[Séries] Star Trek: The Next Generation

Espaço, a fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Enterprise, em sua missão contínua de explorar estranhos novos mundos, novas formas de vida, novas civilizações, audaciosamente indo onde ninguém esteve antes…

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Havia uma lacuna dentro da minha nerdice que era nunca ter assistido à série Star Trek. O pouco que eu consigo lembrar pertence a memórias obscuras da infância vendo algum episódio na televisão. De fato, esta franquia nunca me chamou a atenção.

Porém, após assistir o filme Star Trek do J.J. Abrams e gostado do resultado, resolvi dar uma chance para a série, mesmo sabendo que os recentes filmes e as séries (sim, existem várias) são bem diferentes. Resolvi começar pela Next Generation, por vários motivos. Primeiramente, todas as posteriores não tiveram lá uma boa repercussão. Já quanto à série clássica ainda acho que preciso romper algumas barreiras, mas um dia eu chego lá.

Entretanto o fator decisivo foi realmente a presença dele, o mito, o meme, Patrick Stewart!

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Interessante que as pessoas (notadamente as mais novas) relacionam muito mais o ator ao seu papel na franquia X-Men do que em Star Trek. Se não fosse pelos memes, com certeza o capitão Picard já estaria esquecido pelo grande público. Ainda assim, acredito que o seu papel no comando da Enterprise foi muito mais significativo do que como líder da escola mutante.

Ademais, devo dizer que não é minha intenção com esse texto fazer uma profunda análise da série. Até porque só assisti a primeira temporada. Então vou só deixar minhas impressões sobre ela.

Conforme citei anteriormente, comecei minha empreitada pelo universo de Jornada nas Estrelas pela série A Nova Geração, como ficou conhecida aqui no Brasil. De cara foi uma surpresa ao descobrir que a mesma começou em 1987. Caramba, de repente a nova geração já não era mais tão nova assim.

A série durou até 1994, tendo sido a mais duradoura dentro da franquia. Lembrando que a série original teve somente três temporadas e fez sucesso somente com as reprises que vieram anos após sua exibição original.

A história de Star Trek TNG se passa cerca de 70 anos após as aventuras de Kirk e Spock. A nave, apesar de também se chamar Enterprise, não é a mesma, sendo um modelo tecnologicamente mais avançado.

Aliás, o avanço da tecnologia em si é algo muito interessante e demonstrado na série, deixando claro que o universo de Star Trek é vivo e continua em movimento. Podemos destacar nesse ponto o famoso Holodeck (equivalente à sala de perigo dos X-men) e a presença do androide Data. Ambas tecnologias inexistentes à época do Capitão Kirk.

Como a série já é antiga, devemos dar os devidos descontos com relação à produção da série. Muitos cenários são simples, deixando perceber facialmente que são feitos em estúdio. Os combates… ah os combates… bom, esqueça deles, pois não são, nem de perto, o foco da trama. Os efeitos especiais e maquiagens até que são bem competentes para uma época em que a computação nas telas, ainda mais para uma produção feita para a TV, mal engatinhava.

Devo dizer que toda a primeira temporada foi uma surpresa muito agradável. De começo tenho que ressaltar que não há motivos para qualquer comparação com Star Wars. Tirando o fato de ambas versarem sobre ficção espacial, o foco de cada franquia é muito distinto, o que, a meu ver, deixa sem sentido aquela velha e conhecida rivalidade entre os fãs.

Star Trek The Next Generation com certeza não é uma série de ação, mas um debate filosófico, capaz de prender a nossa atenção com as questões tratadas em cada episódio. Debates como o que pode ser considerado “vida” e o quanto devemos interferir com os rumos de outras culturas são constantes. Repletos de toques de bom humor, o que deixa a série com um clima muito leve e fácil de assistir.

Vou esperar mais algumas temporadas até poder fazer um comentário mais aprofundado, pois sei que os melhores episódios ainda estão por vir. Mas, resumidamente, foi uma série que peguei apenas a título de conhecimento, para cumprir tabela e que realmente acabou me cativando. O universo de Star Trek é muito rico, e só posso recomendar aqui a A Nova Geração, pois vale muito a pena para qualquer nerd que curta uma space opera.  E que venha a segunda temporada!

De bônus vou deixar algumas regras para o famoso Kirk-fu.

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2 thoughts on “[Séries] Star Trek: The Next Generation

  1. Deep Space 9 também ficou 7 anos na tela. Assim como Voyager. Já era do contrato inicial que as séries de Star Trek ficassem 7 anos no ar. A única que não seguiu essa fórmula foi Enterprise, que com a queda da audiência no começo da 4ª temporada – se não me engano – acabou cancelada.

    As primeiras 3 temporadas de A Nova Geração são bem padrão de Star Trek, com missões vitoriosas, Riker pegando geral, e etc.. Mas nas temporadas seguintes, os temas se tornam mais profundos, nem sempre com vitórias. Temos um ambiente mais difícil para a Federação e para os personagens, tom que foi reabilitado em Deep Space 9, que tem um ambiente político mais denso e com várias críticas sociais muito mais evidentes do que em A Nova Geração.

    Curioso você ter mencionando o quanto as gerações mais novas desconhecem o capitão Picard. Eu vi isso na Livraria Cultura outro dia. Eu estava conversando com um amigo sobre Star Trek e um rapaz ouviu e veio perguntar se eu sabia mais sobre a série, pois ele tinha visto Star Trek 2009 e ficou fascinado. Quando contei sobre todas as séries, todos os marcos históricos de Star Trek, quando falei sobre os outros filmes, ele ficou alucinado. Comprou os DVDs que a loja tinha e me agradeceu imensamente. Como ele saberia sobre as séries ou filmes? Até as reprises não passam mais, o que é uma pena. 🙁

  2. Muito bom saber de tudo isso Sybylla. Ainda estou assistindo a segunda temporada e ter a certeza que melhora ainda mais só me alegra. Temos realmente que agradecer ao mister J.J. Abrams, pois o reboot da franquia teve esse condão de atrair a curiosidade de toda uma nova geração. E no meu caso, também ao Netflix, que disponibilizou a série.
    Vida longa e próspera!

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