[REVIEW] SAINT SEIYA: Legend of Sanctuary – Bem vindo ao século XXI, mestre Kurumada! (uma outra opinião)

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O que você estava fazendo quarenta anos atrás? Exatamente quarenta anos atrás, o que você estava fazendo nesse dia e hora?

Grandes são as chances de que você não tivesse sequer nascido. Mas suponhamos que você tivesse, e que já trabalhasse naquela época. Você diria que quarenta anos depois não seria interessante rever o seu trabalho com toda experiência e referências que você adquiriu ao longo da estrada até aqui?

Sério, qualquer um que já tenha tentado escrever um livro, desenhar uma história em quadrinhos, ou mesmo fazer uma tirinha, sabe perfeitamente que não existe obra pronta, existe só o “foda-se, cansei de revisar essa porra, vai assim mesmo!” Isso é verdade em qualquer área, e é verdade também para os mangás. Mas se você pudesse revisar a obra da sua vida, quarenta anos depois com toda bagagem que adquiriu na estrada até aqui, não seria uma experiência interessante?

Sub-Zero de Cisne

Sub-Zero de Cisne

E é exatamente isso que Masami Kurumada fez com este Legend of Sanctuary: ao contrário do que aqueles moleques chatos que dizem que Cavaleiros do Zodíaco é o anime da sua vida, mas não assistem um episódio há vinte anos, queriam, o filme não é um simples remake em CGI. Não, pelo contrário, é um reboot para os tempos modernos, e corrige muita, mas muita coisa MESMO na obra original de Masami Kurumada.

Uma cosmologia que faz sentido

O maior problema de Cavaleiros do Zodíaco é que aquele universo fora do X1 das lutas faz muito pouco para dizer não nenhum sentido. Algumas perguntas têm respostas que fazem tão pouco sentido que é melhor simplesmente ignorá-las, mas não é a mesma coisa que dizer que furos metacarpianos de plot e construção de cenário não estão lá.

A série, por exemplo, nunca se aplica a explicar o que EXATAMENTE é o Santuário, porque controla-lo é tão importante, o que EXATAMENTE é a Saori (ela não é um deus possuindo um corpo mortal, como acontece com Hades ou Poseidon, mas também não fica claro que parte dela é humana e que parte é deusa, ou o quanto ela tem noção disso), enfim, o cenário é uma bagunça só, e só uma desculpa esfarrapada para molequinhos se soquearem até a morte. Sério, é esquisito o fato de que Cavaleiros do Zodíaco se passa no nosso mundo real, porque aquilo tudo parece existir em uma bolha de realidade própria.

E desculpem os nostálgicos ferrenhos, mas se há TRINTA ANOS ATRÁS funcionava muito bem robôs gigantes pisoteando prédios sem nenhuma consequência ou implicação maior, desculpe, mas não é assim que as coisas funcionam hoje. Os tempos mudaram, mas mais importante que isso, NÓS mudamos, e nossos padrões de exigências mudaram.

Não faço porra nenhuma no filme, não crie expectativa

Não faço porra nenhuma no filme, não crie expectativa

Nós exigimos um cenário mais coerente e que faça sentido, nós exigimos um mundo onde o Godzilla sapateando uma cidade tenha o tipo de reação que o nosso mundo teria (e o mesmo vale para o remake dos Power Rangers que está vindo aí), e nós exigimos um tipo de cenário onde faça algum sentido o que quer que seja que o “Santuário” seja, e não uma bolha perdida no espaço-tempo.

Ok, fine, AGORA, neste reboot, vem uma construção de cenário um pouco mais decente e coerente. Sim, deixando os chiliques de “mimimi estão estuprando a minha infância de lado,” o que temos é que a cosmologia de Saint Seiya foi melhorada graças a tudo que o Kurumada aprendeu nestes últimos quarenta anos, e todas as referências (ocidentais, principalmente, algo que ele não tinha quando começou a escrever Saint Seiya) e que enriqueceram muito o trabalho dele.

Então o que é o Santuário de Athena?

Bem, o neste filme o Santuário não é um “lugar” exatamente, mas um MUNDO INTEIRO. Aliás, mais precisamente, é uma DIMENSÃO PRÓPRIA. Um mundo entre os mundos, na verdade, e de cuja estabilidade provem a ordem e a paz de todo o universo. A dimensão do Santuário é o espelho que reflete para toda a criação, e se o Santuário vai mal, todas as outras dimensões que existem vão mal.

