[TOP 10] Dez Filmes de Super-Heróis esquecidos (e porque que você precisa vê-los) – PARTE FINAL

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Demorou, demorou, mas eis a segunda e final parte do TOP 10 de Filmes de Super-Heróis esquecidos e porque você precisa vê-los.

5: The Spirit (2008)

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Se você procura pelo filme que matou o estilo quadrinístico de adaptação literal criado por Robert Rodrigues e Frank Miller no filme “Sin City”, ei-lo.

Como em “Sin City”, Frank Miller dirigiu esse filme, só que dessa vez ele não teve um competente diretor o ajudando, e o filme sofre muito por conta disso. “The Spirit” é baseado na revista em quadrinhos criada pela lenda Will Eisner.

Eisner foi o cara que ajudou a elevar o status das revistas em quadrinho de algo feito para crianças para arte séria (similar ao que acontece quando as pessoas pensam em animação – que é algo só para crianças). “The Spirit” é uma série completamente noir sobre um herói que luta contra o crime usando apenas uma máscara nos olhos, um casaco e um chapéu – e se auto-denomina “The Spirit”.

Houve muitas tentativas de adaptar a revista para o cinema ao longo dos anos, mas nenhuma foi adiante até que Frank Miller resolvesse encabeçar o projeto (ele mesmo sendo, não custa lembrar, um ícone dos quadrinhos).

O filme é o exemplo máximo de estilo>substância. Visualmente é verdadeiramente belo e você poderia imprimir e enquadrar qualquer frame do filme em sua parede. Contudo o conceito da história, os personagens, as performances e outros importantes aspectos se perderam totalmente na direção de Miller. Você deve ver esse filme somente pelo visual estonteante e também para saber o quanto uma adaptação quadrinística pode dar errado. Isso dito, “The Spirit” não é nada comparado a…

4: Steel (1997)

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Se você quer o exemplo literal de como não fazer um filme baseado em um super-herói dos quadrinhos, procure por esse aborto cinematográfico da “DC” chamado “Steel”. O filme é baseado no personagem John Henry Irons, que era um dos quatro Super-Homens que aparecem na série “A Morte do Super-Homem” – mas em nenhum momento de Steel você tem nem sequer uma dica que mostre que o filme foi baseado nisso. O “ator” escolhido pela “DC” após um intenso e caloroso debate intelectual e técnico foi… Shaq (AKA Shaquille O’Neal).

Shaq já tinha provado ser o ator mais terrível do mundo no igualmente terrível filme “Kazaam!” Da fantasia pobremente construída à participação de Richard Roundtree (AKA Shaft), como um personagem cheio de referencias baratas à… Shaft, tudo sobre esse filme é de doer, horrível mesmo. Na verdade é até difícil acreditar que esse filme realmente existe. Por mais que eu diga o quanto o filme é ruim, você tem que vê-lo simplesmente para comprovar isso. É pior do que você pode imaginar, bem pior mesmo.

3: Dredd (aka Dredd 3D) (2012)

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Primeiramente vamos fingir que a adaptação com Sylvester Stallone não existe, porque honestamente esse é o único filme que pode ser tido como uma verdadeira adaptação de Juiz Dredd. A ação se passa em uma megalópolis conhecida como Mega-City One. Em uma terra distópica, os Juízes são as únicas pessoas que agem como juiz, júri e executores para garantir a Lei.

Dredd é um desses juízes. Com a tarefa de prender um chefão do tráfico chamado Ma-Ma, Juiz Dredd conta com a ajuda de uma mulher que inicialmente falhou nos testes para se tornar Juíza, chamada Anderson. Ao encantoar Ma-Ma em uma área de complexo de apartamentos, a carnificina começa. Pode não ser no mesmo nível de “Justiceiro: Zona de Guerra”, mas é um filme taxado com “Hard-R”, ridiculamente violento.

Por razões desconhecidas por mim esse filme falhou em arracadar lucro nos cinemas, mas fez muito sucesso na Netflix e em dvd/blu-ray, mesmo que somente entre os fãs. Se você quer ver um filme com cenas de ações incrivelmente ridículas e com enormes quantidades de carnificina, Dredd é o que você precisa. E pra terminar, a cara de ranzinza do Dredd só se compara à do Grumpy Cat.

2: Capitão América (1990)

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 Esse é um filme que quase ninguém sabe que existe (a não ser que você seja um daqueles super- fanboys da Marvel). Antes do filme de Joe Jonston, “Capitão América: O Primeiro Vingador”, existiu um filme do Capitão bem mais antigo. Com Matt Salinger no papel principal (filho de J.D. Salinger), o filme mal segue a ideia básica do Capitão América. O Cap. foi originalmente uma criança magrela com pólio chamada Steve Rogers, que eventualmente se torna um dos primeiros super-soldados do governo.

Ele também lutou na 2ª Guerra Mundial, em 1943, contra o ditador Nazista Caveira Vermelha, mas foi subsequentemente congelado por 50 anos. Então o Capitão é descongelado para resgatar o Presidente dos EUA de uma família criminosa que está insatisfeita com suas políticas ambientais. É um filme muito, muito, muito ruim. Eu quase não quero que você o veja, mas é algo tão estranhamente curioso que desafia qualquer crença. O filme é tão fraco que sequer passou nos cinemas na época de seu lançamento. Apesar de não ser tão ruim como “Steel”, está entre os piores filmes de super-heróis já feitos, o que é mais uma razão para vê-lo.

1: Rocketeer (1991)

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Mesmo que não seja tão esquecido como os outros dessa lista, Rocketeer ainda é um filme de super-herói pouco conhecido. “The Rocketeer” começou como um quadrinho em 1982, criado por Dave Stevens, que modelou o Rocketeer como, simultaneamente, um pastiche e um tributo aos super-heróis das séries antigas e novelas baratas dos anos 30, 40 e 50, como Comandante Cody. O filme levou quase 10 anos para ser feito.

Foi produzido pela Disney, em uma época em que as pessoas não sabiam como fazer um filme de superr-herói baseado em revistas em quadrinhos. Ao que tudo indica a Disney só estava interessada no nome, para fins de merchandising e direito sobre brinquedos, e não no personagem em si. Rocketeer não é perfeito, mas é um tipo de super-herói que gostaríamos de ver mais e conhecer mais; um filme de super-herói que não esquece as origens – nas HQs – e que tenta replicá-la usando a mágica do cinema, e que também não tem medo de não ser tão realista.

O filme, além de  ter o espírito de coisas feitas nas décadas de 30, tem certa inocência e sinceridade, algo tão raro na cultura cinematográfica atual (na perspectiva da indústria e da audiência em si), algo que acho vital para os filmes de hoje, mesmo com a sociedade tão rapidamente aceitando todo o cinismo e artificialidade. O filme ainda tem elenco composto por estrelas como Timothy Dalton, Jennifer Connelly, Paulie Sorvino, Terry O’Quinn, e Alan Arkin. Vá vê-lo. Agora!