[SERIAL KILLERS] Ed Gein – O Famoso Artesão da Morte. (+18 / NSFW)

Aviso: é possível que esse artigo seja um dos menos saudáveis já expostos no Nerd Geek Feelings. Não apenas o relato da vida de Gein, mas as fotos a seguir podem ser excessivamente assustadoras, chocantes, fortes. Então, caso você não tenha um estômago muito forte, vá para nossa sessão de artigos engraçados.

 

Se você decide ficar, boa sorte.

 

Edward Theodore Gein foi um assassino e estripador americano. Você pode achar que esse nome é desconhecido, mas não é. Aliás, você conhece esse cara melhor do que pensa.

Seus assassinatos, cometidos em torno de sua cidade natal de Plainfield, Wisconsin, ganharam muita notoriedade depois que as autoridades descobriram que Gein tinha ido além de matar. O matador havia exumado corpos dos cemitérios locais e formado troféus e lembranças de seus ossos e pele. Gein confessou ter matado APENAS duas mulheres  (a dona da taverna Mary Hogan, e a proprietária de uma loja de ferragens Plainfield, Bernice Worden).

Inicialmente, não pôde ser julgado por ser considerado portador de problemas mentais sérios.  Contudo, em 1968, Gein foi considerado culpado – e mentalmente Perturbado para fins legais – pelo assassinato de Worden. Glein acabou morrendo confinado em uma instituição psiquiátrica, em razão de um sério problema respiratório e câncer no fígado, no ano de 84.

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Para quem curte umas bizarrices, vale informar que Edward Glein está enterrado no Cemitério Plainfield, em uma cova não oficialmente marcada – fato que faz com que haja muitos rumores acerca de sua morte.

ed-gein Como todo assassino em potencial, ou não, Gein tem uma história complicada. Edward Theodore Gein nasceu em La Crosse County, Wisconsin, EUA, em 27 de agosto de 1906, era o caçula de George Philip e Augusta Wilhelmine Gein.

Augusta Gein desprezava seu marido, um alcoólatra que não raro acabava ficando desempregado; Augusta era dona de uma mercearia local e vendeu o local em 1914 para uma fazenda, para viver propositadamente em quase completo isolamento, tanto para evitar contato com o ex-marido fracassado quanto para mantê-lo longe dos filhos.

Claro que Augusta aproveitou essa nova vida isolada com os dois filhos para moldar suas mentes. Primeiro, começou a jogar os dois garotos contra o pai, colocando a figura paterna como um ser nocivo. Além disso, Augusta era uma mãe extremamente possessiva, impedindo que os dois filhos tivessem qualquer contato com o mundo exterior. Edward saía da fazenda apenas para frequentar a escola. Todo o tempo restante era gasto com tarefas domésticas, ao lado de sua mãe.

Era até bonitinho o filhote de demônio.

Era até bonitinho o filhote de demônio.

Vale ainda ressaltar que Augusta era luterana fervorosa. Claro que nenhuma religião irá ter culpa por nada, mas a forma como cada pessoa entende os dogmas ou mandamentos de suas crenças pode ser muito bom ou muito perigoso. Assim, dado o seu excessivo apego ao extremo moralismo que ela cria ser o único caminho para a salvação, ela falava a seus filhos sobre a terrível imoralidade que permeava todo o mundo, o mal das bebidas alcoólicas, e a crença de que todas as mulheres eram naturalmente prostitutas e instrumentos do diabo.

Augusta reservava grande parte do tempo de seus filhos para a leitura da Bíblia, geralmente selecionando versos gráficos do Antigo Testamento sobre a morte, assassinato e retribuição divina, o que podemos concluir que acabou criando na mente dos infantes uma ideia muito assustadora e trágica acerca da vida e do pós-morte.

