[SÉRIES] Game of Thrones S04E01- Um já foi, faltam cinco

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Como era ansiosamente esperado, começou este domingo a quarta temporada de Game of Thrones, com o episódio Two Swords. Devo dizer que a coisa começou meio devagar, ainda construindo elementos que levarão a grandes reviravoltas na série. Antes de prosseguir, vale o aviso (meio óbvio) de que este post terá spoilers do episódio 1 da quarta temporada. (E, caso queira relembrar alguma coisa, confira os resumos da primeira, segunda e terceira temporadas.)

Teje avisado.

Teje avisado.

O nome do episódio (“Duas Espadas”) vem das armas que Tywin Lannister manda fazer com o aço da espada ancestral dos Stark – as quais, pra quem manja das literaturas, se chamam Oathkeeper (“Cumpridora do Juramento”, dada a Jaime Lannister) e Widow’s Wail (Uivo da Viúva, dada ao rei Joffrey, e que em português parece algo saído de uma cartilha de alfabetização nas letras U-V). Claro, a espada dos Starks, Ice (“Gelo”, porque não poderia ser diferente) foi conseguida após a chacina do infame Casamento Vermelho.

O que temos de interessante aqui? O principal é a introdução de um dos personagens mais interessantes da obra de George R. R. Martin, e que infelizmente aparece por pouco tempo nos livros (até agora): Oberyn Martell, “príncipe” de Dorne, um dos Sete Reinos de Westeros. Ele já chega mostrando a que veio: come quem aparecer pela frente (seja homem, mulher, cabra etc.), detesta Lannisters mais do que tudo (com isso já ganhou nossa simpatia, fala a verdade) e é fodão e sem pudores pra enfiar a faca em quem der mole. Não é à tôa que ele é conhecido como Víbora Vermelha. Ele terá uma participação bastante importante em um momento específico mais pra frente… vale a pena ficar de olho nele.

Prestem atenção nesse cara... ele é FODA.

Prestem atenção nesse cara… ele é FODA.

Outra coisa bacana que a gente conhece é a mão dourada que Jaime Lannister ganha. Pelo visto, Sir Incesto terá dificuldade para se adaptar à mão esquerda, bem como seu novo apêndice metálico. Não é tão prático, mas que é estiloso pra caramba, não tem dúvidas. E só Game of Thrones pra fazer a gente simpatizar com um cara que começou tão babaca quanto ele, ao ser aloprado pela família (principalmente pela Cersei) por uma situação que fugia completamente a seu controle…

No Norte, conhecemos o povo de Thenn, e seu Magnar (rei/chefe), Styr. (Que deveria não ter orelhas, mas ok, as cicatrizes e cabeça raspada já são informação demais.) Ele foi introduzido agora, e não juntamente com Tormund e Mance Rayder como no livro, provavelmente para não sobrecarregar o espectador e não diminuir a importância dos outros selvagens, o que me pareceu uma decisão acertada. Já Jon Snow continua mostrando sua tendência de mamateiro-mór e queridinho do autor (algo que vem dos livros) escapando sem consequências de suas estripulias entre os selvagens.

O resto é mais o avanço gradual da história e o lançamento de elementos que serão relevantes mais adiante. Daenerys (com seu queridinho Daario Naharis agora com um novo ator, completamente diferente e bem menos estiloso que o anterior) está chegando a seu novo desafio, a cidade de Meereen, a qual os fãs que já leram o quinto livro aprenderam a odiar, por circunstâncias que eu realmente espero que mudem na série. Sansa ganhou um amigo bêbado e um colar estiloso, Tyrion não se entende com Shae (nem Jaime com Cersei), e a melhor parte, Arya finalmente conseguiu riscar um nome de sua lista e reaver sua preciosa espada. Acho interessante a dinâmica dela com o Cão de Caça, e como os dois parecem estar começando a se entender como dois matadores, apesar de suas diferenças e sua inimizade passada.

Feitos um para o outro

Feitos um para o outro

Fato interessante: o personagem que Arya matou, Polliver, na verdade reúne dois papéis diferentes dos livros. O Polliver do livro somente roubou a espada; quem matou Lommy foi “Raff, o Querido”, que também constava da “prece” de Arya. Polliver morreu da maneira retratada na série, mas Raff aparece ainda no sexto livro (ainda não publicado), no capítulo que George R. R. Martin disponibilizou em seu blog e que você lê em português com exclusividade no Nerd-Geek Feelings. (Spoilers VIOLENTOS de Arya neste link, pra quem não leu o quinto livro, aliás.)

No geral? É um começo meio devagar, sem o impacto de outros inícios de temporada – inclusive por se situar mais ou menos no meio do terceiro livro. Nas temporadas anteriores, o primeiro episódio correspondia ao início de um dos livros, e Martin começa cada volume de sua série com um prólogo bem impactante, geralmente matando alguém até o final do capítulo – mas isso, claro, não se aplica a essa temporada. Aliás, com base no progresso da história e em certas informações da produção, os diferentes elementos da trama desta temporada correspondem a pontos não só da segunda metade do terceiro livro, mas também do quarto e até quinto volumes (principalmente a parte de Bran Stark), o que talvez indique uma certa “aceleração” da história. (O que pode ser bem-vindo; certas partes do quarto e quinto livros ficaram bem arrastadas.) Só resta especular como ficarão as temporadas seguintes, uma vez que o sexto livro ainda nem foi publicado, e Martin tem escrito a passo de lesma…

"Cada vez que me perguntam quanto falta para o próximo livro, eu mato um Stark."

“Cada vez que me perguntam quanto falta para o próximo livro, eu mato um Stark.”

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