[SÉRIE] Alguns bons motivos para assistir a The 100.

Seguindo a onda avassaladora de filmes, e sobretudo séries de sci-fi, a série The 100 é um verdadeiro achado para quem gostou de Matrix, Neuromancer, Lost e Battlestar Galactica.

Ah, claro…

Acho que devo comentar que os fãs de Game of Thrones podem achar muita coisa interessante na série.

A realidade de The 100 se passa em um futuro pós-apocalítico. 197 anos após uma guerra nuclear que devastou a humanidade, poucas centenas de humanos sobrevivem em uma nave que orbita a Terra (a Arca). A esperança do resto da humanidade é fazer voltar à Terra um grupo de 100 jovens, arriscando suas vidas para isso.

Ainda falta muito pra você se convencer?

Vamos a algumas razões.

Conflitos e Tabus atuais

A série tem conflitos de gênero, conflitos homossexuais, de cor, de raça, de tudo. Fazendo dela, mesmo sendo algo fictício, mais atual possível, discutindo assuntos importantes que parecem não ter fim na humanidade. Uma história feita com respeito e até admiração pelas diferenças, o que a torna mais interessante e única, considerando que séries de fim de mundo, guerras e aventuras geralmente focam muito na pancadaria e acabam esquecendo um pouquinho dos conflitos pessoais. Mas isso não acontece com The 100, que foca em conflitos pessoais no meio da guerra, o que nos dá muito mais agonia e curiosidade para continuar assistindo.

Primeiro, sobreviver…

Não ter o que comer, insetos locais, não saber lidar com a vegetação e com as mudanças climáticas, tudo isso é problema verdadeiro de quando chegamos em um local completamente desconhecido. Estar ferido, ter o menor conhecimento possível em medicina e, ainda assim, conseguir salvar alguém simplesmente porque você tem força de vontade para isso e muito mais! Se deixarem, você vira presidente do Planeta – por que não?
Estar sozinho, com toda a sua imaturidade e crença pessoal, te torna mais forte ou mais fraco? Em The 100, a curva de crescimento da história, do local e dos personagens é totalmente baseada em tudo aquilo que eles acreditam, querem e fazem, no dia a dia. A trama te enlaça de uma forma que eu não via desde Lost – tá, eu sei que não teve um final feliz.

Muitas coisas em The 100 me lembram Lost, e por isso me assustam? Sim. Mas, nem por isso tenho medo de dizer que The 100 é infinitamente superior à Lost por um único motivo: o contexto é melhor elaborado. Acreditem.

A Série é baseada em um livro.

Muita gente não sabe, mas The 100 é baseado em um livro com o mesmo nome da autora Kass Morgan. No total já tem 3 livros lançados no EUA e no Brasil. Porém já é bom avisar que a série não se baseia nos livros, ela os supera.

Além disso, os nomes dos personagens são baseados em personagens históricos e escritores de sci-fi.

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Das mulheres realmente fortes

Esse é um dos melhores pontos da série. Com o passar do tempo eles mostram outras civilizações e a maior parte são lideradas por mulheres. A série mostra a força dessas mulheres que estão no comando e o que precisam fazer pelo seu povo. É algo admirável de uma série querer mostrar que a mulher não está mais só nas tarefas básicas apenas, mas que também ajudam nas grandes decisões  e que são muito fortes mesmo, tanto fisicamente, quanto em outros pontos.

Imprevisível: sem mocinhas e bandidos

A série tem muitas reviravoltas. Os finais de temporadas são geniais e sempre deixam o espectador curioso para ver a próxima temporada. As reviravoltas são tanto de acontecimentos que atingem a todos, quanto dramas pessoais de cada um, o que só aumenta nossa empatia pelas personagens.

As reviravoltas podem ser tanto de felicidade, quanto de horror e também de muita tristeza. A série tem muito drama, que é carregado mesmo, tanto que chega a ser angustiante em alguns pontos.

Para adultos, bitch

AMÉM PRA ESSE TÓPICO!

Para quem já passou pelas 3 temporadas com muitas lágrimas de sangue e sabe do que esta falando, é mais ridículo ainda,. Inclusive, procurando um trailer decente pra vocês, eu fiquei bem chateada. O trailer da série não passa de vários adolescentes do barulho cheios de tesão incapazes de segurarem as calças, fazendo altas confusões em uma terra pós-apocalíptica. A culpa é toda deles mesmo, pois 90% das pessoas que abandonam a série nos primeiros episódios justificam exatamente isso que eu acabei de pontuar. Os 3 episódios iniciais é duma jovialidade complicada de aguentar, como eu já falei no começo do post, e é mais difícil pra quem está acostumado só com série pesada e coisa séria, né?

Mas pra quem também curte uma série adolescente, não vai ter problema com os primeiros episódios. Mas, enfim, o que eu quero dizer é para que meu amigo, persista. Vale MUITO  a pena, pois se tem uma coisa que essa série não é, é JOVIAL, mesmo com a metade do núcleo dela ser de adolescentes. Eu já adianto que tem muita cena forte, muita guerra, muito sangue e MUITA MORTE.

Eu sempre costumo falar ‘’se você assiste Game of Thrones você vai sobreviver bem a The 100’’, e apesar de não parecer, o romance fica totalmente em segundo plano nessa série. E mesmo com o núcleo adolescente, a gente não pode esquecer dos adultos, que são importantíssimos na trama. Atores incríveis como o nosso forever Dr.Burke PAGE CARDIO (Isaiah Washington) e o famoso Desmond de Lost, interpretado pelo Henry Ian Cusick, que não deixam a desejar. Inclusive vou até deixar um coração aqui pro Henry mozão <3.


Raquel Pinheiro (Raposinha) é míope profissional, CANCERIANA, redatora, revisora, tradutora, escritora, professora de língua inglesa, viciada em café e artista plástica. Além disso é troll nas horas vagas e é viciada em cheirar livros.