[TECNOLOGIA] OCULUS RIFT: como é a sensação da realidade virtual?

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Dentre as tecnologias vigentes de realidade virtual (saca como nos filmes, quando você enfia o negócio na cabeça e sua mente vê uma outra realidade?) sendo desenvolvida no mercado, o Oculus Rift é de longe a mais popular entre elas. Talvez não seja o melhor, essa é a uma outra discussão, mas certamente é o mais popular e o qual as pessoas associam imediatamente.

Agora que ficou clara para todos do que estamos falando, vamos a pergunta do milhão: e aí? Como é que é essa coisa? Qual a sensação? Esse treco dá barato mesmo ou nem?

Na Comic Con, um dos estandes, o da escola de modelagem e animação 3D Melies, disponibilizou o aparelho para ser testado pelo público brasileiro. Mas eu sei, você quer saber se dá barato ou não dá barato, to sabendo…

Então, vamos lá: enquanto produto comercial, o Oculus ainda tem um longo caminho a percorrer. Questões de saúde, segurança, conforto, praticidade e principalmente uso prático no cotidiano, ainda têm que ser bem trabalhadas. A primeira ideia, é claro, é usar o sistema para jogos, mas eu acho isso um subaproveitamento incrível.

A capacidade de transferir sua mente para qualquer ambiente virtual possível, é bem mais do que um periférico como o controle do Wii. Transmissões esportivas, televisão, música e pornografia (principalmente essa, se conheço alguma coisa do ser humano) jamais serão os mesmos.

Virtual-Reality-Games

Por que eu estou dizendo isso? Porque o principio do sistema funciona!

O grande milagre da coisa é que o cérebro é enganado a um nível inconsciente, quer dizer que você fica tonto ou se assusta ou sei lá o que, como se fosse de verdade, porque para o cérebro é de verdade. Esse é o segredo da coisa, o cérebro não consegue diferenciar!

Não é que nem videogame, que você faz de conta que imerge, mas no fundo sabe que esta na sua sala olhando para sua TV. Essa é a principal diferença, e a mais difícil de acreditar – eu era bastante cético quanto a isso – mas agora, imagine como isso pode revolucionar todo o entretenimento e não apenas os games.

A primeira vez que eu vi esse vídeo (ou esse tipo de vídeo, tem vários desses de “reação”) na internet eu achei que fosse palhaçada, fosse armado, que fosse wishfull thinking ou qualquer coisa do tipo. Mas, mais importante de tudo, eu achei que EU não ia fazer nada do tipo, porque bastava apenas não querer.

Só que não. O sistema funciona, e o cérebro acredita mecanicamente, não é uma questão de escolha.

piR9pek

Achava. Me desequilibrei e rebolei mais que o Kiko tramando algo terrível.

E isso que foi em um ambiente sem o som adequado, no lugar mais movimentado possível e etc.

O produto ainda não está pronto – tem muitas questões a serem resolvidas antes de um uso rotineiro comercial – mas o conceito é que nem o seu intestino com laxante: funciona.