[TOP 10] Melhores VIDEOGAMES Baseados em Quadrinhos

Fãs de games, fãs de HQs, uni-vos!

Esta na hora de sintonizar os seus morfadores (tirei essa do fundo do baú, heim?) para aquele momento em que você reflete sobre a vida, o universo e tudo mais afim de ficar sabendo o que de melhor você jogou ou pelo amor da mãe de seus filhinhos escoceses DEVERIA ter jogado!

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10 – CAPTAIN AMÉRICA AND THE AVENGERS
(Arcade, SNES, Mega Drive, Game Gear e Game Boy)

Chupa essa, Joss Whedon! Eu fui apresentado ao conceito do grupo de maiores heróis da Terra (versão Marvel) não através do filme como todos vocês posers mas sim através desse joguinho maroto dos anos 90. O jogo chamava atenção na época não só por trazer super-heróis sentando o pau mas também por ter vozes dubladas o que era muito raro nos consoles domésticos (eu lembro até do hoje do THE AVEEEEEEEENDJERS da abertura).

Fora isso o jogo é um scroll lateral de socar a porrada para até quatro jogadores (no fliperama) com três botões: socar, disparar coisas e pular. O Capitão América arremessa o seu escudo, o Gavião Arqueiro atira flechas (jura?!), o Homem de Ferro dispara raios e energia e o Visão… porra cara, quem é diabos é o Visão?!?

Seja como for o jogo é muito gostosinho de ir avançando e sentando o pau em bandidos genéricos, robos ou mesmo em grandes vilões do universo Marvel como o Fanático, as Sentinelas, o Mandarim e Ultron. O Grande Vilão do jogo é o Caveira Vermelha mas sim, os Vingadores já enfrentaram Ultron na mnha TV mais de vinte anos antes dos cinemas, há!

Vingadores enfrentando Ultron, tó o spoiler!

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9 – The Incridble Hulk: Ultimate Destruction
(PS2/ XBOX)

O bom doutor Bruce Banner é um personagem trágico, o homem atormentado pela síndrome do médico e o monstro mas vamos ser honestos aqui: o que nos interessa mesmo é o titã esmeralda, uma força da natureza que mesmo os maiores heróis (e vilões) do mundo não podem fazer muito senão tentar sair da frente quando explode.

E se existe um jogo que transmite bem essa sensação e dá vontade de gritar “HULK ESMAGA!!!!” é esse. Ultimate Destruction é um sandbox como GTA com a diferença que aqui você controla o gigante palmeirense e pode ir a qualquer lugar e destruir qualquer um com qualquer coisa!

O jogo alia uma liberdade impressionante (o Hulk pode saltar a quase qualquer altura e escalar qualquer coisa enfiando os dedões nos prédios) com uma habilidade de destruição sem precedentes. Você pode destruir quase qualquer coisa no soco e não raramente usa-la como arma. Sejam carros, placas, sinais de transito ou meesmo vacas!

Sim, Hulk arremessa VACAS! Chupa essa PETA!

Além do que existe um prazer inenarravel em pegar um carro, parti-lo em dois e usar seus pedaços como luvas para socar robos gigantes. Ou agarrar um caça militar em pleno voo e dar um pilão giratório nele! Porque vocês não deviam ter se metido com o incrível Hulk, seus fode-tio! HULK ESMAGAAAAAAAA 1!!!!!!!1!!!11111!!!!!!

O modo “furtividade” do Hulk é de obra prima em si

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8 – MARVEL SUPER HEROES – War of the Gems
(Snes)

Essa perola da Capcom foi lançada aos 48 do segundo tempo da vida útil do SNES, praticamente já em 1997 quando quase todos já haviam migrado para o Playstation ou o Nintendo 64, o que não impediu que esse jogo fosse muito bom.

A saga de Thanos e as Gemas do Infinito é uma das sagas mais importantes e épicas da Marvel, tão importante que a Marvel está lentamente pavimentando o caminho para leva-la aos cinemas (provavelmente com Vingadores 3) e aqui temos a oportunidade de botar os dedinhos nela controlando os maiores heróis da Terra: Hulk, Capitão América, Homem de Ferro, Wolverine e Homem-Aranha (eu realmente não me oporia em ter esse cast no Vingadores 3)

O jogo é um excelente scroll lateral (tipo Mario, mas com mais socos) em que você pode escolher a ordem das fases para ir recuperando as Gemas do Infinito. No inicio de cada fase você pode escolher não só o herói que vai usar como os itens a serem equipados (power ups, energia ou gemas do infinito já recuperadas, cada gema dá um poder único) assim como os heróis tem não só golpes como movimentos únicos (o Homem de Ferro voa, o Homem Aranha escala paredes, etc) o que adiciona um nível bastante interessante de variedade e customização a um jogo desse genero.

