[QUADRINHOS] Turma da Mônica Jovem N.06/106 – Cebola na Austrália (Resenha)

A edição de Junho de 2017 da revista/mangá Turma da Mônica Jovem foi muito informativa e criativa. Com roteiro de Flávio Teixeira de Jesus, a história conta as aventuras e peripécias do Cebola na terra dos cangurus. Isso mesmo, Austrália, a terra dos animais estranhos e do Hugh Jackman.

A trama é inovadora por ter, em boa parte, os eventos narrados pelo Cebola. Isso gera vários momentos cômicos de interação entre o narrador (Cebola) e a os personagens nos quadrinhos.

Essa edição apresentou pros leitores algumas curiosidades e informações sobre a Austrália (da mesma maneira que a edição 47 apresentou o Japão), e ela foi bem instrutiva nesse quesito. Fala sobre a cultura do país, hábitos dos australianos, história e outros. Mas ela também ensina outras coisas: ensina que a palavra saudade é uma das palavras mais difíceis de se traduzir, e que sorvete depois das nove causa alucinações com anjinhos e diabinhos, tipo assim:

Eu depois dos haters.

Sinopse: O Cebola conta como foram as suas experiências na Austrália. (O que foi? É só isso mesmo)

Avaliação:

Arte de Capa e Storyboard – A capa ficou bonita, mas a quarta capa ficou ainda mais. Não houve nenhum erro no Storyboard, e a equipe de desenhistas está de parabéns, principalmente nos desenhos dos pontos turísticos. (2/2)

Enredo – A história em si não teve nenhuma trama super complexa, mas, mesmo assim, foi bem contada. (1,6/2)

Criatividade e Coerência – A maneira como a história foi contada foi genial: usando um narrador que conta a história e interage com os personagens dela, inclusive com ele mesmo, tipo Inception. As referências foram bem usadas, sem soar gratuitas, e algumas delas podem passar despercebidas: tipo o Mauricio de Sousa, e o vendedor de quadrinhos que eu nunca lembro o nome no fundo da página 83. Além disso, a coerência da trama está perfeita sem nenhuma ponta solta. (2/2)

Marketing – Depois de seis meses separados, os(as) “Cebônicos” estavam doidos pra ver a Mônica e o Cebola juntos, então essa edição deve ter vendido feito água. (2/2)

Diversão – A história é engraçada e divertida. Dá pra ler várias vezes tranquilo sem enjoar, e é uma boa pedida para uma sexta-feira depois da aula. (2/2)

Nota Geral – 9,6/10
(Não importa se você é Docônico ou Cebônico, Rosinha e Chico ainda é o melhor casal #Pas)

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