[QUADRINHOS] Turma da Mônica Jovem N.17/117 – Mistério Submarino (Resenha)

A edição de Maio de 2018 da revista/mangá Turma da Mônica Jovem nos levou a uma base de pesquisas no fundo do mar, viagem essa que aconteceu devido aos acontecimentos da edição 9 da segunda série. A edição, com roteiro de Marcelo Cassaro, também foi responsável por canonizar as edições em cores da Turma da Mônica Jovem, o que não afeta muito a linha cronológica, mas não deixa ela mais simples de ser entendida (tipo os filmes dos X-Men).

A história em si é a mesma mesmice de sempre: tem a turma; um vilão muito previsível; um problema pra resolver; tudo termina bem e na próxima edição vão mudar o roteirista e todos os eventos dessa história vão ser esquecidos e desconsiderados. Ainda assim é uma mesma mesmice que entrega algo que um leitor iniciante pode achar divertido.

Sinopse: A Turma ganha uma viagem para uma estação submarinha, lá Magali acaba encontrando uma estranha criatura parecida com uma foca, mas o constante desaparecimento e surgimento dessa criatura; e uma ala misteriosa da estação podem fazer parte de um segredo que tornaria a viagem bem menos agradável.

Avaliação:

Arte de Capa e Storyboard – A capa ficou bonita e simples: os personagens da Turma desenhados em um plano de fundo que bate com o tema do historia; quarta capa bem feita. Quanto aos desenhos do miolo, podemos destacar os cenários subaquáticos, as criaturas-foca, a estação, e, finalmente, temos uma vilã com design criativo, nada de parecer um vilão de Supernatural. (1,8/2)

Enredo – Primeiramente, é um alivio para todos os fãs que o Nico não tenha dado as caras nessa edição, já que ele estava na edição que cria o gancho pra essa. O enredo é simples: personagens, mistério, revelação, vilão, plano mirabolante, risada maligna, os protagonistas vencem, o vilão some prometendo vingança. Um destaque a parte para o desenvolvimento da Magali na historia, onde exploraram a empatia que ela sente pelos animais.

O roteiro ainda levanta o debate sobre a poluição dos oceanos, consumismo e mercado criado em cima do sofrimento de terceiros. Debates esses que não são muito aprofundados, exceto o mercado criado a custa do sofrimento que recebe um destaque maior. (1,4/2)

Criatividade e Coerência – Essa edição sofre do mesmo mal que o filme do Pantera Negra: as tecnologias usadas, criadas mediante o uso de um mineral com propriedades incríveis, são tão absurdas que deixam de ser ficção e passam a ser fantasia. Trajes, equipamentos e um mini exército de robôs que suportam a esmagadora pressão atmosférica do fundo do mar como se ela não fosse nad,a e aquele observatório de realidade simulada pros dois lados que não faz a menor sentido. Tecnologias completamente fantasiosas.

E nessa edição ainda temos uma referência que não faz sentido. O título do primeiro capítulo é 20 Mil Léguas Submarinas, que é o nome famosa historia de Júlio Verne. Mas eu duvido que eles tenham percorrido 20 mil léguas pra chegar na estação. Em linha reta isso dá mais que 2 voltas ao redor da Terra. Tá bom, eu fui longe dessa vez, mas ainda assim foi um referência muito gratuita. (1,3/2)

Marketing – É uma historia bem padrão, que consegue divertir. É aquela velha receita de bolo, com o mesmo sabor de sempre, mas que o gosto ainda é bom. Teve a divulgação habitual. (1,6/2)

Diversão – A inconstância dos personagens incomoda, ainda que não acabe com a diversão. O que mais prejudicou a diversão da história foi sua previsibilidade. Tudo foi muito previsível.(1/2)

Nota Geral – 7,1/10

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