[TOP 10] Melhores naves da ficção

Uma nave representada em uma série é muito mais do que um pedaço de metal que voa por aí (ou cai com estilo, dependendo de como você olha). Ela tem alma, tem personalidade, inspira sonhos e esperanças de ver um universo maravilhoso além da própria compreensão do que maravilha pode significar. Nossas grandes fantasias nerds não seriam possíveis sem essas belezinhas. Então eis aqui as dez naves que mais me marcaram!

10 – USS ENTERPRISE NCC-1701 (série Star Trek: a série original)
TAMBÉM CONHECIDA COMO: Enterprise

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“O espaço, a fronteira final… Estas são as viagens da nave estelar Enterprise, em sua missão de cinco anos para a exploração de novos mundos, para pesquisar novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve!”.

Gene Roddenberry sintetizou em uma única frase um sonho de toda raça humana há mais de 20 mil anos. Quando os primeiros hominídeos vagamente inteligentes olharam para cima, eles se maravilharam com a imensidão escura, e todos aqueles pontinhos luminosos. Hoje, muito pouca coisa mudou, e poucas coisas representam melhor nossa fascinação pelo cosmo do que as viagens da USS Enterprise e sua tripulação de improváveis homens de ciência.

Verdade seja dita, HOJE eu não gosto tanto de Jornada nas Estrelas quanto já gostei um dia por outros motivos, mas não tem como negar que as aventuras pulp meio canastronas nos confins do universo são um dos pilares de toda nerdice.

9 -ND-001 NADESICO (anime Nadesico)
TAMBÉM CONHECIDA COMO: Sucessora Marciano Nadesico

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Quando as pessoas pensam nas grandes naves espaciais dos animes, imediatamente lembram da Macross ou da Yamato (e eu nem sei por onde começar Gundam, no momento estou pagando meus pecados com Naruto, obrigado). Eu sou um pouco diferente, a primeira nave espacial que realmente me marcou foi a dessa tripulação de adoráveis rejeitados. Eu não tenho muita certeza de exatamente o por que disso. Nadesico não é um anime tão bom, original ou bem executado assim, e eu sei que eu gosto dele muito mais do que o anime realmente merece.

Talvez seja porque ela tem todas as características que eu gosto de uma série espacial: uma tripulação de excêntricos pilotando uma nave subestimada (a Nadesico começa a série como o top de linha das industrias Nergal, mas logo é relegada ao status de peça de museu), mudam o destino da guerra em uma história que não se leva tão a sério assim. Alguns desses conceitos seriam melhor explorado em algumas das minhas séries favoritas (Firefly e Battlestar Galactica), mas pra mim é onde tudo começou.

8 – USCSS NOSTROMO – CARGUEIRO ESTELAR LOCKHEED MARTIN CM-88B CLASSE JUGGERNAUT (filme Alien – O 8º passageiro)
TAMBÉM CONHECIDA COMO: Nostromo
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Se me perguntarem, eu direi que Alien é o filme de terror definitivo. Ele tem tudo que um filme precisa ter e é tudo bem feito: um monstro além da compreensão (embora hoje a biologia do xenomorfo seja mais conhecida do que a maioria dos animais da Terra, em 1979 o mundo foi pego com as calças na mão pelo senhor Ridley), uma tripulação carismática, e um ambiente claustrofóbico onde eles são caçados numa batalha que não tem esperança de vencer.
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E nada disso seria possível sem o cenário dessa aventura improvável: a opressiva nave Nostromo

7 – ELDRIDGE (jogo Xenogears)
TAMBÉM CONHECIDA COMO: Deus

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Uau. Xenogears, né gente? Possivelmente a ideia mais bem ambiciosa da Squaresoft, Xenogears tem uma história que faria Arthur C. Clarke parar e dizer “puta merda gente, o que vocês fumaram?”. E nada disso seria possível sem a maravilhosa abertura do jogo em animação, que conta os últimos momentos da colossal nave colonial Eldridge (e você passa o resto do jogo se perguntando onde diabos isso se encaixa na história, apenas para ter sua mente explodida no final). Para quem tinha acabado de vir do Super Nintendo, ver uma abertura dessas em anime no seu videogame era pra arrebentar a boca do balão (expressão mais de tiozão essa, hein?). Se eu joguei um dos melhores RPGs de todos os tempos, foi porque essa abertura chamou minha atenção de adolescente.

Se a frase “VOCÊS SERÃO COMO DEUSES” não te causa arrepios, está na hora de rever sua formação gamer

Os números da Eldridge também são impressionantes: 236 km de uma ponta a outra, tripulação de mais de 5000 mil membros, e carrega um sistema de armas inteligentes capaz de destruir sistemas planetários inteiros (o que meio que foi todo o problema, na verdade). Não é atoa que ela se tornou Deus (com D maiúsculo mesmo), porque Xenogears é dessas.

