[SÉRIES] Game of Thrones S04E05 – Vem fácil, vai fácil

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Mais um episódio de embromation e encheition de linguiçation, como tem sido de costume após os episódios mais impactantes. Só cenas de diálogos que não trazem nada de muito novo, além de um evento que já tava programado, e a única cena de ação e (pouca) emoção não trouxe surpresa alguma. Não que haja muito o que revelar, mas vamos liberar os spoilers.

E toma-lhe uma imagem de alerta de spoiler tão sem-graça quanto o episódio...

E toma-lhe uma imagem de alerta de spoiler tão sem-graça quanto o episódio…

Começamos por algo que sinceramente não sei porque não aconteceu antes – a coroação de Tommen como rei dos Sete Reinos, que ocorreu sem incidentes, tirando uma troquinha de farpas entre Cersei e Margaery Tyrell nos bastidores. Cersei, aliás, está fazendo a ronda com os futuros juízes de Tyrion – no caso, seu pai Tywin e Oberyn Martell – para ver se consegue influenciá-los de alguma forma. Na conversa com Tywin, descobrimos que os Lannisters tão na maior pindura, com sua mina de ouro (literalmente; por isso são tão ricos) seca há anos, e encrencados com o Banco de Ferro de Braavos – que também é credor dos cofres reais, lembre-se. Com Oberyn, Cersei foca o papo nos respectivos filhos, aproveitando pra mandar um navio pra sua filha Myrcella, que está em Dorne. No Ninho da Águia, onde Littlefinger chega com a Sansa, vemos que a Lysa Arryn continua maluca como sempre (inclusive dando uma despirocada assustadora com a Sansa, durante sua crise de ciúme), e estava mancomunada com Littlefinger na morte de Jon Arryn, láááá no início da série, que foi o que deu o pontapé inicial pra porra toda. Ou seja, se tem uma tragédia que abala o reino, pode apostar que esse cara tá por trás. Na estrada, temos por um lado Podrick pelejando pra conseguir a aceitação de Brienne, e por outro Arya trocando umas ideias com o Cão de Caça, Sandor Clegane, sobre quem ela vai matar e o valor de sua esgrima num mundo onde as pessoas usam armaduras pesadas.

É, não tiro a razão dele.

É, não tiro a razão dele.

Lá no outro continente, para o delírio dos fãs (SQN), presenciamos uma reunião de gabinete do alto comando da Daenerys, onde ficamos sabendo que as cidades que ela conquistou e abandonou logo em seguida tão todas fudidas, uma em estado de semi-anarquia governada por um tirano, e outra tendo voltado imediatamente ao que era antes. Oh, que surpresa, ninguém esperava que isso fosse acontecer depois que a Khaleesi simplesmente fosse embora e deixasse essas cidades pra trás com nada mais que uma promessa de “não vou fazer bagunça, viu tia?”… Por isso, e apesar das sugestões de seus asseclas de que ela simplesmente largue mão dessa zorra toda e vá atrás do objetivo dela (ou seja, Westeros) agora que o rei foi morto e tá todo mundo baqueado pela guerra recente, ela resolve ficar e botar ordem na Baía dos Escravagistas. OK, até dá pra entender essa coisa de que conquistar as cidades e largar pra trás logo em seguida não cai bem no currículo dela, de que uma verdadeira rainha mostra que sabe reinar (e não só conquistar)… mas 1) por que ela tá perdendo tempo com essas cidades anyway? Não era a porra dos Sete Reinos que ela sempre quis desde o princípio? e 2) quem já leu os 5 livros já publicados até hoje tem azia ao ouvir falar de Meereen (onde ela está agora), pois esse negócio de “vou ficar e governar” rende uma ladainha enrolativa tão monstra que dá preguiça só de lembrar. Mas fazer o que, vamo que vamo.

Um Moleque de Gelo e Fogo

Um Moleque de Gelo e Fogo

Como já era esperado, o grande momento do episódio ocorre ao norte da Muralha, com a missão de Jon Snow pra “liberar” a Fortaleza de Craster, onde por acaso Bran e companhia estão capturados (não que Jon soubesse disso). Como batedor, Locke identifica os prisioneiros, mas não informa o achado a seus colegas, e inclusive faz questão de dizer pra eles ficarem longe da cabaninha lá. Isso me trouxe um questionamento à mente – num mundo onde não existe TV ou revista de fofocas, como Locke reconheceu Bran Stark? E, se não reconheceu, por que ele bolou todo um plano malévolo de raptar um moleque aleatório? Tipo, não acho impossível dele ter reconhecido o rapaz, pois afinal ele era do Norte, mas ainda acho difícil de engolir sem nenhuma explicação. Enfim, os “corvos” atacam bem a tempo de impedir o estupro da jovem Meera Reed, e Locke aproveita a confusão pra se mandar com Bran debaixo do braço. Diante dessa situação complicada, o que nosso aprendiz de Professor X faz? Ora, ele entra de novo na cabeça de Hodor, porque isso que era pra ser um evento único e altamente traumatizante para ambas as partes pelo jeito virou carne de vaca. Enfim, agora dotado de mais de dois metros de altura e muitas arrobas de peso (e outras grandezas também, pra quem lembra daquela cena fatídica da primeira temporada), Bran (no corpo de Hodor) arrebenta suas correntes, dá uma de Hulk e literalmente esmaga o pescoço de Locke. Paraplégico ou não, eu não gostaria de cruzar com esse moleque em um beco escuro depois disso.

Após estar todo mundo devidamente solto, Bran e companhia observam Jon Snow, naquele dilema de “encontro meu irmão que não vejo há tanto tempo e pode me proteger nesse lugar inóspito, ou vou atrás do tal corvo de três olhos”, e o rapaz escolhe a segunda opção – ir embora, perseguindo seus sonhos (literalmente), sem deixar que Jon soubesse que ele esteve ali. O clímax (se é que merece ser chamado assim) da operação toda vem com o combate entre Jon e Karl Tanner, o suposto fodão que acabou de ser introduzido no episódio passado, e que é previsivelmente derrotado pelo bastardo (com a ajuda de uma das esposas de Craster), mas claro, só depois de passar a maior parte da luta falando novamente de como ele é fodão e o estilo de luta honrado de Jon não vale de nada e… não adiantou, ele nem conseguiu terminar seu raciocínio antes de tomar uma faca nas costas. Um final besta pra um personagem besta, que foi despachado tão de repente quanto surgiu. Sinceramente, eu senti mais fodonice nas esposas do Craster, que decidiram sair por aí gelo afora por conta própria, do que nesse mala.

Pelo menos o Fantasma foi resgatado, coitado.

Pelo menos o Fantasma foi resgatado, coitado.

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