[SÉRIES] 13 reasons why – Os 13 porquês vão ou não matar você?

Depois da chegada do famoso e desgraçadíssimo jogo da Baleia Azul (Blue Whale, gente…) no Brasil, parece que a nova (nem tão nova, talvez) série da Netflix, “13 reasons why“, ou “Os 13 porquês“, subiu de patamar: a coisa deixou de ser apenas mais uma série calculada por logarítmicos para dar audiência ou algo assim.

13 reasons não é o tipo de série que gera memes engraçados ou fofos. Nem filosóficos. Ou camisas, ou canecas.

Mas gera discussões, e pais se digladiando com psicólogos e adolescentes sobre as muitas razões pelas quais assistir ou não a série que fala da pauta mais rodada por essas bandas nerds: o suicídio.

Eis uma questão interessante, e que talvez não tenha sido devidamente tratada e discutida pelos pais e responsáveis, que estão se descabelando, tanto por causa da Baleia Azul, quanto por causa da série em questão; É de uma simplicidade cachorra o que eu vou dizer aqui, mas o problema da série e do jogo são uma instigação ao suicídio. Mas não é exatamente assim que a banda toca. (psicólogos… ataquem!)

De novo temos a simplicidade cachorra.
Sendo mais específica com a série, temos a vida de Hannah, uma jovem LINDA (não, ela não é só bonita. Ela é LINDA), que tem uma personalidade que mostra algumas flutuações de humor, e é devidamente sacaneada pelo namoradinho playboy machista  e filho da puta da escola. Junte-se a isso ter sido abandonada pela “melhor amiga”, traída por outra a quem ela considerava importante, e adicione a tudo isso o fato de que Hannah sequer teve o apoio de um amigo que poderia ter sido seu ombro, seu grande conforto em meio a tantas bagunças. A série vai além, mas eu não estou aqui para dar spoilers (pelo menos não nesse post).

Hannah tinha razões para se matar. Não eram 13, contudo.
Você agora talvez possa visualizar o porquê de eu dizer que isso tudo é de uma simplicidade cachorra (tão simples que dói, que fere o ego, que te esfrega a realidade tosca na cara, que te mostra que você se acha esperto mas não é…).

A razão que levou Hannah a se suicidar na série era uma apenas. A mesma que levou Werther (Os sofrimentos do Jovem Werther) ao túmulo, e a mesma razão que tem levado ao túmulo tantos e tantos jovens que jogaram a roleta russa, jogaram aquele jogo da asfixia, e agora acham lindo jogar Blue Whale.

Não é culpa dela. Nem de ninguém… Mas claro que vocês irão achar os culpados.

É impressionante que ainda tenhamos que colocar as cartas na mesa e dizer: Depressão é uma doença que incapacita e pode causar (com mais frequência que febre amarela, AIDS, assassinatos e doenças cardíacas) óbitos.

Depressão independe de autocontrole, de boa vontade (própria), de “pensar positivo”. Muito embora tudo isso ajude, está longe de ser o bastante. Quem tem depressão precisa de ajuda.
Depressão não tem a ver com vestir preto ou usar caveiras (eu uso preto e adoro caveiras, e posso garantir que isso não tem nada a ver com os dias ruins).

A depressão já é uma doença incapacitante. Pela depressão, pessoas “saudáveis” tiram a própria vida, perdem ou largam empregos, destroem relacionamentos, e vivem períodos longos de um inferno que só quem possui a doença pode compreender.

Então, você que está lendo esse singelo artigo digitado às pressas por motivos de “estou muito atrasada para o trabalho”, apenas compreenda: Não é a Baleia Azul que vai te matar, ou matar algum familiar seu. Não é qualquer jogo da internet.

E dessa forma, mesmo eu acreditando bastante que 13 reasons não deve ser uma série saudável para um adolescente que necessita de ajuda, não é a série que irá fazer você, seu filho ou sobrinho pensar em suicídio. É esse bicho invisível chamado depressão.

Acredite… A gente precisa até ficar feliz quando uma série, filme, livro ou jogo assim aparece. Pelo menos ele dá um rosto ao mal invisível que todos vocês ignoram.

Fica a dica.

E assistam ao VÍDEO DO FELIPE NETO, POR QUE FAZ TODO SENTIDO (MAS IGNOREM O CABELO):

E se você sente que tem depressão, PROCURE AJUDA!

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