 Agora porque o Hulk usa essa jaquetinha de couro safada é algo que provavelmente jamais saberemos…

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7 – Sam & Max Hit the Road
(PC)

Nos anos 90 a LucasArts nos presenteou com bons jogos baseados na franquia mais famosa do Tio Lucas mas em determinado ponto as pessoas começaram a se perguntar: “escuta… nós amamos Star Wars e tal, mas… será que vocês não sabem fazer outra coisa além disso?” e a resposta da LucasArts foi uma série de excelentes adventures liderados pelo iconico Monkey Island

E no meio dessa leva de jogos de clicar, colecionar itens e resolver puzzles estava o não menos excelente Sam & Max Hit the Road. Peraí, quem?

Sam & Max é uma franquia de quadrinhos criada por Steve Purcell em 1987 que é um grande sucesso cult (nunca foi lançada oficialmente no Brasil) e que acabou por influenciar a maior parte das animações nonsense dos anos 90 (A vida moderna de Rocko, Ren & Stimpy ou mesmo a Vaca e o Frango). Sam & Max ficaram famosos por seu humor quase nonsense mas também por ser um dos primeiros quadrinhos a brincar com a quarta parede e não raramente eles debocham da forma com que são desenhados, da invulnerabilidade inerente aos cartoons ou dos mecanismos de plot e tudo isso pode ser encontrado no jogo em grande estilo.

Hit the Road não é só um dos primeiros grandes clássicos de um genero como é um dos primeiro (e raros) jogos que conseguem ser engraçados.

O que acontece quando você junta um detetive noir cachorro antropomorfico com um coelho psicopata hiperativo?
Espera… o que?

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6 – INJUSTICE: Gods Among Us
(PS3/XBOX 360/Wii U)

“Os jogos de luta estão mortos”, eles disseram. “Ninguém mais tem interesse nesse tipo de coisa hoje em dia”, eles disseram. “É impossível estabelecer uma franquia nova além de Street Fighter e quando muito Mortal Kombat”, eles disseram. “O Lanterna Verde nunca vai ser foda”, eles disseram.

Bem, quer saber? Eles estavam errados. Exceto sobre o Lanterna Verde, mas não se pode errar todas, né?

Lançado em 2013 Injustice conseguiu acertar em varias frentes em uma única tacada. A começar, a mais importante, é que é um excelente jogo de luta. O jogo é dinamico, os combos são gostosos de se executar e você realmente sente como se fosse os heróis mais poderosos da Terra se socando já que não raramente um combo pode arremessar os personagens através de dois ou três cenários diferentes.

Imagine um Killer Instintc com os melhores elementos de Mortal Kombat só que executados pelo Super-Homem. Legal, né?

Não fosse o jogo bom por si só, a história do jogo é sensasional e eu fortemente recomendo a HQ deste arco (que não é exatamente uma idéia original, mas é muito boa assim mesmo). Resumidamente acontece um tipo de guerra civil no universo DC: o Coringa destrói Metropolis com uma explosão nuclear matando todos a quem o Superhomão se importava e amava. Diante disso o ultimo filho de Kripton surta de vez e decide que chega de putaria e tá na hora de fazer a limpa no mundo, limpando a Terra de todo o mal e ele próprio assumindo o controle desta bagaça.

Então os heróis se dividem entre os que ficam ao lado do cara com a cueca por cima das calças e entre os que ficam ao lado do vigilante de Gotham que após perder o grande amor da sua vida (todos sabemos a real natureza da relação dele como Coringa) percebe que o Clark Kent nos esteróides foi longe demais.

A trama (eu não disse que era original, viu?) na verdade é mais complexa que isso e voce tem que jogar com todos os personagens para assistir suas histórias e compreender a narrativa toda e isso com certeza vale a pena.

Falando em personagens esse é outro ponto que merece ser mencionado: o elenco de personagens é realmente impressionante e daria orgulho a Liga da Justiça Sem Limites. Alem dos clássicos heróis da DC temos quase qualquer tipo de figura que você possa imaginar como Lobo, Shazam, Zatanna, Darkseid, Zod. Ravena (linda :wub :wub) e por aí vai.