De acordo com relatos, Edward era um menino tímido, e seus colegas e professores se lembravam dele como tendo maneirismos estranhos, como o riso aparentemente aleatório, como se estivesse rindo de suas próprias piadas pessoais. Desde jovem, Edward já se mostrava meio anormal. E para piorar a situação, sua mãe o punia sempre que ele tentava fazer amigos. Apesar de seu péssimo desenvolvimento social, Edward era excelente aluno, especialmente na leitura.

George Philip Gein, pai de Edward Gein, morreu de insuficiência cardíaca causada por seu alcoolismo. Posteriormente, Henry e Ed começaram a fazer biscates em torno da cidade para ajudar a cobrir as despesas de casa.

Henry, já mais velho, começou a namorar uma mãe divorciada, decidindo ir morar com ela. Contudo, para não contrariar sua mãe, Henry começou a criar problemas em casa, desviando o foco de seu “problema” para o comportamento de Henry.

Pouquíssimo tempo depois de se iniciarem os conflitos, Henry e Ed, trabalhando na fazendo da família, atearam fogo a uma área pantanosa, mas o fogo ficou fora de controle, chamando a atenção do corpo de bombeiros local.

Edward relatou o desaparecimento de seu irmão durante o incêndio, e um grupo de busca foi acionado para procurar Henry, cujo corpo foi encontrado deitado de bruços.

Aparentemente, ele já estava morto há algum tempo, e parecia que a causa da morte fora insuficiência cardíaca, uma vez que ele não tinha sido queimado ou ferido. Mais tarde foi relatado, na biografia de Gein (escrita por Harold Schechter), que Henry tinha hematomas na cabeça, embora as autoridades tenham declarado sua causa mortis por asfixia. As autoridades aceitaram a teoria de que ocorrera um acidente, mas não houve investigação oficial e uma autópsia não foi realizada. Alguns suspeitavam que Edward Gein matou seu irmão.

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Gein e sua mãe estavam vivendo sozinhos na isolada fazenda. Augusta teve um derrame paralisante pouco depois da morte de Henry, e Gein dedicou-se a cuidar dela. Augusta morreu em 29 de dezembro de 1945, com a idade de 67. Obviamente, Edward ficou devastado psicológica e emocionalmente pela morte da mãe, posto que ela era a única pessoa que Gein realmente amava, a única figura feminina de sua vida, seu único elo com a ideia de família e, mesmo, sua única amiga.

Para sobreviver após a morte da mãe, Gein começou a alugar quartos da casa na fazenda – como num cortiço. Apenas preservou os quartos utilizados pela genitora. Gein passou a viver, então, em uma pequena sala ao lado da cozinha. Foi nessa época que ele ficou interessado em ler revistas de cultos de morte e histórias de aventuras, particularmente aqueles que envolvem canibais ou atrocidades nazistas.

Foi por volta do ano de 1956 que o desaparecimento de algumas pessoas começaram a ser ligados a Edward Gein, sobretudo por seus hábitos estranhos. Gein chegou a ser visto muitas vezes no cemitério local, além de ficar isolado quase o tempo todo. Procurado pela polícia, o que se encontrou em sua casa foi assustador.

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Pesquisando na casa, as autoridades encontraram:

  • Ossos humanos inteiros e fragmentos
  • Uma cesta feita de pele humana

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  • Pele Humana abrangendo vários assentos de cadeiras
  • can-you-bear-to-look-at-what-ed-gein-made-out-of-human-skin-and-bone-403471Crânios em formato de moringas ou potes
  • Crânios femininos, alguns com os topos serrados
  • Copos a partir de crânios humanos
  • Um corset feito de um torso feminino esfolados dos ombros até a cintura. (Certamente feito para ELE mesmo utilizar)
  • Leggings feitos de pele de perna humana. (Idem)
  • Máscaras feitas a partir da pele de mulheres.

