[SÉRIES] Game of Thrones S04E09 – Sabe de nada, Joãozinho

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E foi então que, depois do soco no estômago que foi o episódio 8 dessa temporada, a nossa querida “eitchi-bi-ôu” resolveu deixar o Tyrion de molho (mantendo todo mundo maluco se perguntando o que vai acontecer com ele) pra mudar um pouco o foco e mostrar a treta sem precedentes que tomou lugar no extremo Norte. Pois é, aquilo que vinha se anunciando há tanto tempo finalmente se concretiza: o grande ataque dos Selvagens à Muralha, e a luta da pobre e mal-ajambrada Patrulha da Noite para defendê-la. Esse episódio lembra muito o nono episódio da segunda temporada; além de ser uma grande batalha no nono episódio, ele se foca única e exclusivamente no local que está sendo atacado, tanto na batalha em si quanto no que acontece com os outros personagens sob cerco (Porto Real/Fortaleza Vermelha em um, Muralha/Castelo Negro no outro). Isso significa que Porto Real, Tyrion, Arya, Sansa, Theon, e até o Bran (alguém sente falta dele?) foram deixados de lado. Não se preocupem, toda essa gente deve voltar no episódio 10, que os próprios produtores prometem ser o melhor final de temporada até agora (e, sabendo pelos livros o que deve acontecer, tenho grandes expectativas). Mas isso fica pra semana que vem… por agora, vamos chamar o gigante pra derrubar o portão dos SPOILERS!

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Nos preparativos para a grande batalha, Jon e Sam passam o tempo trocando umas ideias sobre as mulheres… sendo que essa palavra só tá no plural porque, somando a única mulher que cada um deles conhece, dá 2. Enfim, enquanto o Sam faz o papel do nerd virjão que fica enchendo o saco do amigo que já transou pra tirar detalhes (e aponta o que eu já vinha pensando, que o juramento fala em “não tomar esposas e não ter filhos” mas não fala nada de sexo em si), os selvagens só observam através de uma coruja, controlada por um warg da tribo Thenn (os caras esquisitos carecas com marcas no rosto). Lá no acampamento deles, galerinha fica zoando a Ygritte por causa do namoradinho corvo dela, que ela jurou que só ela pode matar e tal, essa conversa manjada. De volta a Castle Black, Sam continua conversando sobre mulher, dessa vez com o Meistre Aemon, o qual mais uma vez faz questão de nos lembrar (afinal, ele aparece só bem de vez em quando) que ele é um Targaryen e quase herdou o Trono de Ferro. Nessa altura, Gilly, a namoradinha de Sam, chega a Castle Black com o bebezinho, e o gordinho nerd trata de botar ela pra dentro, escondendo-a na despensa.

E é então que soam as trombetas e dá-se início à peleja. Conforme Mance Rayder havia avisado, os patrulheiros avistam na floresta ao norte da muralha “a maior fogueira que o Norte jamais viu”. Alliser Thorne assume o comando e, sem nenhuma surpresa, descobre que os patrulheiros são horrivelmente despreparados e indisciplinados, atacando antes da hora e por aí vai. Enquanto isso, do lado sul do Castelo Negro, Ygritte observa que o local está quase abandonado e dá o sinal para que seu pequeno destacamento ataque a face sul, guardada por (entre outros) Sam e Pyp, que estão conversando, pra variar, sobre mulher.

É Sam, você ainda tem muito o que aprender sobre o assunto...

É Sam, você ainda tem muito o que aprender sobre o assunto…

Quando a trombeta acusa o segundo ataque, Thorne parte pra defender o lado sul, deixando o comando da face norte com Janos Slynt. E é aí que vale destacar a surpresa agradável que foi Ser Alliser, e o respeito que eu ganhei por ele nesse episódio. Até agora, toda vez que ele apareceu, ele sempre foi um babacão de marca maior, só perseguindo o Jon Snow de todas as formas possíveis, inclusive prejudicando todo mundo com isso (como quando ele se recusou a mandar vedar os túneis). Entretanto, nesse episódio, conforme a merda bate no ventilador e a porra fica séria, ele mostra que pode ser extremamente competente sob pressão, e que sua fachada desagradável é só um jeito de disciplinar a ralé que ele tem que comandar. A cena em que ele dá um esporro no pessoal que atira na hora errada mostra bem isso, principalmente quando eles começam a trabalhar direito logo em seguida. Logo antes, ele conversa com Jon sobre sua decisão quanto aos túneis, e fica claro que Thorne compreende o mérito da ideia de Jon e admite que talvez ele estivesse certo, mas ele teve aquela atitude intransigente porque um líder não pode mostrar que tem dúvidas quanto a suas próprias decisões. Claro, há maneiras menos “ditatoriais” de comandar, mas pelo menos entendemos que Thorne age como age por bons motivos. E, por fim, quando ele resolve tomar a dianteira do combate corpo-a-corpo com os invasores da face sul, ele demonstra duas coisas: a sua coragem (bem diferente do pela-saco do Janos Slynt, que aproveita a primeira oportunidade pra se esconder) e a sua fodonice em combate. Não é à tôa que ele era responsável por ensinar os “corvos” a lutar: ele destroça dúzias de selvagens sozinho, e só cai em combate contra o Tormund, que é por sua vez um espetáculo à parte.