 Isso vai deixar marca, ouch…

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5 – Marvel vs Capcom
(uma franquia lançada para todos os consoles e midias existentes nos ultimos 15 anos ou mais)

Sim, outro jogo de luta mas fazer o que se heróis de quadrinhos são bons nisso?

SEJE como for esse é um classico que acabou se tornando exponencial de uma era e praticamente ninguem mais hoje em dia faz um jogo de luta sem antes consultar o que e como a Capcom fez esse jogo. A idéia, ao contrário de Injustice, não poderia ser mais simples: e se pegassemos os maiores heróis dos quadrinhos, os maiores personagens dos videogames, dessemos poderes a eles que fariam qualquer anime ficar com inveja e fizessemos um jogo a respeito disso?

Sério, não me perguntem como o Ryu salta 15 metros no ar ou desde quando o Ciclope tem uma raja ótica que maior que ele, mas é assim que o jogo é e isso é muito divertido. O jogo tem mecanica simples, é rápido, é divertido, tem um sistema de tag team recompensador (voce não tem só um personagem mas sim uma equipe e pode intercalar eles) que ao mesmo tempo faz jus aos movimentos especiais mais famosos dos personagens.

Claro que as vezes pode ficar esquisito, como por exemplo o humano simplório sem poderes como o Chris Redfield enfrentando o Hulk, mas hey, é só um jogo e é divertido pacas. Porque as vezes videogames não precisam ser mais do que isso.

 Cara, Dante vs Deadpool… taí um jogo/filme/HQ que eu pagaria para ver…

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4 – WALKING DEAD – The videogame
(PC/PS3/XBOX 360)

Eu vou ser breve neste aqui porque eu já escrevi um texto sobre esse jogo que você pode conferir CLICANDO AQUI.

Basta ser dito que Walking Dead, o jogo baseado nos quadrinhos de Robert kirkman, é tudo que uma história sobre apocalise zumbi deve ser e que não raramente a série de TV falha em entregar: uma boa história, personagens marcantes, zumbis como uma ameaça real. Apenas para reavivar sua memória:

“Bem, isso é isso. Por isso quando eu comecei a jogar Walking Dead levei alguns cagaços. Tipo que os personagens passam fome. Tipo que enfrentar 3 zumbis ao mesmo tempo é suicidio. Ir até a lojinha da esquina é mais perigoso que cantar piriguete de suplex na academia (chances grandes são que o peguete dela esteja nesse momento pegando 250 quilos de ferro com o calcanhar). Discutir com as pessoas é perigoso – porque, sabe, elas estão meio a ponto de quebrar mentalmente. Foi aí que eu me dei conta que o jogo é baseado na HQ e não na série de TV, o que é um mundo mais feio, sinistro e as pessoas são mais realistas e menos moralistas. Sério, ao invés de QUATRO EPISÓDIOS falando sobre “como estamos perdendo nossa humanidade mimimi”, no jogo isso é mostrado na pratica em uma cena. E isso tem consequencias. Alias esse é o aspecto mais legal do jogo: tudo que voce faz tem consequencias.”

Não preciso me extender muito mais do que isso realmente.

 

 

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3 – Teenage Mutante Ninja Turtles:
(Arcade/NES)

Bom, eu realmente não preciso apresentar as tartarugas (embora tecnicamente eles sejam cagados, não tartarugas) ninjas mutantes adolescentes com nomes de artistas da renascença, preciso? Pois é, achei que não…

Também acho que não preciso falar muito do jogo que junto com Street Fighter II se tornou sinonimo de fliperama por aqui, preciso? Vamos lá, feche os olhos e imagine a palavra “fliperama”, o que vem a sua mente?

Alem do já citado jogo do Ryu e Ken em que alguem sempre fazia o top score e escrevia algo profundo como “cu” tem também as fichas que pareciam moedas de orelhão (pensando bem, você nem deve saber o que é uma ficha de orelhão), o presente cheiro que anos depois você viria a saber que é maconha e em algum lugar aquele arcade simpaticozinho tocando “teenage mutante ninja turtles, teenage mutante ninja turtles, teenage mutante ninja turtles, heroes in a half-shell! Turtle power!” – aposto que você cantou mentalmente enquanto lia isso – de tempos em tempos em que quatro marmanjos aleatórios se acotovelavam para jogar o jogo dos quelonios socando ninjas-robos e mutantes.

