[SÉRIES] THE MUSKETEERS – 2ª temporada (resenha)

Olá, nerds da sofisticação!

Bem vindos a esta resenha da série da BBC, essalinda!

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Ok, confesso que nunca vi dar boas vindas em resenha, apenas pareceu ser uma boa ideia. Enfim, sem mais, vamos a este universo de espadas, mosquetes, conspirações monárquicas, romances, traições, lances [mas, oi?! Não clique aqui – eu avisei] e falta de higiene, claro [pare um momento e agradeça pela água encanada que você tem]. Pegue sua honra, sua coragem, seu charme e vem comigo!

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Meus amigos, nesta segunda temporada, os mosqueteiros, é aqueles mesmo: Athos, Phortos, Aramis e D’Artagnan e Treville também [já esclareço] continuam olhando a face da morte e cuspindo nela. Os perigos, atentados e toda a porra de cumprir o dever defendendo o rei, a rainha, a França e o pudim de tapioca.

Com a saída de Capaldi da série [por um bom motivo, se assiste Doctor Who sabe do que falo, senão ah, ok], o primeiro episódio já começa com o cardeal Richelieu morto e fechado em seu caixão. O rei convida o capitão dos mosqueteiros, Treville, a ocupar o posto de conselheiro e tal que era exercido pelo cardeal, mas o homem recusa e daí é só um passo para dar merda. Uma vez que quem faz tudo é o conselheiro mesmo, pense no que pode [e vai] acontecer se esse cargo for ocupado por alguém de coração mau e sombrio [e não pela fofura do Capaldi]. E, pois é.

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Só de olho.

Louco friendzonado = vilão da vez?

E quem acaba ocupando o cargo, senão o conde de Rochefort que longo que entra em cena já mostra a que veio e fará os mosqueteiros invadirem os estúdios de Doctor Who para pegar seu cardeal de volta!

Rochefort é o vilão vilão louco mesmo. Enquanto o cardeal era apenas prático e não se importava com coisas como justiça e verdade desde que fosse para o bem da França e de seus negócios. O Rochefort está ali para ser o badass que quer ferrar tudo e faturar a rainha no processo. E ele cumpre bem esse papel, consegue ser irritante na medida e desafiar os heróis da história. Nada excepcional. Na média.

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Agora vai! Ninguém resiste a um tapa-olho.

No livro, Rochefort e a rainha, de fato, tem um caso, são amantes e tudo. É só lembrar do famoso episódio das jóias que tanto deu trabalho aos mosqueteiros [e como eu gosto desse episódio, era algo que eu realmente queria ver o que a BBC faria com ele, porém não rolou]. Aqui, a vez é do Aramis. O que foi uma mudança positiva na série, mostrou uma realidade paralela e ficou bom. Quem quiser prender-se eternamente ao livro, é só lê-lo infinitamente, quem quiser ver novas versões sem medo de macular-se, divirta-se com a série.

Os três que são quatro

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Não, pera.

Como a caracterização das personagens ficou boa. Mesmo. Claramente reportaram-se a obra de Alexandre Dumas, mas também permitiram-se acrescentar novos elementos e deixar mais humano/natural. Um destaque para Porthos, o nosso homem tanque. Na abertura da série, ele aparece jogando um barril de, sei lá, pólvora? o que o torna, pelo menos, 10% mais legal que o resto do mundo. [só encontrei a intro da primeira temporada, o que importa é que ele continua jogando o barril].

O capitão Treville que por uma artimanha do maldito [leia-se Rochefort] é demovido de sua função de capitão, o que na verdade não influi em nada porque ele continua a ser tratado como um e ninguém quer fazer o trabalho dele mesmo. Tá, este homem participa mais ativamente nessa temporada, saindo com os mosqueteiros nas missões e revelando tretas.

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Apenas, tirando uma foto de família.

As mulheres

Um ponto muito bacana são as personagens femininas que continuam sendo tão importantes quanto os moços para a trama. As mulheres nesta série não estão ali apenas para serem rostos bonitos e prêmios de final de luta. Ouvi um Amém! Constance Bonacieux e Milady de Winter são fortes, valentes e tem cérebros, veja só, com vontades próprias lutando elas mesmas pelo que querem. A rainha também tem suas qualidades, mas realmente quem rouba a cena mesmo são as duas ali. Aliás, nessa a Milady está do “lado do bem”, vamos dizer assim e sem ficar forçado ou perder a essência da personagem. E a Constance é linda atirando.

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Em resumo, vale a pena seguir na segunda temporada de The Musketeers [parece nome de banda de mosquito, não? veja bem, eu tentei, mas não consegui resistir]. A qualidade da série mantém seu nível. Temos mais sobre a história de Porthos [eu sou seu pai?]. E destaque para o episódio “Through a glass darkly”. Loucura. O que irrita no início é como o rei está mais estúpido do que nunca dando toda a glória para Rochefort e esculachando os mosqueteiros, coisa que não tem na primeira e que no cômputo geral das coisas é desnecessário.

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Divirtam-se! Até a próxima, meus caros! Já assistiu? Comenta o que achou. Caso não, vai pra Netflix e só volte aqui quando terminar 😉 Vai.

milady de winter