[SÉRIES] The Strain: Review da primeira temporada

63d78d78b79745bbc58f2b552aedce6fComo foi dito na review do piloto, The Strain já chegou impressionando e mantendo o espectador ligado. Uma palavra veio em mente: potencial.

A série põe em uso vários clichês do gênero, entretanto, são modificados de forma inteligente e inusitada: – Vampirismo sob uma ótica científica, somado a toda mitologia já conhecida referente às criaturas.

Logo de início, nos deparamos com vários personagens interessantes e side plots com grande potencial. Porém, nessa primeira temporada, uma das falhas foi justamente essa: Criar vínculos com alguns personagens que logo são descartados ou tem pouca notoriedade, e dar abertura pra possíveis direcionamentos no enredo que acabam sendo inconclusivos (pelo menos por enquanto).

Mas calma, estamos apenas no começo.

Então o que faz The Strain ser interessante? As possibilidades, ou seja, os possíveis rumos que a trama ainda pode tomar. Sempre passa aquela sensação de que algo extraordinário nos aguarda.

Após a descoberta dos monstros, Goodweather tenta alertar seus superiores, mas é descreditado e taxado como fora de si, e depois de alguns acontecimentos, passa a ser considerado foragido da justiça.

Ocorre então o surto de transmissão dos parasitas por Nova Iorque, e a partir daí, forma-se um pequeno grupo: um exterminador de pragas, os doutores do CDC, uma hacker, além é claro do Professor Setrakian. Basicamente estranhos que se encontram ao acaso, com o objetivo de entendê-los, combatê-los, e principalmente sobreviver a eles. Já viu isso antes né? Comparações com The Walking Dead são inevitáveis nesse ponto.

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Também passamos a entender melhor o passado de Setrakian, sua relação com Eichhorst iniciada na Alemanha nazista, bem como os primeiros contatos deles com “O mestre”: tudo isso através de flashbacks.

Há um núcleo muito interessante também, “O Esquadrão Strigoi” uma espécie de esquadrão de vampiros de elite, armados até os dentes, e com o objetivo (que parece ser) de exterminar os infectados pela praga. Aparecem do nada e pouco se conclui dessas aparições.

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 Algumas das falhas no roteiro:

– A ausência de pânico em larga escala nas ruas, visto que as criaturas estão sempre atacando e aumentando em números. O impacto deveria ter sido MUITO maior.

– A habilidade que personagens totalmente leigos desenvolvem no manuseio de armas de fogo, espadas e afins, em um período curtíssimo de tempo.

– A contradição relacionada à vulnerabilidade/invulnerabilidade do “Mestre” como pode ser visto no Season Finale.

 Em suma: The Strain tem vários elementos familiares, batidos em uma receita vitaminada: um enredo consistente baseado em uma mitologia já conhecida, com pitadas de romance, relações familiares, vingança, e o instinto de sobrevivência.

 Vale salientar que desconheço o enredo dos livros sendo assim impossíveis comparações com o roteiro original. Já comecei a ouvir boatos sobre as diferenças, os quais nem dei ouvidos. Primeiro porque não gosto de spoilers, e segundo porque acredito que cada um dos formatos tem objetivos diferentes. Adaptações sempre passam por aquela “enxugada”, ou distorcida pra se adequar ao propósito.

 Apesar das derrapadas no desenrolar da trama, ainda acredito que a série pode vir a surpreender, uma vez que parte dos mistérios forem desvendados e a trama for melhor explorada.

 NOTA: 7,5/10

 

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