[SÉRIES] Constantine: Review do Piloto

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A internet é uma beleza mesmo. O piloto da série, oficialmente programado para o dia 24 de Outubro desse ano, vazou.

Como já sabíamos, o nome adotado foi o mesmo do filme de 2005, com Keanu Reeves (pessoalmente prefiro Hellblazer, acho mais impactante – mas isso é o de menos). Como fã dos quadrinhos e alguém que leu grande parte das histórias, esperava ansioso pela série. Matt Ryan se parece com Constantine. O visual e o sotaque meio scouse estão presentes, ao contrário do filme de 2005 (não acho um filme ruim,como veremos a seguir). É impossível comparar obras de mídias diferentes (a HQ sempre será melhor), portanto usarei como parâmetro comparativo o filme do Sad Keanu. 

O Constantine da série é um tanto ativo. Afim de fazer o bem e salvar o mundo, chega a ser animado. Até demais. Sabemos que o personagem da HQ é um tanto grosseirão e preguiçoso e só faz o que faz quando a merda já começou a ser espalhada no ventilador. O filme, apesar de apresentar um Constantine americanizado, conseguiu captar perfeitamente esse aspecto do personagem. Sombrio, turrão e antissocial. Pelo piloto da série, de cara, vemos um Constantine cheio de ação e boas intenções. O ritmo é quase frenético: muitas falas e muita ação. Não há nenhum daqueles momentos de diálogo sombrio e pausado, não há nem um clima de suspense, mistério ou terror. Nessas questões o filme é bem, bem melhor que a série. 

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John Constantine já começa a série cheio de habilidades mágicas

No piloto, Constantine já está em pleno uso de suas atividades mágicas (exorcismos, bolas de fogo) e o episódio de Newcastle é utilizado como gancho (na HQ um exorcismo sai errado e a alma da pequena Astra Logue é levada ao inferno pelo demônio Nergal). Após o evento, Constantine se interna na clínica Ravenscar, e é aí que a série começa. Somos apresentados ao único amigo de Constantine que tem a sorte de não morrer (ou azar, dependendo do ponto de vista), o motorista de táxi – e pau pra toda obra – Chas Chandler. Um anjo anjo chamado Manny também aparece e, ao que tudo indica, seu papel deve ser o equivalente ao de Map na HQ – ajudar Constantine, mas também com interesses próprios. Um detalhe que faz falta na caracterização do personagem não esteve presente: o cigarro. John é um fumante inveterado, tanto que o filme de 2005 utilizou isso como gancho para sua história.

No mais, uma aventura acontece durante o episódio e tudo acaba bem. É difícil fazer uma crítica baseada somente em um episódio, mas já que se trata do piloto, ou seja, aquele que é feito para apresentar a série e que deve ser seguido em todos aspectos – tanto técnicos quanto dramáticos, devemos esperar o seguinte: um tom mais brando, com menos palavrões, drogas e sexo e mais ação, aventura e quem sabe até mesmo algum romance. Menos sangue, demônios escabrosos e coisas bizarras também. Enfim, algo adequado para a tv e para a censura, que ao que tudo indica será 13+.

Longe, muito longe de ser algo que pelo menos se equipare à Hq – ou ao filme do Keanu Reeves. Tanto que já tem até uma galera no IMDB apostando quando a série será cancelada. Imagino que a série se baseie mais no novo Constantine, fruto da reformulação/reboot feito pela DC Comics recentemente. Não que isso seja algo bom.

Nota: 5/10

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