[SÉRIES] DOCTOR WHO: por onde começar a assistir?

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Tá, vamos ao ponto. Você ouviu falar desse tal “Doutor Quem” e ficou curioso para ver qual é a dessas putaria do cara que curte as coisas maiores por dentro, mas tudo que sabe é que a série tem uns oitocentos anos e não faz ideia de por onde começar?

Tema nada mais, meu ainda não tempo e espaço relacionado amigo!

A série tem vários pontos de entrada e eu tirarei um minutinho da sua vida para lhe falar sobre nosso Senhor do Tempo e salvador Doctor Who das últimas TARDIS.

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1) COMEÇANDO PELO COMEÇO (1ª temporada de 2005) (recomendado)

Doctor Who foi uma série criada pela BBC de Londres (mesmo que a de Londres seja a padrão e eu só precisasse explicar se estivesse falando de outra, adoro o som de “Londres”) em 1963 e que dura até hoje. Na verdade, na verdade mesmo, a série não tem 50 anos, porque durante esse tempo ela foi e voltou da programação algumas vezes…

… mas sabe o que realmente isso importa para você começar a assistir?

Nada. Zero. Zup. Zilch. Nothing. Niente.

O que REALMENTE importa para você começar a assistir Doctor Who é que, em 2005, a BBC recomeçou a série, e é ESSA série de 2005 que é atualmente contada. Por isso se diz que a temporada atual é a 8ª temporada.

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E esse “reinício” foi feito justamente para pessoas como você e até então eu, que apenas tinham “ouvido falar” dessa tal série de 50 anos. Ou seja, ela foi feita exatamente para você começar por aqui – tanto que o Doutor nem é o protagonista da primeira temporada, a personagem principal é a sua companheiraRose Tyler, que vai descobrindo (e te levando junto) este mundo onde as chaves-de-fenda são sônicas.

A série passou na TV Cultura, está disponível no Netflix e, sei lá cara, é uma das séries mais famosas da TV, é fácil dar um jeito.

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2) A ERA POND (5ª temporada de 2010)

Talvez você não queira, no entanto, começar pelo começo. Mas por que você não iria querer?

Porque em sua primeira fase a série não é exatamente como ela é hoje. Se hoje Doctor Who não deve nada às grandes produções da HBO, em suas origens a série tem muito mais cara de… SyFy Channel. E eu admito que isso não é para todo mundo. Mesmo.

Se você nunca gostou de nerdices do tipo Jornada nas Estrelas, bem, Doctor Who pode ser definido como um “Jornada nas Estrelas escrito por Douglas Adams” para entender o espírito da coisa. Aliás, o próprio Douglas escreveu uns episódios e livros sobre a série nos anos 90, mas isso é outra história.

Claro que você vai perder aquele que é considerado por muitos o melhor Doutor desta geração, David Tennant, mas sério, a série tem uma qualidade de produção e uma capacidade de não se levar tão a sério que pode afastar algumas pessoas.

Se você quer uma série mais dramática e séria, mais focada em continuidade, e com mais cara de “série mesmo”, eu recomendo começar por aqui. Houve um reboot muito grande quando Matt Smith assumiu o manto do Doutor, e dá perfeitamente para começar por aqui sem prejuízo algum da sua diversão. Claro que algumas referências vão passar batidas, mas não é nada MESMO que estrague sua diversão.

É o que eu recomendo para pessoas menos “nerd” e mais espectador comum de séries.

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3) O REINO DA CAPALDÓCIA (8a temporada de 2014)

Agora em 2014 começou a 8ª temporada da série com um novo Doutor,  interpretado por Peter Capaldi, e com ele vieram muitas mudanças. Além de ter sido criado um novo ponto de entrada – você pode realmente começar a assistir por aqui de boa – nesta temporada a série tem recebido um banho de loja como nunca visto antes.

A produção está super bem feita e visualmente polida, de modo que não deve nada às grandes produções estadunidenses. Além do que, Steven Moffat (que também escreve a não menos brilhante “Sherlock“) e sua gangue de redatores amestrados estão no ápice da sua forma e experiência como escritores.

Se atualmente Doctor Who é descrita como uma das melhores séries da televisão, esta temporada é o que se pode esperar desta alcunha.

Some a isso termos um vencedor do Oscar barbarizando nas atuações como Doutor, e temos uma série divertida, inteligente, madura, bem produzida e bem escrita para toda família. Se você quer realmente apenas “dar uma olhada” sem interesse de se aprofundar mais, pode começar por aqui sem medo.

MAS PERAE, QUE PAPO É ESSE DE “NOVO DOUTOR”?

Se voce não está familiarizado com a série deve ter reparado que eu uso essa expressão direto e pode estar pensando que existe mais de um “Doutor”. Bem, não existe. Quer dizer, existe. Ou é relativo no tempo e espaço… enfim.

Vamos lá: o personagem, o tal do “Doutor Quem?”, é o último dos Senhores do Tempo,  uma raça de aliens que habitou o agora perdido mundo de Gallifrey. Quando está morrendo (apenas morrendo lentamente, não resolve para mortes imediatas) ele pode começar a se regenerar para salvar sua vida. Um Senhor do Tempo pode fazer isso 12 vezes (sacou a referência?).

Claro, ESTE Senhor do Tempo está na sua 13ª regeneração, mas esta é uma história muito longa.

O que importa é que, ao se regenerar, o Senhor do Tempo, para efeitos práticos, morre e vira um homem completamente diferente. Ele mantém suas memórias e suas diretrizes básicas, mas muda sua personalidade, seus gostos, seu modo de agir e, mais importante que tudo, o ator que o interpreta.

Então, embora tecnicamente o Doutor seja o mesmo personagem desde os anos 60, na prática cada ator que o interpreta é um Doutor completamente novo e diferente do anterior. E normalmente, quando a série troca de ator, também dá meio que um reset nos plots e elenco de apoio recorrente, por isso existem tantos “pontos de entrada” diferentes, saca?

Bom, agora você já sabe tudo que precisa saber, e não tem mais desculpa para não assistir a maior série de todos os tempos (literalmente, mesmo, está no Guinness). Vá e não precisa me agradecer. Apenas não pisque. Faça o que você fizer,  não pisque.