[TECNOLOGIA] O pontapé inicial foi dado – Canhões Eletromagnéticos podem sair da ficção.

Certamente que você já viu vários filmes de ficção cientifica onde armas futuristas e poderosas são capazes de desintegrar qualquer coisa. Um bom exemplo destas armas são os Canhões Eletromagnéticos, que usam essencialmente correntes elétricas e campos magnéticos para lançar a milhas por hora seu projétil.

Diferentemente de outras armas, não há a presença de esplosivos, usa-se apenas a energia para impulsionar violentamente o projétil, e este atinge o alvo com tamanha força que o que sobra é somente poeira.

Aqui no mundo real seu potencial é bem menor do que o apresentado nos filmes. Seu poder se limita a disparar um pequeno projétil, com pressão e força suficiente para destruir um edifício (semelhante a uma pequena bomba). Mas sua vantajem está justamente nestes projéteis, que são extremamente baratos se comparados a misseis convencionais.

Economia, maior alcance e teoricamente tão poderoso quanto os melhores misseis já existentes, o único impedimento atual de produção é a dificuldade de se trabalhar com esta tecnologia – os primeiros protótipos chegaram a se partir após alguns tiros testes. Contudo a Marinha dos EUA está determinada em prosseguir com as pesquisas. Afinal, evitar um navio lotado de bombas que podem explodir a qualquer momento é sempre bom.

Temos alguns testes mais recentes que se mostram realmente impressionantes. Com o vídeo de registro podemos ver o disparo de diferentes ângulos. Pode conferir assistindo o vídeo abaixo, postado pelo Centro de Pesquisa da Marinha dos EUA:

Cada disparo exige cerca de 25MW (que é suficiente para suprir a necessidade elétrica de uma pequena cidade).

Muitos dos navios da Marinha dos EUA têm um ou dois motores, ou mesmo pequenos reatores nucleares para alimentá-los – o que deixa um potencial aberto, mais do que suficiente para um destes canhões – assim como o USS Zumwalt, um destruidor furtivo, que produz um total de 78MW.

O intuito é que um sistema de armas deste nível possa ser acoplado a destruidores do porte do Zumwalt. Porém, essa é uma conquista para um futuro sem data marcada ainda, tendo em vista que o caminho das pesquisas ainda é longo.