[SÉRIES] Game of Thrones S04E07 – Tchaaaaaau…

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Chegamos a mais uma semana no mundo de Game of Thrones (e se contentem com isso, porque semana que vem não tem episódio novo). Este é mais um daqueles episódios que vai colocando as peças pouco a pouco no lugar, montando o cenário para o que está por vir. Não tem nada de muito impactante (tirando a última cena), mas não senti que tenha sido enrolação, pois há uma certa progressão do enredo. E, claro, a grande pergunta que deixou todo mundo maluco no fim do episódio passado (todo mundo que não leu os livros, claro) é respondida aqui. Portanto, que venham os spoilers!

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Vamos começar então pelo que todo mundo tava esperando: a definição dos respectivos campeões do ordálio por combate de Tyrion, que é o foco das cenas em Porto Real. Logo de cara temos o anão conversando com seu irmão Jaime, que não entende por que o cara jogou fora o acordo que ele fez com seu pai – ainda mais quando a resposta é basicamente “só de zuera kkkkk”. (Claro, sabemos que os motivos de Tyrion vão muito mais fundo do que isso, como já discutido na recapitulação do episódio anterior.) A tênue esperança que Tyrion tinha de que seu irmão o defendesse logo se desfaz, o que o deixa um pouco amargurado, ainda que não surpreso ou mesmo decepcionado (afinal, pela primeira vez na vida, ele não tava fazendo grandes planos quando pediu o julgamento por combate). Cersei, enquanto isso, não perde tempo escolhendo seu campeão – Gregor Clegane, o Montanha, aquele que ganha um ator novo cada vez que aparece (sério – foi um cara na primeira temporada, outro na segunda, e esse agora).

Bronn, que recebeu todo tipo de regalia da família Lannister (inclusive uma esposa nobre, que garante a entrada dele na aristocracia), também deixa o cara na mão, assim acabando com a última esperança (e o último aliado) de Tyrion. O anão pelo menos compreende e leva na esportiva – afinal, desde o começo sempre foi dito que Bronn era um mercenário, que por mais que fosse amigo de Tyrion (e realmente era) ele sempre buscava ganhar algo em troca, e que chegaria um dia em que ele teria que abandoná-lo. A cena em que isso acontece é tocante pela honestidade de ambas as partes, e pela coragem de Tyrion face ao que parece o fim de sua carreira. Já resignado com sua morte, ele recebe uma estranha visita de Oberyn Martell, que conversa com ele sobre a visita que Cersei lhe fizera, sobre o ódio que a rainha tem pelo pequeno irmão, e sobre a vez que ele foi conhecer o recém-nascido Tyrion, tendo ouvido falar que ele era um monstro, e sua decepção ao constatar que era apenas um bebê. Em outras palavras – Oberyn é um dos poucos que admite que o “Duende” não é o que seu apelido indica; é só um cara desafortunado, vítima de preconceito. E é assim que ele explode as cabeças da galera ao anunciar que irá lutar em nome de Tyrion! Putz, pra isso que esse cara apareceu então! Isso pode parecer aleatório a princípio, mas lembre que ele chegou a Porto Real com o intuito de vingar a morte de sua irmã e sobrinhos – e, apesar de o mandante (e seu principal alvo) ser Tywin Lannister, o executor da façanha foi Gregor Clegane, justamente o oponente de Tyrion no ordálio. Taí uma chance de ouro de matar o gigante de maneira perfeitamente legal! E os leitores fiéis do Nerd-Geek Feelings já viram uma pequena prévia desse embate na última imagem desse post (sem spoilers), que mostra uma versão japonesa da série.

A luta do século!

A luta do século!

