[SÉRIES] American Horror Story: Coven – Mid Season Review

Happy Mid Season gente \o/

#ONDE ESTÁ AMARI… DIGO LUKE RAMSEY?

american horror story: coven logo

ATENÇÃO: ESTA POSTAGEM PODE CONTER SPOILERS
PARA VOCÊ QUE AINDA NÃO VIU O EPISÓDIO 07 – THE DEAD.

The dead é uma produção daquelas meia boca que vai passar eternamente na Sessão da Tarde. Está no limiar entre os melhores episódios e o flop total. Entretando é simplesmente um episódio BRILHANTE.

O episódio 07 – The Dead e o próximo (08 – The Sacred Taking) são uma dobradinha dos produtores da série Brad Falchuk e Ryan Murphy, o primeiro escrito pelo Brad e o segundo escrito pelo Ryan. Eu venho repetindo, e repetindo que ainda estávamos na introdução da temporada de Coven e agora finalmente chegamos no desenrolar das coisas.

Quem dirigiu o episódio 07 foi Bradley Buecker, um dos queridinhos da produção de AHS, que fez o Season Finale da primeira temporada e junto com Alfonso Gomez-Rejon são donos dos melhores episódios dessa série (tecnicamente falando). Ambos também irão fazer dobradinha sendo de Buecker o episódio 07 e de Gomez-Rejon o episódio 08.

Coven tem sido uma história sobre escolher lados, sobre forças opostas, sobre dualidades – sejam aquelas de conflitos externos sejam as interiores das pessoas. Até este momento fomos confrontados com muita confusão enquanto as bruxas se alinhavam no campo de batalha nos; o episódio 07 basicamente mostrou ‘é hora da coisa ficar séria, escolham seus lados ou morram’. E o estopim dessas escolhas é Cordelia, a bruxa até então sem sal, que agora está se mostrando recorrentemente mais visível cega do que enquanto era normal.

Muita gente – eu entre elas – tem se perguntado qual o ponto de morrer em Coven se você vai voltar? Nesse meio de temporada tivemos as respostas, temos duas coisas importantes aqui, 1) são todos peças de um jogo e para jogar você precisa de todas as peças no tabuleiro, tudo tinha que se encaixar; e 2) o encaixe precisava ser lapidado por uma transformação em muitas peças, seja morrer, seja ser exposto a outras mortes. AGORA, o tabuleiro está pronto (e não é o de Ouija).

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De forma de geral, eu sinto que o roteiro de “The Dead” seja sobre o sentimento de pertencer. Bruxas, são essencialmente marginalizadas do mundo, mas há mais nesse episódio que apenas isso. Queenie luta para pertencer ao mundo por conta de sua raça e sua aparência, Kyle e Madison lutam com o fato de terem voltado da morte e de terem visto de frente a escuridão sem fim, Lalaurie luta para se adaptar por ser uma mulher de outra época (e de outro mundo, como ela mesma diz),  Cordelia luta com o fato daqueles que deveriam amar e proteger ela estarem longe de ser o que deveriam ser, Zoe luta com as mudanças que foram impostas em sua vida e até mesmo Fiona luta por ser aceita por outro ser humano (vide flashback da Fiona para mais efeitos do bullying); toda essa luta por ser aceita, para se adaptar.
AHS, então, cruza os braços com Glee e se torna um show sobre como a vida é apenas uma questão de se encaixar e do quão difícil isso é.

Há uma drástica mudança no tom dessa sequência de abertura para a de todos os outros episódios, até então, ela é fria e humana, e não sombria e ‘full of terrors’. Kyle era um garoto comun, com sonhos e que queria crescer; e entendemos MUITO mais o drama interior da Madison. Que monólogo lindo o dela! Eu achava o personagem de Madison apenas mais um, e agora tudo mudou, percebam que essa nota de evolução só foi possível após a ressurreição. Adicionalmente, não é coincidência que a introdução tenha sido com ‘monólogos’ de Kyle e Madison, pois eles são os únicos que de fato podem se conectar.
Também agora começa a fazer mais sentido tudo que Misty Day sente, ela também foi submetida a morte e a rejeição daqueles que julgava serem sua proteção. Com apenas uma cena há uma transformação total de dois dos personagens mais fracos da série e muita margem para evoluções futuras, tudo graças ao roteiro de Falchuck.

