[QUADRINHOS] Turma da Mônica Jovem N.09/109 – O Sumiço do Cebola (Resenha)

A edição de Setembro de 2017 da revista/mangá Turma da Mônica Jovem foi inconstante. O começo e o final parecem de duas histórias distintas, que são interligadas, mas o foco muda de uma narrativa slice of life (vida cotidiana) para uma trama de resgate meio que do nada. A história teve argumento de Reinaldo Domingos e roteiro de Daniela Nascimento, com um começo ruim e um final bom.

Começo Ruim – A primeira parte da história tomou um rumo incômodo, pois tivemos o Cebola voltando a agir como futuro dono do mundo, e se você lê essa revista há tanto tempo quanto eu, sabe como foi um longo caminho até o Cebola abandonar essa sua faceta. Tinha um motivo para ele agir assim? Tinha. Era um bom motivo? Não. Tivemos também a volta de Nico, um personagem que apareceu na TMJ 107, que não tem personalidade própria e não contribui em nada para a narrativa (com isso quero dizer que qualquer personagem poderia desempenhar o papel dele na história). E fomos apresentados ao novo/péssimo cabelo da Magali, mas vou falar sobre isso mais pra frente.

Final Bom – Quando eu já não esperava nada da história, fui surpreendido: houve uma reviravolta bem plausível (baseando-se no contexto da história), e um final satisfatório, que não vou revelar porque é spoiler.

Conclusão – A história não é ruim, mas também não é tão boa quanto poderia. A revista falha em prender a atenção do leitor, e alguém que está começando a ler TMJ pode perder seu interesse nas revistas.

Avaliação: 

Arte de Capa e Storyboard – A capa e a quarta capa mantiveram o padrão de qualidade habitual, e a capa ainda fez uma bela referência a “Onde está Carmen Sandiego?“. O Storyboard não teve erros, mas o que mais me incomodou foi a mudança do design da Magali: aquele cabelo novo dela não me agradou nem um pouco. Ele remete ao visual da personagem no gibi clássico, mas TMJ não é o gibi clássico. Outra desculpa pra mudança do visual da personagem foi que mostraria uma maturidade maior da personagem, mas ela já é a personagem mais madura do grupo original, portanto, foi uma mudança desnecessária, pra não dizer preguiçosa. (1,4/2)

Enredo – O enredo foi morno no começo, mas passou por uma melhora considerável no final, que conseguiu compensar o começo; deixou uma ponta para uma edição futura, algo pouco comum que eu particularmente gostei bastante, e não atrapalhou o desenrolar da história. (1,7/2)

Criatividade e Coerência – A trama teve uma incoerência que me deixou bastante incomodado: o fato do Cebola confiar mais no Nico, um personagem com quem ele não se dava bem, mal conhece e que só aparece pra fazer propaganda dos “Quatro Passos Para Realizar Sonhos“, do que no Cascão, ou algum integrante da turma que ele conhece há mais tempo. A história teve uma referência na capa a “Onde está Carmen Sandiego?“, um desenho animado baseado em um jogo educacional que fez bastante sucesso nos anos 80. (1,5/2)

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Marketing – A não ser que você seja colecionador das revistas, ou fã da Carmen Sandiego, você não tem uma motivo real para comprar essa revista. Ela não tem nada de chamativo que justifique sua compra. (1,2/2)

OBS: No último mês e nesse, muitas pessoas têm reclamado do atraso das revistas, principalmente os que as compram nas bancas.

Nota do editor: estes atrasos foram justificados no início deste mês, quando a Panini mudou seu sistema de distribuição de publicações para bancas. Mais sobre isto você descobre nesta matéria do Universo HQ.

Diversão – Essa foi a parte mais prejudicada da revista. Além de ter um timing cômico pavoroso, a história não é divertida e tem um fator replay muito baixo. Essa vai para a estante e ficará um bom tempo intocada. (0,8/2)

Nota Geral – 6,6/10
(Devemos ainda levar em consideração que esse é apenas o segundo roteiro de Daniela Nascimento. Ela ainda vai evoluir muito suas histórias.)

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