Prosseguindo, temos Jon Snow voltando para o Castelo Negro da Patrulha da Noite e sendo aloprado por Alliser Thorne, que prefere deixar os túneis abertos pra invasão iminente dos selvagens a acatar uma sugestão do Jão das Neves; em Pedra do Dragão, temos mais um fanservicezinho básico da musa das fogueiras, Melisandre, que em um momento raro admite que boa parte dos “milagres” dela é lorota, e que prepara pra levar a galera toda (a mulher corna mansa e a filha doente de Stannis) pra… seja lá onde for que Stannis e companhia estão indo; e na longa estrada da vida (vou correndo e não posso paraaaar), mais uma ceninha entre Arya e Sandor Clegane, cada vez mais miguxos, se aproximando através de seu interesse comum, que é assassinar pessoas. De bônus, vemos que fim levaram os dois caras que tavam presos junto com Jaqen H’ghar na caravana da Patrulha da Noite – viraram bandidos assaltantes, que escolheram importunar o brutamontes queimado e a garotinha ninja errados. E, por falar em Arya, enquanto Brienne investiga o paradeiro de Sansa Stark, ela cruza com ninguém menos do que Torta Quente, o gordinho mais mala de Westeros, que avisa pra ela que Arya está viva e espoleta como nunca. Sabendo que a menina tava pra ser trocada por resgate pela Irmandade, e que a família Tully em Correrio (pra onde ela estava indo originalmente) foi dizimada, Podrick e Brienne concluem que ela está sendo levada pra sua última parente viva – Lysa Arryn, no Ninho da Águia, para onde seguem viagem. E, por incrível que pareça, a verdade é bem próxima do que eles concluem, só trocando “Irmandade” por “Sandor”…

O que nos leva ao filé-mignon do episódio – a parte no Ninho da Águia.  Sansa Stark, vendo neve pela primeira vez desde que deixou o Norte, é tomada por uma onda de saudades de casa e constrói uma réplica de Winterfell em forma de castelo de neve (e bem profissa, diga-se de passagem), em uma cena que eu achei bem comovente. Aí chega o segundo moleque mais lazarento de Westeros (bem, o primeiro, agora que Joffrey morreu), seu primo Robin Arryn. Depois de uma conversinha esquisita sobre casar com a Sansa (oi?) ele enfia a mão no castelinho de neve, estraga um pedaço, e quando a Sansa fica irritada, ele começa a dar piti e destrói a coisa toda, enfurecendo ainda mais a Sonsa, que mete um tapa bem merecido no mala. Logo em seguida ela se arrepende, assim que percebe a dimensão da merda que fez, tendo em vista o quão mentalmente saudável é esse ramo de sua família. Littlefinger chega logo em seguida pra confortá-la, e provando que não há limites pra nelson-rodriguesice de Game of Thrones, logo após falar do quão linda era a mãe dela, ele vai e mete um beijaço na ruiva. Lysa presencia a cena, claro, porque desgraça pouca é bobagem, e chama a Sansa pra Porta da Lua (o buraco de onde jogam as pessoas no Ninho da Águia). Sonsa Stark, claro, faz jus ao nome indo até lá, e é agarrada e quase jogada, não fosse por Littlefinger, que aparece no último momento pra salvá-la… e jogar a Lysa. RÁ! Quero ver quem vai salvar a Sansa dele agora!

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Por fim, a nossa Dracomadre, Daenerys, continua pastando em Meereen. Após recompensar uma leve invasão doméstica de Daario Naharis com sua perereca real, ela resolve mandá-lo para reconquistar Yunkai e passar a faca em todos os Mestres que tem lá. Jorah Mormont, sempre em busca do título de Rei Eterno e Supremo da Friendzone, cruza com o sujeito saindo do quarto da Dany todo pimpão e fica trocando indiretinhas com ele e com a Khaleesi, que o informa de sua decisão. Após apontar que, tipo, ele já vendeu escravos também e matar todo mundo não é exatamente a melhor maneira de fazer amigos, ele a convence a ser um pouco mais razoável, e ela decide mandar também pra Yunkai o sujeito que tava choramingando por causa do pai no episódio passado, pra ensinar aos Mestres como dizer “sim, senhora” pra Rainha dos Dragões e manter a cabeça no pescoço.

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2 thoughts on “[SÉRIES] Game of Thrones S04E07 – Tchaaaaaau…

  1. “Gregor Clegane, o Montanha, aquele que ganha um ator novo cada vez que aparece” – ele é um transmorfo como Jaqen H’ghar

    Se bem que se for pensar nisto, o Daario Naharis é até mais do que ele. O cara foi de Conan o Bárbaro para “ladrãozinho genérico de D&D” de uma temporada pra outra. Eu mesmo só saquei que era o mesmo personagem depois de ler sua resenha do primeiro episódio dessa temporada.

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