6 – ESTAÇÃO DE BATALHA ORBITAL EM-1 (filmes Star Wars)
TAMBÉM CONHECIDA COMO: Estrela da Morte

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Estrela. Da. Morte. Uau!

Podia parar por aqui que já estava explicado, não? Quando as pessoas pensam nas naves de Star Wars e falam da Millennium Falcon, eu só posso imaginar de quantas formas diferentes elas caíram de cabeça no chão quando eram bebês. Estamos falando aqui de uma coisa que destrói PLANETAS INTEIROS, e que é confundida com até mesmo com uma lua!

Star Wars só é o que é hoje porque o tio Lucas colocou uma nave que DESTRÓI MUNDOS, o que ironicamente foi o que criou a cultura pop. Ah é, e a coisa das espadinhas coloridas também, mas eu fico com a nave que DESTRÓI MUNDOS. Darth Vader disse que o poder de destruir um planeta não é nada comparado com o poder da Força, mas eu acho que fico com destruir planetas mesmo…

Curiosamente, a “Estrela da Morte” nunca é chamada por esse nome no primeiro filme (que é o quarto), exceto por um contador na base dos rebeldes. Claro, você pode argumentar que ela tem um PEQUENO problema de layout, mas eu passo a palavra para um dos caras mais zoados da cultura nerd poder se defender: o arquiteto da Estrela da Morte

Ah, e antes que alguém diga que ela não é uma nave e sim uma Estação Espacial ou algo assim, favor clicar aqui primeiro.

5 – SERENITY (série Firefly)
TAMBÉM CONHECIDA COMO: “flying piece of go se”

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Ela pode parecer como se um papagaio mutante tivesse feito amor com um vaga-lume mecânico, mas não se deixe julgar pela aparência: uma das últimas naves do tipo Firefly é muito mais do que os olhos podem ver.

Talvez seja porque a sua tripulação fala dela como se ela fosse um ser vivo, talvez seja porque ela faz sentido não apenas visualmente mas praticamente – você consegue imaginar o que cada parte dela faz, o que é mais do que eu jamais poderei dizer dos painéis de arte moderna da Enterprise. Ou talvez seja porque ela é tanto parte da tripulação como a própria tripulação.

Eu particularmente adorei o jeito como ela foi decorada pela personalidade de cada membro da equipe (das tendas de seda do compartimento da Inara aos bordadinhos na cozinha). Toques pequenos assim ajudam a passar a sensação de que, hey, tem pessoas de verdade morando aqui, e essa é a nossa casa em um universo grande e hostil. Talvez seja por isso que ela seja tão adorável, porque nós totalmente conseguimos nos imaginar morando nela, não é?

Não tem como discutir com uma nave que tem dinossauros de brinquedo no painel do piloto. A Serenity não possui armas, mas não precisou delas para roubar nossos corações.

4 – SSV NORMANDY (jogos Mass Effect)
TAMBÉM CONHECIDA COMO: Normandy SR-1

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Escolher uma única nave dos videogames que você pilote é uma tarefa difícil, mas tinha que ser feita. Eu pensei em várias naves que me marcaram muito, como a Ragnarok de Final Fantasy 8 (meu primeiro Final Fantasy), ou a Vic Viper (de Gradius), mas, sendo sincero como meu coração, a nave entre as naves dos jogos é a boa e velha Normandy.

Mass Effect foi um dos jogos mais impressionantes que eu já joguei, porque foi a primeira vez que eu me senti dentro de uma space opera de verdade em um cenário rico e complexo. Politicamente complexo, inclusive repleto de racismo e xenofobia. E neste universo tão árido, onde as pessoas (e as coisas verdes) se chamam de pessoas e coisas verdes, eis que surge a melhor nave do universo, porque através do carisma da comandante Sheppard ela coletou a melhor e mais diversificada equipe.

Nenhuma outra nave no universo possui um warp de dobra quarian, canhões turians, armaduras krogan, e a boa e velha engenhosidade humana que a permite ser a primeira nave batedora stealth. A lição é simples, mas é linda: se trabalharmos juntos, a imaginação é o limite.

E a imaginação é personificada no seu lar durante essa épica aventura, a Normandy.

3 – BATTLESTAR GALACTICA (série homônima)
TAMBÉM CONHECIDA COMO: The girl

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Os cylons tinham um plano perfeito, à prova de qualquer falha. Eles hackearam as defesas da humanidade e, em menos de uma noite, destruíram completamente as doze colônias humanas sem a mínima baixa. Tudo corria perfeitamente conforme o plano.

Não tivessem eles deixado passar um pequeno detalhe: no dia que os cylons foram à desforra com a humanidade, uma já ultrapassada battlestar estava sendo descomissionada e transformada em um museu. Ora, que mal pode fazer uma Battlestar décadas ultrapassada que nem wi-fi tem?

Esse foi o primeiro e último erro dos cylons: eles subestimaram a melhor nave do universo.