Realmente curto as cenas de Queenie e LaLaurie, é incrível o trabalho que duas atrizes magníficas fazem na tela. LaLaurie está mudando, o choque de realidade foi demais pra ela, em contrapartida Queenie muda no sentido oposto, enquanto a preconceituosa dona de escravos busca redenção, a marginalizada (negra, gorda, atendente de fast food) vira o marginal. Fica a se entender, a Queenie é assim tão inocente pra fazer tudo que qualquer um peça a ela ou isso é uma necessidade desesperada de se encaixar? É uma licença poética de respeito que justamente a Boneca Vodu seja uma boneca na mão das principais articuladoras dessa história. E agora Queenie deixa de ser apenas uma peça no Coven e sai das mãos de Fiona para ser uma peça do Vodu nas mãos de Leveau.
Por um momento achei que Queenie não entregaria LaLaurie, por um momento…

Cordelia e Zoe conspirando para matar Fiona (muito amor <3); uma coisa muito importante nessa história talvez passe desapercebido, não foi por Cordelia ter contado a Zoe que ela acreditou ser Fiona a assassina de Madison, Zoe buscou seus próprios meios de saber a verdade – Spalding no caso, e MANO QUE CENA!!!! Denis O’Hare fazendo escola em AHS – neste aspecto, Zoe se torna a personagem menos manipulável nessa história, se torna aquela que vendo que não pode muito confiar em ninguém passa a confiar em si mesma, e a última centelha de confiança que ela tinha – Madison – vai por água abaixo ao ver sua amiga transando selvagemente com seu, ainda que deturpado, amor. Os laços formados entre ambas a partir de agora terão a mesma força e confiabilidade que tinham antes?

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A coisa mais estranha e que eu não encaixei na minha cabeça ainda desse episódio foi FionAxman. Primeiro que foi difícil entender como aquilo tudo aconteceu em uma única noite… A cena serviu, ao menos, para responder uma pergunta minha do episódio passado, não foi coincidência ele ter ido atrás dela. Acho, apenas acho, que Fiona está se sentindo confortável pela ideia de ter um amor ao seu lado, não importando a origem desse amor e por quem esse amor é encarnado.

Essa formação de laços novos, divisão em times e equipes, tudo é como se fosse uma adição de ingredientes pra uma panela que vai começar a ferver.

Próximo episódio, que tristemente só vem em 15 dias (exibição no FX USA em 04/12), é uma dobradinha de Alfonso Gomez-Rejon na direção e Ryan Murphy no roteiro. Em uma palavra podemos esperar uma coisa: TIROPORRADAEBOMBA.

Escrevam o que estou dizendo, vai começar a mudar muita coisa, primeiro que o Coven vai quebrar em duas facções, segundo que o Caçador de Bruxas vai voltar boladíssimo… e se querem um palpite se você quer destruir as bruxas por dentro e tem as informações que ele tem, eu iria primeiro atrás de quem pode acabar com os meus planos, neste caso, Misty Day.
A história de LaLaurie ainda não acabou, vamos lembrar que ela e Leveau estão ligadas pela eternidade, e eu ainda tenho esperanças que Queenie seja a moeda lançada no ar nessa história, de quem os destinos do Coven e do Vodu dependerão. Myrtle Snow ainda vai voltar, não podemos esquecer que ela está lá quietinha sendo cultivada. E temos a vizinha religiosa. As coisas vão mudar guyze, muito.

Confiante que nessa segunda metade de AHS as coisas comecem a tomar forma e não sejamos poupados dos momentos de tensão.

Assista ao promo legendado do episódio 08 – The Sacred Taking

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