[REFLEXÕES] Por que, meu Deus, Rogue One não tem aquela clássica cena de abertura?!

Os impetuosos fãs de Star Wars devem ter tido um dia realmente trabalhoso depois de assistir a Rogue One nos cinemas: inúmeras referências, easter eggs e releituras escondidas… estavam ali contidos, somente à espera do primeiro maluco a apontá-los. No entanto, um dos motes da trilogia havia se perdido.

Os áureos letreiros flutuantes no vazio do espaço, acompanhados da música tema de Star Wars composta por John Williams, sempre serviram como instrumento preparatório à imersão do espectador na trama. À primeira leitura, sempre éramos contextualizados dos problemas que nossos heróis enfrentavam e das adversidades que se apresentavam para uma possível (e muitas vezes questionada) solução.

Gareth Edwards revelou recentemente que, no roteiro original de Rogue One, a clássica cena de abertura estava presente, até que cerca de seis meses antes de sua estreia, a Disney ordenou que fosse excluída. Ó céus! Isso nos levou a coçar a cabeça, montar nossa própria versão para aquilo de que sentíamos falta e a conjecturar sobre as razões que levaram o estúdio a uma tomada de decisão tão radical. Os miolos ferviam na ocasião, garanto.

Sabemos que mais ou menos um terço do longa foi refilmado, depois que Edwards já havia considerado trabalho concluído. Aparentemente, a maior parte da história de Cassian Andor e Jyn Erso foi adicionada na revisão. Antes, do instante em que a criança Jyn perdia a mãe, salta-se para o intervalo em que era-nos mostrada já adulta, e sendo interrogada pela Rebelião. Isso significa que muito da construção da personagem, como a valentia e intrepidez demonstradas na sua fuga da prisão, estava sendo ofuscado pela abertura – porque já teriam contado dessas qualidades da heroína.

Algo semelhante vale para Vader. Podemos apenas vê-lo na tela por alguns minutos, mas a equipe de Rogue One embute em nós, ao longo da apresentação, um monte de pensamentos acerca do antagonista fodão, aumentando a cada minuto que se passa nossas expectativas.

A ideia inicial era a de que Vader tinha construído seu castelo em Mustafar para refletir e meditar sobre sua derrota naquele mesmo planeta para Obi Wan. Nós não ficaríamos nem um pouco surpresos se, de cara, uma linha explicasse tudo isso.

Rogue One é também uma “ponte” entre as prequelas e a trilogia original, por isso nos perguntamos se a introdução estava oferecendo material conectivo em demasia. Será?

Fato é que, finalmente, da forma como foi feita, certos elementos dos episódios I, II e III agora são, ao menos para mim, um pouco mais… digamos, “digestos”.

Enfim, especulações… mas que, até aqui, servem como argumentos para um propósito bem assertivo!

E, antes que eu me esqueça! Os fanáticos da franquia devem agradecer imensamente aos escritores de Rogue One, por terem, até que enfim, resolvido um dos grandes furos de roteiro de “Uma Nova Esperança”: o maldito engenheiro que descarada e magistralmente “errou” na construção da Estrela da Morte EXISTIU MESMO e ERA AMIGO DA ALIANÇA REBELDE! Puxa nossa, esse spin-off é realmente muito bom!


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