Se isso parece muito com o conceito místico alienígena do Thor da Marvel, sim, a inspiração para a adaptação é bastante clara. Em um rompante brony, eu tenho que dizer que lembra muito Império de Cristal de Equestria, mas certamente a maior inspiração deste reboot com certeza é o Thor da Marvel. Mais precisamente a Asgard cinematográfica, já que eu realmente não sei dizer muito sobre o universo dos quadrinhos em si.

Talvez eu já tenha visto isso em God of War, mas ainda sim é melhor que a construção vazia do original

Talvez eu já tenha visto isso em God of War, mas ainda sim é melhor que a construção vazia do original

Mas pegue o conceito de mundos como foi pintado no universo expandido cinematográfico Marvel, e você vai ter uma boa ideia do que é o Santuário neste longa.

Então, agora sim, finalmente, depois de quarenta anos, temos uma visão bastante clara e objetiva, sem shenanigans e sem ter que recorrer a mini-mangás obscuros, do que realmente é o Santuário e qual a real função de Athena. O que “Athena mantém a paz na Terra” quer dizer, de uma forma simples e clara, finalmente faz sentido agora.

Aaaaaaaaah bom, agora realmente faz sentido. Pode ter funcionado nos anos ’80, mas AGORA dá pra dizer que Cavaleiros do Zodíaco é um cenário coeso sem ter apelar para a boa vontade e a memória afetiva de ninguém.

Clap, clap, clap (isso são palmas, não confundir com “clop clop clop” e pelo amor dos antigos deuses e dos novos, não googleie o que é “clopping” … eu te avisei…). Parabéns Kurumada, AGORA Cavaleiros do Zodíaco parece uma obra que se encaixa no século 21.

Verdade seja dita, Lost Canvas tirou água de pedra com o cenário original. Sério mesmo, o cara que fez aquilo deixou Jesus no chinelo, que só transformou água em vinho, e é o mais perto de uma série BOA de Cavaleiros do Zodíaco que dá pra chegar com o material original.

Contemplem  o Santuário de Athena. Ok, agora eu entendo porque alguém luta por essa porra...

Contemplem o Santuário de Athena. Ok, agora eu entendo porque alguém luta por essa porra…

Mas este conceito de cenário é algo muito mais trabalhável.

Mas espera, quer dizer então… que os Cavaleiros são aliens?

Sim. Aliens de outra dimensão, mesmo os Cavaleiros de Bronze, que conforme uma frase especifica deixa claro, são de alguma forma descendentes dessa linhagem porque os “Santuarianos” gostam de dar bandas pela Terra – tanto que treinaram alguns cavaleiros como o Shiryu e o Hyoga – e não seria nada bizarro imaginar que fizeram uns bebês do zodíaco.

E não faça essa cara, honestamente. Não é como se fosse realmente pior do que a obra original, é apenas diferente e embora “moderno” possa parecer uma palavra ofensiva para os malas perdidos por aí, o termo “adaptado aos nossos padrões de exigência atuais” é algo muito mais condizente.

Isso explica por que as armaduras parecem… Transformers?

Exatamente. Porque as armaduras são EXATAMENTE isso: exoesqueletos feitos para lutar inclusive no espaço entre as dimensões. Por isso elas têm essa coisa de armadura tecnológica com máscara que fecha e tal. Foi intencional.

Tanto elas são tecnologia alienígena movida a cosmo, que em determinado momento a armadura de Pégasus começa a dar overload, porque as armaduras de bronze não foram feitas para isso. Novamente as referências à Marvel são bem claras (sobretudo a parte do Homem de Ferro).

Saint Seiya legend of sanctuary 6E quer saber? Ficou muito legal, porque encaixa dentro do cenário, e novamente é um avanço de desenvolvimento em relação ao original. Essa coisa de tecnologia “mística” à la Final Fantasy ou Thor parece muito mais coeso com a ideia proposta.

Ok, eu concedo que a execução talvez não tenha sido a mais perfeita e sofre do efeito Transformers: confusas e com tantos detalhes que chegam a ficar parecidas demais. Diferenciar os Cavaleiros de Ouro é tão difícil quanto diferenciar os Decepticons nos filmes do Michael Bay, e realmente acho que essa parte poderia ter sido melhor trabalhada.

