[SÉRIES] Game of Thrones S04E08 – PLOC!

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Boa tarde, coleguinhas nessa busca desenfreada para ver quem vai sobrar vivo em Westeros! Vou te dizer, a coisa não tá fácil não. Tio George Martin é um monstro sem coração, que adora brincar com nossos sentimentos, e deixou um monte de gente revoltada pra caramba com esse episódio. Já ouvi dizer inclusive que foi pior que o Casamento Vermelho. Claro, não vou sacanear e fazer como muita gente por aí, que andou soltando o spoiler bombástico desse episódio gratuitamente – essa internet anda um perigo pros fãs que não leram os livros e não assistem o episódio na hora do lançamento! Como de costume, vou deixar isso pra depois do aviso abaixo.

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Chegou então o grande momento, a luta eletrizante entre o cara mais estiloso dos Sete Reinos, Oberyn Martell, e o maior brutamontes da terra, Gregor Clegane… e claro que a HBO fica enrolando com todo tipo de historinha pra mostrar isso só no final. Normal.

Por falar nisso, o episódio abre com uma das personagens mais whatever da série – Gilly, uma das filhas/esposas de Craster, que tá comendo o pão que o Estranho amassou no bordelzinho próximo da Muralha, quando este é atacado pelo time de elite dos selvagens – e Ygritte, vendo o bebezinho em seu colo, poupa a vida dela. Na Patrulha da Noite, entre os choramingos do Sam, conseguimos ouvir Jon Snow e seus colegas planejando a defesa da Muralha, em uma batalha tranquilíssima de cento e poucos gatos-pingados contra uns 10.000 selvagens. E você achando que os tais espartanos tavam em desvantagem numérica… eles tinham o triplo do efetivo!

E por falar nisso, em uma mostra de como tomar um castelo inteiro com 1 pessoa, Ramsay Snow, o bastardo mais bastardo do Norte, manda seu bichinho de estimação Theon Greyjoy Fedor descolar pra ele o castelo de Moat Cailin – um ponto-chave para o norte de Westeros, por ser o principal castelo do Pescoço, a região que separa o Norte do Sul, e por ser extremamente difícil de tomar à força. O local está sob o comando dos homens das Ilhas de Ferro, compatriotas de Greyjoy, que tomaram a fortaleza na mesma onda de ataques em que Theon tomou Winterfell. Fedor vem com um papinho de que os Bolton, sob o comando de Ramsay, vão tratar gentilmente com pão-de-ló e ovomaltino quem se render, o que o segundo-em-comando do castelo (logo após dar uma cacetada no teimoso do primeiro) logo aceita, pois estão todos ferrados, doentes e com fome. Claro, para a surpresa de ninguém, o pessoal dos Bolton mata todo mundo após a rendição. O plano dá tão certo que, quando Ramsay encontra seu papai Roose Bolton a caminho de Winterfell (que vão assumir, enquanto senhores provisórios do Norte), o lorde entrega pra ele um “certificado de não-bastardismo”, e o jovem passa a ser oficialmente Ramsay Bolton. (A série não explica isso, mas em Westeros, o rei pode oficialmente “desbastardizar” qualquer bastardo, tornando-o membro legítimo da família de seu pai. Portanto, Bolton obteve o documento como uma cortesia do rei Tommen, ou talvez do ex-rei Joffrey, devido a sua boa relação com os Lannisters.)

Parabéns, você deixou de ser bastardo. Mas continua um filho da puta!

Parabéns, você deixou de ser bastardo. Mas continua um filho da puta!

Continuando a progressão do menos pro mais interessante, que o episódio resolveu seguir, vamos lá pra além do Mar Estreito, onde os soldados eunucos badass tão tomando banho de um lado e as lacaias mulheres lavando roupa do outro, peladas é claro, porque afinal é Game of Thrones. Verme Cinzento (Porco Nudo para os íntimos) fica encarando a Missandei, aparentemente se esquecendo de que o fato de ele não ter nada pra ficar duro não torna a coisa menos constrangedora. Missandei vai confabular sobre isso com a Daenerys, que nem cogita a hipótese de um eunuco ter interesse em uma mulher. Conversando depois com o próprio Verme, Missandei se mostra bastante curiosa sobre as partes que ele perdeu (hummm…) e se ele não lamenta a perda – e, num momento totalmente ouuuunnn, o cara diz que não, pois se ainda tivesse todo seu equipamento, ele não teria se tornado um Imaculado, não teria se juntado ao exército de Daenerys e não teria conhecido Missandei. Então tá se formando um casalzinho mesmo… (E, para quem estiver preocupado com as considerações práticas, já dizia Vinícius de Morais: “Enquanto eu tiver língua e dedo, mulher nenhuma me põe medo.”) E, por fim, vem à tona o passado obscuro de Ser Jorah Mormont, que espionava Daenerys para Robert Baratheon lá na primeira temporada. Com isso, ela dá o golpe final de seu mega combo de gelo da friendzone deixando claro com todas as letras que não quer saber desse cara na mesma cidade que ela de jeito nenhum. (OK, isso é por causa da traição e não tem nada a ver com friendzone, mas não quis perder a piada…)

