[SÉRIES] The Flash s01e01 – “City of Heroes” (Resenha)

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Depois do piloto vazar uns meses atrás (e ser rapidamente avaliado por Eduardo Roza), ontem estreou oficialmente The Flash, nova série da CW protagonizada pelo super-herói mais rápido do Universo DC. Fui um bom menino, e não assisti a versão vazada, preferindo esperar a versão oficial, e não me arrependi.

Pra começar, não tenho como comparar uma versão com outra, mas até onde eu sei, não há grandes diferenças. Barry Allen continua sendo atingido por um raio dentro de seu laboratório forense cheio de produtos químicos indefinidos, vira o Flash, e recebe o suporte de meio mundo (que conhece sua identidade secreta logo no episódio de estréia, afinal, qual o problema, NÉ?! :/ ), e no fim enfrenta o Mago do Tempo… Fim!

Uhuuuu! Essa foi rápida! :D

Yey! Essa foi rápida! 😀

É, eu dei uma resumida por cima no parágrafo anterior (banquei o apressadinho, sacaram? hã? hã?! ;P), pois o episódio é mais do que isto.

A primeira coisa que chama atenção, pra quem acompanhou pelo menos as histórias do Flash dos Novos 52, é que a origem da TV mistura vários elementos da versão atual dos quadrinhos, como o assassinato da mãe de Barry, e o mistério em torno do crime (um fato que, na verdade, é anterior ao reboot do Universo DC nos quadrinhos, e que foi o estopim para a saga Ponto de Ignição, que foi o evento que gerou o reinício do universo, e originou os Novos 52). Maaaas, estou me adiantando de novo… u.u’

Flash Reverso no passado? Altas confusões no futuro.

Flash Reverso no passado? Altas confusões no futuro.

No geral, o episódio de estréia é bem feito. Pra começar, o protagonista é carismaticamente interpretado por Grant Gustin, que o faz bem o bastante pro espectador importar-se com ele, o que já é um grande mérito (especialmente se compararmos com Gotham, onde o Jim Gordon de Ben McKenzie ainda está “na luta” pra ser um protagonista, como venho salientando nas resenhas que já escrevi da série aqui, aqui e aqui #autoJABÁoportunista).

Quem assistiu a versão vazada já sabe de cor e salteado os inúmeros easter eggs que este primeiro episódio preparou para fãs de longa data do personagem. Logo no início temos um vislumbre do que possivelmente será o futuro da série, quando testemunhamos os momentos finais da mãe de Barry. Mais adiante no episódio vemos uma jaula destruída de dentro pra fora, que é mais uma pista de outro vilão do Flash, que deve aparecer mais adiante. E no final… Bom, digamos apenas que a palavra “Crise” deixa leitores de longa data da DC com as orelhas em pé… ;P Tudo isto é o suficiente pra criar um bocado de expectativas com relação ao futuro da série, e o roteiro de Greg Berlanti e Geoff Johns faz de maneira competente, sem soar forçado.

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O tom é descontraído, a direção de David Nutter é correta, assim como a montagem. Sem grandes problemas aqui. O mesmo podendo ser dito dos efeitos especiais, que não são revolucionários, mas dão conta de lidar com a supervelocidade do herói sem que ela pareça ridícula.

Pode ser que o fato de os poderes de Barry não serem um segredo que poucos conhecem, e de ele ter o suporte de toda uma equipe – que inclusive é responsável por criar seu uniforme – incomode alguns fãs mais… “tradicionais” do herói. Mas, particularmente, não vi problemas nisto. Todo o contexto criado pela dupla de roteiristas combina com essa decisão de cercá-lo com aquelas pessoas.

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Christopher Nolan aprova isto!

Aliás, toda a rápida explicação sobre como funciona o uniforme, e como cada elemento dele tem uma função, foi claramente inspirada na “filosofia Christopher Nolan” de tratar origens de super-heróis de maneira plausível e “realista”. Não insulta a inteligência, então, tá aprovado. Falando nisto, alguém mais pescou a referência a Joel Ciclone quando ele usa aquele capacete? 😛

O piloto não chega a empolgar, mas é agradável de assistir, e faz render seus 45 minutos. Ao contrário de seu protagonista, a história não é contada de maneira corrida, mas bem encadeada, dando ao espectador informação o bastante pra entender o que está havendo, ao mesmo tempo que esconde algumas pra preservar sua curiosidade sobre o que vem pela frente

Resumindo, a série promete diversão, com aquela pegada que já vem sendo usada na série Arrow – cujo protagonista, aliás, faz uma pontinha aqui, só pra mostrar que ambas fazem parte do mesmo universo – , com uma abordagem meio “Nolan” meio “cosplay”, só que um pouco mais descontraída. Vale continuar acompanhando, pois tem potencial pra melhorar.

Nota 7,0

Assista abaixo um trailer liberado hoje pela CW que dá uma palhinha do que esperar dos próximos episódios da série:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=i0irfjqJghc]