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  • Máscara de rosto de Mary Hogan (vítima que Gein confessou haver matado) em um saco de papel
  • Crânio de Mary Hogan em uma caixa. (não basta assassinar. Tem que esculhambar o corpo)
  • Cabeça inteira de Bernice Worden em um saco.
  • O coração de Bernice Worden em um saco de plástico.
  • Nove vulvas envoltas em sal, em uma caixa de sapatos (sim, vulvas salgadas)
  • O Vestido de uma prostituta e “as vulvas de duas fêmeas de cerca de quinze anos de idade”.

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  • Um cinto feito de mamilos humanos do sexo feminino (só Deus sabe como conseguiram identificar)
  • Quatro narizes.
  • Um par de lábios em um cordão. (Dafuq?)
  • Um abajur feito a partir da pele de um rosto humano (Excelente para quem tem medo de escuro).

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  • Unhas dos dedos femininos (Arrrggghhh)

Esses artefatos foram fotografados no laboratório criminal do estado e depois destruídos. Há uma parte de mim que sente que antes da destruição, houve algum ritual religioso com água benta, porque deve ser muito difícil ver coisas tão chocantes sem querer ter um padre ou coisa parecida por perto.

Mais um dentre os rostos encontrados.

Mais um dentre os rostos encontrados.

Quando questionado acerca do circo de horrores que guardava nas prateleiras de casa, Gein disse aos investigadores que entre 1947 e 1952, ele havia feito cerca de 40 visitas noturnas a três cemitérios locais para exumar corpos recentemente enterrados, enquanto ele estava em um estado de “Torpor”. Gein admitiu haver roubado nove túmulos, levando os investigadores a suas localizações.

Talvez uma das partes mais macabras da história tenha sido o fato de que Gein, logo após a morte de sua mãe, decidira costurar um terno especial, feito com a pele de sua genitora, de forma que pudesse “vestir sua mãe”.

A loucura não parou por aí, claro. Edward desenvolveu a prática de vestir peles curtidas de mulheres de Gein. Gein, talvez pela falta de contato com a sexualidade, não tinha certeza de sua natureza como homem ou mulher. Assim, se travestia. Nada de errado em se travestir… Mas os vestidos eram de “couro” humano.

Outro indício de uma estranha ideia de sexualidade para Gein fora a suspeita de que ele teria feito sexo com os cadáveres, muito embora o assassino tenha negado essa possibilidade, dizendo que os corpos tinham um cheiro insuportável. Isso pode nos levar a concluir que ele pode ter pensado seriamente no assunto.

A história de Ed Gein teve um efeito duradouro na cultura popular americana e mundial, como evidenciado por suas numerosas aparições em cinema, música e literatura. Os sombrios fatos que nortearam sua vida vieram à atenção pública, pela primeira vez, na versão fictícia apresentada por Robert Bloch em seu romance de suspense Psicose. Além da versão cinematográfica do romance de Bloch, produzida por Alfred Hitchcock em 1960, a história de Gein foi livremente adaptada em uma série de filmes, incluindo Deranged (1974), À luz da Lua (2000) [lançado nos EUA como Ed Gein (2001)], Ed Gein: The Butcher of Plainfield (2007), Hitchcock (2012), e os filmes de Rob Zombie a Casa dos 1000 Cadáveres e sua continuação.

Gein serviu de modelo para personagens de várias livros e filmas, mais notavelmente esses assassinos em série de ficção como Norman Bates (Psicose), Leatherface (O Massacre da Serra Elétrica), Buffalo Bill (O Silêncio dos Inocentes) e “Face sangrenta” de American Horror Story. Basicamente, o cara era a encarnação do capiroto.

O papel mais fiel a sua história. Norman Bates.

O papel mais fiel a sua história. Norman Bates.

Ou o próprio.

Tradução e adaptação de Raquel Pinheiro


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3 thoughts on “[SERIAL KILLERS] Ed Gein – O Famoso Artesão da Morte. (+18 / NSFW)

  1. Adorei a matéria! Sempre tive curiosidade sobre coisas bizarras e sobrenaturais.
    Ed era um homem extremamente perturbado e deixou um legado de horror porem não deixa de ser interessante

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