Menos é mais, esse dito poderia ter se aplicado aqui.

Tá, mas e quanto aos personagens?

Vamos dizer uma coisa que você já sabe, mas a criança dentro de você não quer ouvir: Cavaleiros do Zodíaco é um anime ruim. Você sabe, eu sei, todo mundo sabe – tanto que no Japão não é sequer um anime de primeira linha, nunca vai ser um Dragon Ball ou um One Piece de popularidade. E um dos motivos disso é que o desenvolvimento dos personagens é muito ruim, mesmo para um anime de luta.

Se você precisar encher dez linhas falando das personalidades dos personagens, você vai precisar depois de um rodo para enxugar o suor que você escorreu fazendo tal tarefa (novamente, o cara que fez Lost Canvas ganha o Jesus award por ter feito champagne dessa água de poça).

Quarenta anos de carreira depois, parece que o Kurumada aprendeu uma coisinha ou outra sobre desenvolvimento de personagens, e dá pra sentir isso muito mais neles.

A essência dos personagens continua a mesma – aquela uma linha de texto que define geralzão quem é o cara – mas foi desenvolvida de uma forma a funcionar em um filme de duas horas. Então, sim, fique tranquilo: o Seiya é o piá abostado que você quer dar umas bolachas, o Hyoga é o que se faz de frio e distante, mas tem um coração de manteiga, o Shiryu é o chinesinho paladino com um taco enfiado na bunda e o Shun é o cara legalzinho demais.

saddsdA diferença agora é que a personalidade deles foi moldada para funcionar dentro da luta,  não existe um “modo de combate” e um modo “estou de folga” como acontece na série original. Tipo o Seiya é um piá abostado com ou sem a armadura de Pegasus, algo que existe na série original mas não é tão bem integrado. O Shiryu é o contrário, ele tem aquele jeito de que não saberia contar uma piada nem para salvar a ppk da Shunrei mesmo nas horas “de folga” (o que funcionou bem no filme).

Outra coisa que foi muito melhorada é que agora os Cavaleiros de Bronze são amigos pra caralho desde a infância e deu. Sério, devia ter sido assim na série original (eles não eram, fikdik), funcionaria muito melhor na história, sobretudo algo que depende tanto de se sacrificar pelos amigos. Fica melhor, funciona melhor.

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E pelo amor dos deuses, fizeram um Shun que é gentil e legal sem ser imbecil. Aleluia, irmãos, é pra glorificar de pé igreja!

Mais ou menos o mesmo pode ser dito dos Cavaleiros de Ouro, mas esses não tinham lá muito desenvolvimento para começo de conversa. Alguns tiveram a essência do personagem quase mantida (como o Camus, o Mu, o Aioria e o Shaka), outros foram feitos quase do zero… o que funcionou, porque, na boa né, se juntar Aldebaran, Máscara da Morte e Miro, não dava um figurante de personalidade.

a00812e53cfd6b1b16937f02a69d710fAgora o Máscara da Morte é um completo doente mental (que pode não ser lá muito digno, mas pelo menos é melhor que o bandidinho genérico de merda que ele era). O Miro é… a Miro… uma mulher cavaleiro arrogante. E o Aldebaran é um tiozão com algum carisma, quem diria…

Pode não ser genial, mas eu diria que foi mais bom do que ruim.

Agora a maior mudança do filme é justamente a Saori. Ela meio que passa a ser um personagem e não um “ideal genérico só pra chamar o nome,” e eu diria que a coisa da guria tentando se encontrar funciona muito bem. Quer dizer, tão bem quanto dá pra funcionar em um filme de luta de duas horas, mas deu pra sentir a evolução narrativa do Kurumada e isso é bom.

Tá, mas se mudaram os personagens… então quer dizer que as lutas…?

Sim, muito pouco da batalha das doze casas original se aproveita. O Seiya corta o chifre do Touro, o Hyoga e o Camus se Aurora Executeiam, e o Shiryu joga o Máscara da Morte no Yomotsu depois de tirar armadura, mas isso é tudo.

“Mas por que essas mudanças?,” você pergunta, e eu te direi a verdade: porque elas fazem SENTIDO dentro da história.

Duas coisas muito importantes foram mudadas na batalha das doze casas:

A) A Saori ainda está morrendo lentamente, mas dessa vez de uma forma que faz sentido!

