para se aquecer.

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E a frase “Senhores, foi um privilégio tocar com vocês esta noite” se tornou um clássico

O QUE REALMENTE ACONTECEU… foi que não existem registros das testemunhas de tal coisa ter acontecido. A primeira vez que isso foi mencionado foi no tabloide Daily Mirror (da Inglaterra) que quis dar uma dramatizada (ainda mais) nos fatos.

No filme “A Night  to Remember”, de 1958, é escolhida a música em questão. Anos mais tarde, Tiago Camarão achou a cena boa e a reaproveitou no seu filme.

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PS: Rose é uma vadia, ele cabia, sim, na tábua.

QUARTO LUGAR

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OS DEZ MANDAMENTOS: Os egípcios não usavam trabalho escravo.

O FILME: Se você acha que um filme custar milhões de dólares, ter um diretor obsessivo com detalhes, e empregar os maiores astros de sua época é algo trivial, é porque claramente você é um piá de apartamento e nunca viveu a vida loka em 1956.

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“Os Dez Mandamentos” é um blockbuster (um dos primeiros, na verdade) com mais de 300 páginas de roteiro (algo abusivo para a época), com mais de 70 personagens (com falas, sem contar os figurantes), ou seja, o diretor Cecil B. DeMille entrou no “diva mode” e fez do filme o mais extravagante sucesso. E vou te contar: a coisa deu tão certo, mas tão certo, que ele é citado no episódio do Chapolin sobre o cinema, e esse é o ápice do reconhecimento para qualquer filme. O diretor se entregou tanto ao filme que o cara teve um infarto durante as gravações. Vou te dizer, não se matam mais diretores como antigamente…

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– Faraó, deixe meu povo ir, ou todos seu primogênitos morrerão.
– Meh…
– Pragas de gafanhotos devorarão suas plantações.
– Já aconteceu ano passado…
– A água vai se tornar sangue!
– Que diferença faz? Não inventamos o saneamento básico mesmo…
– E SAPOS cobrirão os seus Nintendos DS!
– E o quê?!?
– SAPOS!
– QUAL É O TEU PROBLEMA, CARA?!?

Charlton Heston (ou Chato Resto, para os íntimos) recebeu o Globo de Ouro por viver a vida de Moisés desde que ele foi achado em um rio, libertou seu povo da escravidão, enfrentando o seu amado irmão de criação, e abriu o Mar Vermelho. Choveu sapos, crianças morreram, água virou sangue e tal tal tal. Uma superprodução que todo mundo (ocidental) conhece…

E claro, a frase “Let my people go!” (Deixe meu povo ir) se tornou um crassicasso!

MUITO LEGAL, SÓ QUE… err, então, sobre os egípcios têm uma coisa que eu tenho que mencionar. Eu não vou discutir religião aqui, e se você acha que o cara que fez chover sapos abriu o mar com um cajado, eu só posso invejar sua noção da realidade. O problema não é esse na verdade (chover sapos sempre é legal), o problema é que a escravidão não era exatamente um tema recorrente na cultura egípcia.

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Peraí que eu vou dar uma liberada no meu povo e já volto…

Alguns historiadores defendem que os egípcios sequer tinham escravos, enquanto outros dizem que até havia, mas eram relativamente raros (normalmente inimigos capturados, sendo que o reinado egípcio foi o império com o menor número de guerras registradas). Então, a coisa é que Moisés não podia libertar o seu povo… bem, porque não havia um “povo” para ser libertado realmente.

Eu sei, eu sei, eu estou contrariando uma música do Louis Armstrong, e uma das cenas mais legais de “Um Maluco no Pedaço”, mas alguém tinha que dizer…

TERCEIRO LUGAR

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300: A batalha das Termopilas não foi beeeeem assim

O FILME: Quer dizer, eu tenho realmente que explicar? A lenda do rei Espartano Leonidas, e de como, com apenas 300 homens, ele deteve UM MILHÃO de inimigos por três dias (dando tempo a Grécia de se preparar para a guerra), e que só foi derrotado por ser traído por um tosco é basicamente um dos contos mais fodas da historia da fodacidade fodidica.

A HQ de Frank Miller faz um retrato mais foda ainda desta história, que já é épica por si só, e a adaptação para o cinema não deixa a desejar. Muita macheza, frases de efeito e caras saradões besuntados em óleo a perder de vista (se você é desse tipo de coisa).

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Cena épica do filme… ou o pessoal tentando pegar o busão das 6h. É difícil dizer…

O QUE REALMENTE ACONTECEU: A batalha das Termopilas, o desfiladeiro defendido pelos espartanos, realmente aconteceu. O que pega aqui é que ela não foi tããããão épica assim como se conta.

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Em primeiro lugar, o Rei Xerxes já tinha tomado uma ruim da marinha Atheniense, que amaciou a carne para os espartanos.

Em segundo lugar, embora o exército persa realmente fosse estimado em um milhão de homens, apenas uma fração disso efetivamente foi enviada para tomar as Termopilas (o caminho mais curto para a Grécia central).

Em terceiro lugar, o exercito liderado pelo rei Leonidas era estimado em cerca de 7 mil homens. E cara, com 7 mil homens para defender uma estrada onde não passavam duas carruagens juntas… eu não consigo imaginar uma visualização melhor para a expressão “vantagem tática”.

