[QUADRINHOS] Turma da Mônica Jovem N.08/108 – Terrível Obsessão (Resenha)


A edição de Agosto de 2017 da revista/mangá Turma da Mônica Jovem fez o que poucas edições já fizeram: trabalhar a cronologia das revistas. O roteiro de Petra Leão é construído em cima de outras duas historias da primeira série, que também foram escritas pela roteirista: “O Mistério de Sarah” (edições 85 e 86) e “O Circo Macabro” (edições 80 e 81).

Confesso que acho “O Mistério de Sarah” uma história fraca, mas com essa edição revi meus conceitos sobre a personagem. E um ponto positivo: a trama gira em torno de personagens que normalmente são coadjuvantes, no caso a Sarah e o Sr. Dante Alighieri (Se você referiu a entendência, comente aí), sempre contando com a presença da turma de forma alternada e bem distribuída, já que todos são relevantes para a história em momentos diferentes, assim como Victor, o amigo fantasma de Sarah, que tem suas aparições bem controladas, mas é importante para a história, sempre aconselhando e protegendo a garota.

Uma história bem planejada que respeita que ajuda a formar um paralelo canônico para as revistas, se desconsiderar as Super Saga do Fim do Mundo, que é influenciada por eventos das demais tramas, mas não as influência, e essa edição prova isso já que na pagina 49 o cascão deixa a entender que nunca presenciou eventos paranormais, mas quem leu “Umbra“, sabe que isso não é verdade.

Sinopse: Cebola some por alguns dias e preocupados Mônica, Magali e Cascão consultam Sarah, já que sabem do dom de prever a sorte e o futuro das pessoas, mas ela acaba revelando a Mônica que ela terá que tomar uma decisão complicada no futuro.

Avaliação:

Arte de Capa e Storyboard – A capa e a quarta capa mantiveram a qualidade habitual, e ainda vale lembrar da semelhança entre as capas dessa edição e da Chico Bento Moço 47. O storyboard está belíssimo, os desenhistas trabalharam muito bem as expressões dos personagens, e com o ambiente dos quadros. (2/2)

Enredo – Soube respeitar as edições que serviram de base para a história; criou uma história que pode ser lida independente se o leitor leu ou não as edições anteriormente citadas; e a trama foi criativa a ponto de surpreender verdadeiramente o leitor. (1,8/2)

Criatividade e Coerência – A coerência da história com as outras revistas que têm conexão com esta foi bem feita, não abusou de clichês, e a trama tomou rumos inesperados. (1,8/2)

Marketing – A semelhança entre as duas edições do mês de Agosto de 2017 funcionou bem como um chamariz para os leitores mais casuais. (1,9/2)

Diversão – O timing cômico bem trabalhado e o storyboard valorizam as partes mais engraçadas da revista, mas o fator replay é relativo se o leitor leu ou não as edições citadas acima. (1,6/2)

Nota Geral – 9,1/10
(Foi bom ver personagens secundários de histórias passadas ganhando novas chances de aparecer. Dá até pra sonhar com a volta de outros personagens. #VoltaBrisa)

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