O seu comportamento no jogo dizia muito sobre você: seu nível de macheza (escolher o Donatello, que tem a arma mais longa, era pra frutinhas ao passo que escolher o Rafael, de menor alcance, era prova de hombridade que faria Chuck Norris sorrir) ou como você administrava as raras pizzas que repunham energia. Os trolls da XBOX Live de hoje podem achar que são fodas, mas eles não sabem o que realmente significa achar uma pizza nesta maquina comedora de fichas…

Claro que houveram muitas outras continuações e jogos da tartarugas depois para diversas plataformas, mas foi o Arcade (que foi portado para o NES depois) que deu uma aula de como se faz um jogo de socação (não acho que exista uma expressão em portugues para “Side scrolling beat’em up”). Quer dizer, tinha o dos Simpsons também, mas o das tartarugas era de longe bem mais popular e iconico.

 Eu não sei quanto a vocês, mas eu nunca tive acesso aos quadrinhos de Kevin Eastman quando era criança e eu reconheci o desenho animado da televisão como “hey, é o desenho daquele fliper lá!”. Até hoje essa música me faz ficar nostalgico.

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2 – THE DARKNESS
(XBOX 360/PS3)

Os anos 90 tem muitas coisas de gosto altamente questionável mas uma das que realmente mais me incomoda era a modinha dos anti-heróis da época. Porque naqueles dias o legal mesmo era ser “darqui e du mauuuuuuu” e mesmo os heróis mais tradicionais passavam por fases sombrias e moralmente repreensivas.

Era época de Vampiro: a Mascara (em que o objetivo era ser du mauuuuu e ser o mais foda possível), época de sucesso do Venom (a versão du mauuuuuu e radz do Homem-Aranha) e época de vários quadrinhos de editoras alternativas alternativos (ou seja, fora da linha DC/Marvel) de personagens du mauuuuuu ou metidos a fodões como Gen 13, Spawn, Witchblade e The Darkness.

Honestamente eu sempre achei isso coisa de aborrescente demais (mesmo quando eu era aborrescente) e nunca dei bola para esse tipo de heróis nascidos na era de ouro do mal gosto. Mais honestamente ainda até jogar o jogo do XBOX 360 tudo que eu sabia sobre o The Darkness era o que eu tinha visto nas propagandas que vinham na Ação Games que ele parecia fodão demaaaaaais e que tinha trevas demaaaaaais de modo que sempre achei que eu não estava perdendo grande coisa.

Eu não poderia estar mais enganado.

“The Darkness” é uma série de quadrinhos da Top Cow que conta a história de Jackie Estacado, um orfão que foi criado pela mafia para ser seu assassino e que ao completar 21 anos duas coisas importantes acontecem. A primeira é que ele foi marcado para morrer pela mafia por … razões (no jogo o motivo é mais simplificado, nos quadrinhos é um pouco mais complicado e envolve até o Batman). A segunda é que ele descobre ser herdeiro de uma linhagem que hospeda uma entidade tão antiga quanto o próprio tempo e quer ter controle absoluto sobre o seu corpo para então dominar o mundo com trevas e fazer com que esse castelo será meu, meeeeeeu… porque… bem, porque o Darkness é um babaca controlador, por isso.

O grande drama do personagem é que enquanto o Jackie precisa dos poderes do Darkness para sobreviver (você precisa disso frequentemente quando a Mafia, uma entidade de luz tão antiga quanto o Darkness e uma seita de malucos apocalipticos querem te matar), ao mesmo tempo ele tem que lutar para não ceder ao controle da entidade. E olha que o Darkness se esforça nisso de tentar destruir sua sanidade além de ter o irritante hábito de traze-lo de volta do inferno quando ele morre.

Alem disso o Jackie tem um jeitão muito pacato para quem é um eximio assassino e ele é… tipo cara… bem tranquilo com isso, eu não sei… saca? O que de alguma forma acaba ficando bem legal.

Existe também todo um misticismo entorno do Darkness (que afinal é uma entidade tão ou mais antiga que o próprio tempo, apesar de ser um babaca) que lembra muito o clima das histórias do Constantine – e um tanto perturbadoras as vezes. O inferno como apresentado em The Darkness é um lugar muito, muito perturbador mesmo…

Posto que é uma história de mafia desafiando a sanidade mental de um homem e colocando em jogo de proporções biblicas/cthulhianas, vamos falar sobre o jogo. O jogo é um jogo de tiro em primeira pessoa em que você divide seu tempo entre atirar nos bandidos com suas armas ou destroça-los com os tentaculos de sombra do Darkness, o que é muito, mas muito divertido mesmo.