Cenas de batalha me dão uma dor de cabeça...

Cenas de batalha me dão uma dor de cabeça…

Lá no topo da Muralha, Janos Slynt se mostra um inútil que só sabe resmungar. Logo alguém tem a ideia de dizer que ele tá sendo chamado lá em baixo; como já dito, apesar de ser uma desculpinha mega esfarrapada, ele aceita na mesma hora e aproveita a oportunidade de fugir de onde o bicho tá pegando e se esconder na despensa, junto com a Gilly. O comando da tropa fica com ninguém menos que nosso herói Jon Snow, que demonstra ótima liderança, detonando os invasores com barris flamejantes e uma foice vorpal decepadora dos infernos. O gigante (que o imbecil do Slynt continuava insistindo que não existia, mesmo estando bem ali na frente dele) parte pra cima do portão, e o Jon manda Grenn e mais uns manés defendê-lo. A cena dos caras enfrentando o gigante, recitando o juramento da Patrulha da Noite pra ganhar coragem, é uma das mais emocionantes da noite. Infelizmente o combate não é mostrado; vemos apenas o resultado mais tarde, com todo mundo (inclusive o gigante) tendo caído.

Lá embaixo, no acesso ao sul, a coisa tá feia. Como já mencionei, Tormund derrubou Ser Alliser (que, entretanto, não morreu, mas foi levado embora pra receber os primeiros-socorros). Pyp, o patrulheiro espertinho, toma uma flecha bem no meio do pescoço, e Sam (após um tempinho assegurando o cara com UMA FLECHA ATRAVESSADA NO PESCOÇO que vai ficar tudo bem) resolve ir lá em cima buscar o Jon. Lorde Snow, percebendo que o negócio tá crítico do lado de baixo, resolve descer e deixa o comando da face norte com “Doloroso” Edd Tollett. Te contar viu, desse jeito daqui a pouco a tia da limpeza tá comandando essa joça. Enfim, Jon vai lá assumir o comando (e, claro, solta o Fantasma, que começa a retalhar geral). Ele tem uma luta bastante ferrenha com Styr, o líder sinistro dos canibais Thenn, e mal consegue derrotá-lo a muito custo quando encontra ninguém menos que sua ex-namorada, Ygritte. Os dois ficam naquele vai-não-vai, querendo mas não querendo matar um ao outro, quando o impasse é resolvido por um garotinho (por acaso, o mesmo que teve sua família chacinada no terceiro episódio dessa temporada), que enfia uma flecha na ruivinha. Claro, os dois têm uma ceninha dramática mela-cueca, na qual a batalha ao redor deles misteriosamente para (ninguém pensa em atacar o fodão da Patrulha quando ele tá indefeso e distraido?) e a Ygritte solta mais uma vez seu bordão, no melhor estilo Zorra Total.

 

Quem entender entenderá.

Quem entender entenderá.

A partir daí, o resto é epílogo. O último dos selvagens que sobra do lado sul é Tormund, todo cheio de flechas e ainda com sangue no zóio. Esse cara deve ser russo, pra ser indestrutível assim. De qualquer modo, ele é capturado pelos corvos. A defesa da Muralha aparentemente funcionou, pois o exército selvagem da face norte recua, ao menos por enquanto. De manhã, depois da contagem de mortos e feridos, Jon decide que o melhor jeito de resolver essa sinuca de bico (afinal, eles ganharam a batalha, mas perderam a maioria do seu contingente e não conseguiriam sobreviver a um ataque continuado) é ir trocar umas ideias com Mance Rayder. E, claro, ele vai sozinho e desarmado, contando com a simpatia que ele eventualmente tenha ganho com o Rei Além da Muralha. OK, é um plano suicida, mas como ele bem indica, não há alternativa melhor – e, além disso, se tem um personagem Mary Sue nessa série, é o Jon…

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