Sério, aquela flecha entrando lentamente no peito e que santo algum pode fazer nada a respeito, desculpa mas aquilo é um plot feito bem nas coxinhas, na boa. AGORA foi feito uma coisa que faz muito mais sentido: a Saori foi envenenada e mais ou menos vai junto, da forma que dá.

Visualmente faz sentido e mantém o espírito da coisa.

Blastoise de Aquário, eu escolho você! (mas não é pq a armadura do meu signo ter ficado idiota que eu vou fazer um post mimizendo achincalhando o filme, sou mais maduro que isso)

Blastoise de Aquário, eu escolho você!
(mas não é porque a armadura do meu signo ter ficado idiota que eu vou fazer um post mimizento achincalhando o filme, sou mais maduro que isso)

B) Por que os cavaleiros de ouro leais a Athena não ajudam? Ora, eles ajudam!

Sério, não tem uma única explicação do porque os Cavaleiros de Ouro parceirões como o Mu e o Aldebaran não sobem aquela porra de escadaria pra ajudar os bronzinhos. Ah mimimi “guerra de mil dias” é o teu cu! Quer dizer que o mongoloide do Shun pode ser atropelado pelo Shaka, mas a moçoila selvagem do Aldebaran não pode SEQUER TENTAR? Ah vsf!

Tanto isso não faz sentido que o Kurumada corrigiu isso agora: os Cavaleiros de Ouro ajudam, sim, da forma que podem. Porque é a porra da vida da deusa, não tem como alguma coisa ser mais importante que isso. Eles vivem pra isso caralho!

E algumas lutas foram modificadas justamente porque não fazem sentido. Na boa, não faz sentido o Shaka lutar contra os Cavaleiros de Bronze. Ele é iluminado demais para pensar a mesma coisa que o Afrodite, por exemplo (sim, no original o grande pensador e mais próximo de compreender um deus tem a mesma motivação do rosca froxa do Afrodite, lide com isso). Então essa luta não existe porque ela não faz sentido.

Do mesmo modo o Hyoga não luta contra a Milo porque não faz sentido ele não ter sido mandado direto para a Casa de Aquário ao invés de ficar indo e voltando de encontro com o Camus. Vai pra Aquário de uma vez, faz o que tem que fazer e deu.

E aqui os Cavaleiros de Bronze sequer passam da Casa de Sagitário (com exceção do Hyoga, que bugou), porque o Shura e a Milo descem a escadaria para dar um pau nos moleques na Casa de Sagitário mesmo. Porque, bem, por que eles não fariam isso?

Lenda-do-Santuario-Aldebaran-de-Touro

O que nos leva a uma questão muito importante…

… os Cavaleiros de Ouro são valorizados!

Oooh! Por essa eu não esperava, mas todos os gold parecem mais ou menos do mesmo nível. Porque, na boa, mesmo, ninguém vai me convencer que umas nabas como o Máscara da Morte, Afrodite e Aldebaran são cavaleiros do mesmo nível que o Saga, Shaka ou o Camus. Sério, não rola.

Agora aqui não, não existe gold “fácil” – mesmo o mentecapto do Máscara da Morte – tanto que o Shiryu quase morre para matar ele e a Athena tem que lançar um curaga nele.

Miro,  tem alguma coisa diferente em você...

Miro, tem alguma coisa diferente em você…n

Claro, como não podia deixar de ser, as lutas são corridas e o ritmo é muito vamo-que-vamo, mas se você esperava outra coisa de um filme que engloba a batalha das doze casas em duas horas, então você é um idiota.

… o sétimo sentido mais ainda!

Outra coisa é que não tem essa putaria de sétimo sentido pra todo mundo! Não, ele é mais raro que Super Sayajin na época que o Vegeta era vilão! Tanto que só o Seiya desperta, uma única vez, para lutar contra o Saga em “God Mode”. E isso também ficou legal pacas.

tumblr_n24fulKs0o1saazguo1_500E por último (literalmente), mas não menos importante… God of War?!?

A parte mais diferente da bagaça toda, onde mais mudou, com certeza é o final. Aparentemente o Saga estava usando o poder de algum deus pra ficar tão tunadão (tanto que no final, quando ele morre, uma borboleta de Hades deixa ele… percebam a sutileza) e quando seu poder termina de carregar, ele toca um foda-se pra essa coisa toda, invoca uns titãs e sai barbarizando em sua forma omega-boss-de-final-fantasy.

