[QUADRINHOS] X-Men / Novos Titãs é o maior crossover de todos os tempos

Muitos chamaram Vingadores: Guerra Infinita de “o maior crossover da história”. Embora essa afirmação tenha produzido memes bastante variados, isso nos leva de volta a um tempo em que o “maior crossover” não era um filme, mas um especial. 

Em 1982, a Marvel e a DC Comics uniram-se para reunir os dois maiores sucessos das HQ’s na época: os X-Men e os Novos Titãs. Os editores uniram suas respectivas equipes para um especial, escrito por Chris Claremont  e ilustrado por Walter Simonson. No Brasil a publicação saiu em Grandes Heróis Marvel 1ª Série: Nº 9 e depois em Grandes Encontros Marvel & DC nº 2, ambos da Editora Abril.

No auge de seu sucesso, o especial Uncanny X-Men / New Teen Titans colocou suas equipes titulares contra uma ameaça cósmica tão grande que levou os dois grupos a enfrentá-los: a união de Darkseid e Fênix Negra. Esta história em quadrinhos foi um evento real, e surgiu anos antes de a Marvel ou a DC produzirem Guerras Secretas ou Crise nas Infinitas Terras. Aconteceu apenas uma vez, fazendo com que pareça ainda mais especial hoje. Já faz 36 anos desde foi lançado, mas as ondulações dessa edição única ainda são sentidas. Aqui estão cinco motivos pelos quais o especial Uncanny X-Men / New Teen Titans ainda é importante, e uma leitura incrível, até hoje.

O RETORNO DA FÊNIX NEGRA

Mesmo depois de 38 anos, a “Saga da Fênix Negra” ainda é vista como o conto seminal dos X-Men. A história retrata a lenta degradação mental da x-man Jean Grey, convertida na entidade cósmica conhecida como a Fênix, que depois se torna a maléfica Fênix Negra. Indo completamente contra as normas dos quadrinhos da época, Jean morreu no final, sacrificando-se pelo bem do universo. Este enredo é tão amado que foi adaptado para os cinemas não uma, mas duas vezes.

Embora Jean tenha retornado, seu aspecto Fênix Negra nunca voltou, exceto em breves vislumbres e provocações aqui e ali. No entanto, a única vez que Fênix Negra retornou como uma verdadeira ameaça para o universo foi neste crossover, quando foi ressuscitada pelo próprio Darkseid. É verdade que esta história está tecnicamente fora da continuidade dos principais títulos da Marvel, mas ainda é a Fênix Negra que desencadeia o inferno sagrado em seus companheiros de equipe, e escrita pelo homem que a criou, Chris Claremont. Vale o preço de capa.

OS MELHORES JOGADORES DE AMBAS AS EQUIPES

Tanto os X-Men quanto os Titãs tiveram várias mudanças ao longo dos anos, mas essa HQ saiu no auge da popularidade de ambas as séries, e mostrou o que é considerada a melhor formação de ambos os grupos. Além de Vampira (que ainda não tinha se juntado à equipe), e um punhado de outros X-Men, o elenco continua sendo os X-Men mais amados pelos fãs. Quanto aos Titãs, eles nunca tiveram uma formação melhor do que a mostrado aqui. Se você quer um conto épico com as melhores versões de ambos os super grupos, esta ainda é a história para ler.

ELE SOLIDIFICOU DARKSEID COMO O MAIOR VILÃO DO UNIVERSO DC

Na época da publicação do especial, o personagem de Darkseid existia apenas há cerca de doze anos na DC Comics, e suas aparições limitavam-se aos títulos dos Novos Deuses de Jack Kirby, assim como a um punhado de aparições em séries como Liga da Justiça da América. Mas quando Claremont e Simonson fizeram dele o “Big Bad” do crossover especial, solidificaram Darkseid como a ameaça número um no Universo DC.

Não muito tempo depois, Darkseid começou a fazer sua presença conhecida em títulos da DC como Legião dos Super-Heróis, entre outros. Enquanto o criador de Darkseid, Jack Kirby, desenhou uma versão formidável dele, dá pra dizer que Walter Simonson o tornou ainda mais aterrorizante, e definiu o modelo de como ele foi retratado pelas próximas décadas.

BEM-VINDO À MURALHA DA FONTE

Quando Jack Kirby criou a mitologia dos Novos Deuses para a DC, um de seus princípios fundadores foi à ideia da “Fonte”, a energia e a consciência do Universo. Em suas histórias originais, ele se referia a uma barreira no final do universo, onde a Fonte termina. Kirby nunca a retratou, mas Claremont e Simonson o fizeram nesse crossover, sendo a primeira história em quadrinhos a mostrar aos leitores como era a lendária Muralha da Fonte. Hoje, a Muralha da Fonte é um marco dos mitos da DC, atualmente desempenhando um papel importante na minissérie Justice League: No Justice (ainda inédita no Brasil).

EXTERMINADOR: SUPERSTAR

Quando esta edição especial foi lançada, o personagem Exterminador tinha feito apenas um punhado de aparições nas páginas dos Novos Titãs. Mas o escritor Chris Claremont conhecia um bom personagem quando via um, e utilizou o mercenário Slade Wilson em várias cenas de ação ao longo da edição, mostrando como ele era um personagem durão. (Chegou a acertar o Colossus como se ele fosse uma boneca de pano!) A popularidade de Exterminador decolar logo depois desse sucesso dos quadrinhos, certamente não foi uma coincidência.

E ai, qual foi o maior crossover da história? Ainda acha que foi Vingadores: Guerra Infinita? Diga nos comentários!

Fonte: Nerdist

One thought on “[QUADRINHOS] X-Men / Novos Titãs é o maior crossover de todos os tempos

  1. X-Men/Novos Titãs vai ter sempre lugar no meu coração, nas minhas leituras preferidas, até porque reúne dois elementos que sempre gostei nos encontros DC/Marvel, participação de vários personagens dos dois universos, e o mais importante, a convivência em um mesmo universo, ainda que este seja um universo alternativo aos das editoras. Não posso dizer que não vibrei quando os Novos Titãs cogitaram chamar a Liga da Justiça ou os Vingadores. Para mim, este encontro só perde para Batman & Capitão América, mesmo universo, vários personagens, embora bem menos que X-Men/Novos Titãs, mas com algumas coisas diferentes dos demais “crossovers”, o Sentinela da Liberdade e o Cavaleiro das Trevas não iniciam o encontro brigando entre si, como acredito que super heróis, assumidos e aceitos, realmente não o fariam. Tem também a “pureza” dos heróis, e simplicidade da trama, no estilo era de ouro/era de prata, e várias cenas inesquecíveis que não falarei aqui, para não dar spoilers em uma possível matéria. Sem contar que ambos os “crossovers” foram feitos por mestres, o 1º pelos já mencionados Chris Claremont e Walt Simonson, e o 2º por um velho parceiro de Claremont, o sensacional John Byrne.

Comments are closed.