A Battlestar Galactica é quase um personagem de Cavaleiros do Zodíaco em uma série de ficção cientifica. Ela resiste a batalhas inimagináveis e períodos de estresse apenas porque sim, munida apenas do amor da sua tripulação e de muita, mas muita mesmo fita adesiva.

Uma battlestar deveria passar por um estaleiro após alguns meses de serviço, a Galactica aguenta mais de três anos saltando, lutando e levando chumbo (às vezes nuclear) no lombro das muito mais avançadas naves cylon.

Ela não é a nave que a humanidade merece, mas o que ela precisa agora. Porque ela aguenta. Porque ela não é uma heroína, é uma guardiã silenciosa. Ela é a fucking Battlestar Galactica.

Não por nada que uma das cenas mais tristes da história da televisão é quando o Adama diz “Minha menina quebrou a coluna e nunca vai saltar novamente“. Obrigado Galactica, você foi verdadeiramente incrível.

2 – TIME AND RELATIVE DIMENSIONS IN SPACE TYPE-40 – (série Doctor Who)
TAMBÉM CONHECIDA COMO: TARDIS, ou Sexy

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Era uma vez um dos povos mais inteligentes do universo, que finalmente atingiram a sua mais brilhante criação: uma nave orgânica capaz de viajar no tempo e no espaço, que é sua própria dimensão (e maior) por dentro, e que é movida por uma estrela perpetuamente se tornando supernova.

Muito incrível, não?

Mas mais incrível é quando uma dessas naves decidiu que queria ver o universo por si mesma e roubou um ladrão para si. O resto é a maior (e mais longa) história de amor da história da televisão. Nem Rose, nem River Song, nem chapéus Fez, em quase sessenta anos de seriado o grande e verdadeiro amor da vida do Doutor é a sua Sexy, a melhor nave de todos os universos.

Praticamente infinita por dentro (e ela pode rearranjar suas salas se tiver vontade), o coração da TARDIS é uma essência do próprio vortex espaço-tempo, e quando você olha dentro do coração da TARDIS, a TARDIS olha dentro do seu coração. E o arrebata para sempre.

Companions vêm e vão, inimigos surgem e desaparecem, mas no fim das contas tudo que resta no final do dia é um homem impossivelmente sábio e sua nave. E o som do universo.

1 – SUPER NAVE MÃE DE COMBATE INTERPLANETÁRIO DAILEON (série O Fantástico Jaspion)
TAMBÉM CONHECIDA COMO: Gigante Guerreiro Daileon

daileon estacionado

Foi muito difícil escolher um primeiro lugar entre o Daileon e a TARDIS, mas no coração dos corações, não tem como não ouvir o tema clássico de Akira Kushida, e saber que só existe uma verdade. Quer dizer, eu realmente amo o som da TARDIS, mas não tem como ignorar o arrepio que o robô gigante que tira as mãos do bolso causa.

Não obstante ser a nave mais legal da minha infância, o Daileon tem uma grande vantagem sobre todos os outros: ele AINDA é muito legal. Pra caralho. Você pode argumentar que certas obras da sua infância são atemporais, mas a verdade é que as séries tokusatsu são muito ruins, e funcionam apenas com crianças (ou adultos que amam coisas trash).

O Daileon é uma exceção a essa regra, porque eu revi a série recentemente, e suas lutas são putamente legais MESMO PARA OS PADRÕES DE HOJE! Porra, é uma nave que vira um robô gigante e senta o sarrafo nos monstros – e quando eu digo sentar o sarrafo é meter a porrada mesmo, como um lutador de WWE. Você pode dizer que uma nave que vira robô gigante já é apelação (ainda farei uma lista sobre meus robôs gigantes favoritos), mas dane-se, porque a lista é minha e “bua bua bua a gente adora maracujá”.

Me diga quantos robôs gigantes você conhece que pulam com os dois pés no peito de um monstro? Quantos robôs gigantes você conheceu que meteram um soco na boca de um monstro piranha gigante, o arremessaram para fora da água, pularam em cima dele, e continuaram metendo soco no bicho caído sem dar tempo do monstro respirar?

Sério, o Daileon e sua coreografia de WWE é tão hardcore que, no meio da série, os vilões simplesmente desistem de tentar derrotá-lo, e passam a se focar em derrotar o Jaspion. Por mais que eu tenha amado a Gipsy Danger (ainda farei um top 5 de robôs gigantes), nem ela consegue competir com isso.

Logo no primeiro episódio da série, o Daileon estreia lutando contra DOIS monstros gigantes ao mesmo tempo, e dá conta do recado. Se isso não é uma apresentação de respeito, eu não sei mais o que seria. E isso que ele vai na mão, quando dão uma espada para ele, nem um Darth Vader de 50 metros dá conta.

LIBERTAR RAIO CÓSMICO! (que na verdade é um socão com as duas mãos, porque o Daileon é desses)

Essa é a minha lista baseada nas minhas experiências e provavelmente você não concorde. Como já dizia o grande pensador: “Cadum, cadum!