No Ninho da Águia, podemos assistir a um breve episódio de Law & Order: Vale de Arryn, com a investigação/julgamento de Petyr “Mindinho” Baelish e seu envolvimento com a morte de Lysa Arryn. Lá estão os 3 top nobres da região, todos botando pressão no Mindinho, que chegou do nada tomando conta da porra toda e é suspeito pra caramba em geral, quando arrolam como testemunha a Sansa (ou “Alayne”, que era o nome falso que ela estava usando). Sem que Petyr tenha tempo de fazer a cabeça dela, a moça aparentemente cede sob a pressão e diz que vai falar tudo, revelando inclusive quem é e como chegou lá. Mindinho já tá vendo a casa cair pra ele, e certamente pensando em quem ele mata e quem ele suborna pra conseguir escapar com vida, quando para sua surpresa (e nossa também), Sansa corrobora sua versão de que Lysa se suicidou. Ou seja, todo esse desespero dela era somente encenação, para tornar essa mentira mais convincente. Já safo e de boas, Petyr resolve que chegou a hora de Robin sair do ninho (um trocadalho do carilho; “Robin” em inglês é um tipo de pássaro), e faz os preparativos para que ele passeie pelo Vale. Conhecendo o Mindinho, alguma coisa esquisita ele tá tramando. Vale reparar que a Sansa tá virando uma bela de uma intriguista, aprendendo rápido o ofício de Littlefinger. E, por falar em meninas Stark precoces, Arya chega finalmente à entrada do Vale, sempre em companhia de Sandor Clegane, que quer entregá-la à sua tia Lysa por ouro. Quando o guarda conta que Lysa morreu, Arya fica desesperada e chora cai na gargalhada feito uma louca. Na real, a situação é tão zoada que dá pra rir mesmo… mas que essa mina tá virando meio psicopata, ah, isso é certo.

Tu tá de brinqueichon with my face, né não?

Tu tá de brinqueichon with my face, né não?

E, depois dessa enrolação toda, chegamos finalmente no evento principal da noite. Começa com Tyrion batendo mais um papinho com seu irmão Jaime, conversando sobre um primo débil-mental deles que só gostava de ficar matando besouros o dia inteiro. Meio esquisito esse monólogo… talvez seja referência a um certo autor de livros de fantasia adaptados para uma série da HBO com uma compulsão por matar personagens. Bem que o Tyrion podia fugir pelo buraco na quarta parede que ele acabou de abrir… Enfim, chega o momento da luta, e Oberyn está estiloso como nunca, todo marrento e legalzão. O cara é tão bacana que, não fosse Game of Thrones, você teria certeza absoluta de que a vitória dele é certa. E ele até vai bem pra caramba – ele usa sua agilidade e rapidez para rodear o Montanha, esquivando graciosamente de seus golpes e estocando com sua lança. Mas claro, o mote principal do combate não é esse. Encarnando o Inigo Montoya (de A Princesa Prometida, ótimo filme aliás, obrigatório para qualquer nerd que se preze), Oberyn usa a luta para azucrinar Gregor até que ele confesse ter matado e estuprado sua irmã Elia, e assassinado os filhos dela também. (E aproveita pra perguntar o mandante também, nada sutilmente apontando para Tywin.) E é isso, juntamente com uma boa dose de arrogância, que ferra com tudo no final. Pois, quando Gregor já tava agonizante no chão após ter tomado uma lança bem no meio do peito, Oberyn não se dá por satisfeito e começa a rodeá-lo, pois ainda não conseguiu sua confissão. Repare no sorrisinho no rosto de Tyrion e até mesmo Jaime, e na cara de Tywin e Cersei – se ferraram, seus FDP, o seu brutamontes perdeu! Tyrion tá livre! YEAH! E aí, provando que a crueldade de George Martin não tem limites (pois a mesma coisa acontece no livro), Gregor agarra Oberyn, confessa o que fez… e esmaga a cabeça dele feito um tomate maduro.

Os irmãos Winchester assistindo o último episódio de Game of Thrones

Os irmãos Winchester assistindo o último episódio de Game of Thrones

Pois é, amigos. Tudo bem que o Montanha também morreu logo em seguida (pra mim seria empate técnico)… não importa, Tywin trata de pronunciar logo a sentença. Não tem mais jeito, Tyrion é um homem morto. Resta esperar pra ver se ele tem algum plano mirabolante pra fugir antes da sua execução… se bem que ele parecia estar apostando todas as fichas nesse ordálio por combate mesmo. Será esse o fim do Dr. House em miniatura? Enquanto você aguarda, fique com essa versão alternativa do final do episódio pra quem não consegue aceitar o que aconteceu:

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