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– Homens! Defendam o desfiladeiro com suas vidas!
– Que desfiladeiro?
– Ei, tira isso do meu olho!
– Tão me apalpando aqui, oh a malicia!
– Onde é que eu to? Eu só lembro de ter saído de casa pra comprar leite e…
– É aqui a fila do Bolsa-Família?

Embora a versão contada por Heródoto conte que os espartanos foram derrotados apenas por causa da traição de Ephialtes, é mais provável que tenham sido derrotados pelo cerco e a falta de suprimentos mesmo.

Além disso, a história ainda assim é bastante questionável, já que sua principal fonte é o compilado “Histórias” do historiador grego Heródoto. O que pega aqui é que Heródoto era também um cidadão de sua época, e como tal sua obra tem um enorme cunho político.

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Às vezes detalhes insignificantes como “a verdade” têm que dar espaço às necessidades politicas da época…

Naquela época o estado grego ainda estava em formação, e como tal carecia de heróis, mitos e feitos que instigassem um sentimento de nacionalismo e unidade entre os gregos. O que o conto do rei Leonidas se enquadra perfeitamente. Então, se acredita atualmente que os contos de Heródoto foram bastante… exagerados… para criar mártires e heróis que uniriam os povos da nação e salvariam o mundo da devastação.

Se bem que… o que eu sei, diante do mestre Alborghetti?

SEGUNDO LUGAR:

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DJANGO LIVRE: Nunca existiram “mandingos”

O FILME: Conta a história de Django, que passa de escravo a caçador de recompensas fodão, lutando para libertar sua amada Brunhilde das garras do perverso “sinho” de escravos.

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O jogo mais politicamente incorreto que todos amamos

A maior e mais tensa parte do filme gira em torno de Django e seu parceiro tentando comprar Brunhilde com a desculpa de estarem negociando “mandingos”. Mas o que seria um “mandingo”, você pergunta? Ora, eram escravos negros que lutavam em rinhas até a morte como cachorros ou como pokémons, se preferir. Um espetáculo horroroso e inumano.

Se você pensar bem, até que faz sentido. Escravagistas eram, ao lado de gordos e dos nazistas, as piores pessoas da Terra. É bem a cara deles fazer uma barbaridade horrorosa dessas, não é?

HMMM… SÓ QUE NÃO.

Apesar de parecer fazer bastante sentido (se você aposta o seu galo em uma rinha, por que não o seu escravo, se ele não é uma pessoa pra você?), tal coisa nunca foi historicamente registrada. Ou seja, nenhum historiador nunca ouviu falar de tal coisa.

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É simples, nós mandingamos o Batman

Por mais malvados e cruéis que os “sinho” pudessem ser, aparentemente eles nunca pensaram em fazer tal coisa. Não estou dizendo que nunca tenha acontecido, ALGUÉM tinha que ser doente o bastante pra fazer, mas não era nem de perto uma prática popular ou sequer conhecida.

Mas então o Tarantino inventou isso?

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Err… não exatamente. “Mandingo” é um filme de 1975 sobre um escravo que lutava contra outros escravos, e cinéfilo como é Tarantino, puxou a ideia do fundo do baú das suas memórias (como ele faz volta e meia).

Bem jogado, Tarantino, bem jogado…

PRIMEIRO LUGAR

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DE VOLTA PARA O FUTURO:
O futuro não é mais como era antigamente

Vamos encarar os fatos. Você sabe e eu sei, embora ninguém queira dizer.
Mas a verdade taí fora, e ignorá-la não vai adiantar nada.

Do que eu estou falando, você pergunta?

Ora, da OFENSIVA falta de coisas voadoras no nosso mundo! Estamos na metade de 2013, e não temos sequer um projeto viável de carro voador! Pior que isso, nem um misero skate flutuante decente nós temos!

ImagemEu me contento até com um que não funcione na água, será que estou pedindo demais?!?

E mesmo que você pense “ah, mas alguém pode inventar”, eu te digo que alguém até pode fazer no fundo do seu laboratório ao custo de milhões de dólares, mas sendo um brinquedo comum de qualquer criança a nível comercial? Para 2015? Esqueça, amigo.

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O fato de não termos carros voadores, é claro, não impede as pessoas de tentarem mesmo assim…

Os carros voadores então, vish, esse é melhor esquecer mesmo.

Pois é, 2015 está logo aí, e ele não é nem de perto tão legal quanto nós achávamos que iria ser.

ImagemAdmita que você também esperava que o 3D seria uma coisa assim. E… fomos frustrados de novo. O 3D no cinema é uma merda que só serve pra deixar o ingresso mais caro…

Porra, nem a previsão do tempo precisa (“vai chover em 3 segundos” nós temos!). Puta merda, que futuro horrível! Cadê o futuro que todos desejamos e amamos?

Eu sei que dói dizer isso, mas alguém tinha que dizer…

Ah, uma outra coisa: porra, Dr. Brown, você ofende o bom nome dos cientistas loucos!

Presenciar o nascimento de Cristo em 25 de Dezembro de 0000?

0000? Onde diabos existiu ano 0000 caraio?!?

Porra doutor, tu é foda viu…

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E se eu te dissesse que depois do ano 1 AC vem o ano 1 DC?