Existe também um grande aproveitamento da mecanica entre luz e sombra (já que a luz é a maior fraqueza do Darkness) e como você tem que usar a escuridão como sua aliada e a mecanica não só funciona como é muito original e divertida.

The Darkness também tem fases não linearaes, não só são só corredores como costuma ser nos jogos de tiro de hoje em dia, e você tem um mini-sandbox em cada fase de forma que você pode passear um pouco e encontrar outros caminhos para apagar as luzes e empalar seus inimigos pela bunda usando seus tentaculos.

The Darkness (e a continuação The Darkness II) são jogos divertidos e excelentes e são a prova de que não precisa ser um herói da Marvel ou da DC para fazer a transição dos quadrinhos para os games., parafraseando o que o Rodrigo disse no outro post:

Jackieeeeeeeeeee foi sua culpa sim…

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1 – Batman: Arkham Asylum
PS3/XBOX 360/PC

Por onde ele passa ele muda as regras. Nos anos 60 ele provou que heróis de quadrinhos poderiam ter um lugar na televisão (eu não tenho certeza se a série do Adam West foi a primeira, mas tenho certeza que foi a mais relevante). Nos anos 80 ele provou que heróis icônicos da era de prata poderiam ser complexos e sombrios. Nos anos 90 ele provou que um desenho animado de super-heróis podia ser dramático e sério. Nos anos 2000 ele provou um grande diretor e grandes atuações podem fazer um filme de heróis ser tão sério e respeitável quanto qualquer outro.

E em 2009 ele provou que era possível usar os recursos únicos dos videogames para contar uma história de super-heróis que nenhuma outra mídia seria capaz de contar.

Porque é isso o que ele faz. Ele muda as regras. Porque ele é a noite, ele é o guardião silencioso, ele é o cavaleiro das trevas. Ele é o fucking Batman! O BÁTIMA!!!!11!

Arkham Asylum foi lançado ainda no vacuo do hit e grande boom que foi o filme O Cavaleiro das Trevas e começou surpreendendo (positivamente) muita gente ao ver que o jogo não seria uma simples reedição do filme. Logo na cena de abertura o jogo mostra o Coringa e resiste bravamente a tentação de apenas imitar a atuação genial do Heath Ledger. O Coringa de AA não é uma cópia do Heath Ledger ou de nenhum lugar: é uma composição original mas que ainda retem a essencia do personagem.

Na verdade todos os grandes vilões do Batman presentes no jogo são reimaginados desta forma (com exceção do Bane, que é só um brutamontes manezão mesmo) e isso é uma das grandes coisas do jogo.

A outra grande coisa é que o jogo não resgata e reimagina os conceitos essenciais apenas dos vilões mas sim também do homem-morcego. Aqui o Batman é novamente o maior detetive do mundo (coisa que muitas narrativas esquecem, incluindo aí os filmes salvo uma cena ou duas) mas também é o terror que voa na noite, o Darkwing Duck… espera, frase de efeito errada.

Na verdade a parte do terror e da furtividade é uma das coisas mais divertidas do jogo e a mecanica do game te permite fazer exatamente o que nós imaginamos que o Batman deveria fazer: ir pegando os inimigos um a um nas sombras e ver o desespero deles aumentando progressivamente conforme seus companheiros vão desaparecendo sem motivo nenhum e eles acreditam cada vez menos que estão enfrentando algo humano e sim uma idéia, um simbolo que armas ou punhos não podem parar.

O desespero dos inimigos ao sentir que estão enfrentando o FUCKING BATMAN é algo delicioso e é algo que eu só lembro de ter sido transmitido assim em obras como O Cavaleiro das Trevas (no caso a HQ). Adicione a isso um sistema de combate e mobilidade igualmente delicioso e funcional e você tem um baita jogo, tudo que você poderia esperar de um jogo do Batman o game te entrega.

Explorar o enorme sanatório Arkham é divertido, a furtividade é divertida, o combate é divertido, a história é boa (e não por acaso faz uma referencia a classica HQ homonima), o visual e o conceito dos personagens é excelente (a Arlequina de Batman AA é certamente a melhor que eu já vi, mais psicótica e obsessiva do que nunca, como deveria ser alguem que venera o “Senhor J” e o Espantalho é tão perturbador quanto deveria ser, por exemplo).

Batman Arkahm Asylum é sério jogo em um sério mundo.