E novamente, se você deixar de lado seu piti de “mimimi tinha que ser igual era na minha mente em que no final o Saga confessava que me amava em segredo,” vai ver que é muito, muito divertido.

Cara, são os Cavaleiros de Ouro lutando juntos contra um colosso, puta que o pariu, isso é muito legal cara! Tipo Shingeki no Kyojin com Cavaleiros de Ouro! Vai se fuder, isso é massa pacaraío!

Se você não se divertiu com isso, então recomendo reservar as próximas duas semanas para tirar o mastro que você tem enfiado na bunda, e que está prejudicando tanto assim o seu humor para não ver uma coisa legal quando ela dá com a piroca na sua cabeça!

E a batalha do Seiya contra o Saga tem claras, mas claras mesmo, influências de God of War e Final Fantasy, e eu gostei. Novamente, se você não enfiou na cabeça que a única coisa que serviria para alegrar o seu dia é assistir novamente o anime original… então talvez eu recomende que você assista o anime original, oras!

Se quer saber, eu gostei muito mais do Seiya e da Saori usando a armadura de Sagitário contra o Saga from h311 das dorgas do que aquele final esquisito e sem ritmo da batalha das doze casas. Serião, na boa.

E pelo que eu consigo lembrar, é isso.

O filme não é genial, não é brilhante e tem questões de gosto altamente duvidoso, mas e quem não tem? De modo geral a experiência é mais boa do que ruim, e é muito gratificante ver uma releitura moderna de um anime tão querido pra mim.

Não é algo que eu diga “minha nossa, como esse rapaz recomenda o filme,” mas na boa, eu tampouco recomendaria o anime original, que é um anime ruim. Eu amo, mas é ruim.

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6 thoughts on “[REVIEW] SAINT SEIYA: Legend of Sanctuary – Bem vindo ao século XXI, mestre Kurumada! (uma outra opinião)

    • Sim, verdade, mas isso não tira os méritos do filme.
      Se voce começar a pirar com isso vai ficar igual aqueles chatos que dizem “não concordo com a sua opinião, tem criancinhas morrendo de fome na Africa e voce deveria se preocupar com coisas mais importantes”

  1. Assisti primeiro o filme e interessei-me pelo anime. New fan here! Alguns vão dizer que não sou “fã de verdade”, pois não assisto desde 19.., bem, eu não sou é cega. O anime tem furos, o filme tem furos, enxergá-los não me faz pior e a vida segue 😉 Fiquei tão surpresa ao saber que o Shaka não sabe das paradas no anime e é arrogante pra caraleo. Uma suposta reencarnação de Buda tinha que sacar melhor as coisas, não? [como no filme o/] Pra quê tanta meditação se é pra agir como “O Mestre mandou e não tenho cérebro para questionar”? Ah, vá! A luta é o máximo entre Ikki e Shaka, sim! Só não faz sentido a “cegueira” do cavaleiro meditador no quesito roteiro.

  2. se juntar Aldebaran, Máscara da Morte e Miro, não dava um figurante de personalidade.
    – oi? desculpa, não entendi…

    B) Por que os cavaleiros de ouro leais a Athena não ajudam? Ora, eles ajudam!
    – eles só carregam a athena.. o único realmente útil foi o Shaka

    E aqui os Cavaleiros de Bronze sequer passam da Casa de Sagitário (com exceção do Hyoga, que bugou), porque o Shura e a Milo descem a escadaria para dar um pau nos moleques na Casa de Sagitário mesmo. Porque, bem, por que eles não fariam isso?
    – Pq eles são guardiões de suas próprias casas? A questão das casas nesse filme é bem banalizada.. ninguém é de ninguém, e td mundo entra na casa de td mundo sem aviso..

    Cara, são os Cavaleiros de Ouro lutando juntos contra um colosso, puta que o pariu, isso é muito legal cara!
    – eles matam um bicho de pedra. mas qnd a treta fica loka (Saga Titã WTF), ninguém levanta a bunda da cadeira…

    Numa boa, meu primo assistiu comigo e nunca viu CdZ. Ele achou uma merda e disse que não dá pra entender porra nenhuma. E eu achei a mesma coisa.. td mal explicado, td solto, td nas coxa.

    • Urian, esse post foi feito com o único fito de rebater o meu post reclamando do filme. Ele também achou o filme MUITO RUIM.

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