[QUADRINHOS] Turma da Mônica Jovem N.04/104 – Mônica e o Cavaleiro (resenha)

A edição de Abril de 2017 da revista/mangá Turma da Mônica Jovem confirmou que crossovers deixam qualquer coisa dez vezes melhor. Nessa edição, Mônica e o resto da turma vão para a Terra de Prata a convite do príncipe/princesa Safiri (personagem de Osamu Tezuka, lendário mangaka e criador também do Astro Boy e de Kimba, o leão branco) para seu aniversario de 15 anos. A turma conheceu Safiri em outro crossover, nas edições 43 e 44 da revista. Sessenta edições depois eles se reencontraram.

Sinopse: Em comemoração ao aniversario de Safiri, a turma é convidada para ir até à Terra de Prata, mas como eles não têm nenhuma viagem normal (eles mesmos falam isso na historia, tipo duas vezes), uma bruxa decide sequestrar um dos personagens (não posso falar quem, isso seria spoiler), e a Mônica, no melhor estilo Liam Neeson, parte em uma busca implacável para resgatá-lo.

Avaliação:

Arte de Capa e Storyboard – A capa principal e a quarta capa se mantiveram no nível de qualidade das últimas edições. Agora essa edição teve o melhor e mais bonito storyboard de todas as edições. Sem erros de proporção cabeça-rosto; os cenários foram mais detalhados que o habitual/ eles acertaram na maneira de usar a franja da Mônica; e a melhor parte, adição de expressões faciais que lembram os mangás japoneses. (2/2)

Enredo – Teve inicio, meio e fim bem definidos. A trama mixou bem a comédia e a aventura. Não houve nenhum plot twist genial, mas a qualidade da historia é indiscutível. (1,8/2)

Criatividade e Coerência – As referencias foram bem usadas e sem excesso, desde homenagens – como na página 28, onde podemos achar um quadro com um desenho de Osamu Tezuka – até a boa e velha zoeira, onde, mais pro final, vemos até mesmo o clássico meme do Faustão (“Erroooooou”). Mesmo sendo um crossover, o universo do mangá “A Princesa e o Cavaleiro” caíu como uma luva no universo de TMJ. (1,9/2)

Marketing – É um crossover entre os personagens do Tezuka, uma lenda entre os mangakas, e os personagens do Mauricio de Sousa, uma lenda dos quadrinhos. Essa edição já é histórica, e um item de colecionador no Brasil, no Japão e no resto do mundo, só por existir. (2/2)

Diversão – É, acima de tudo, uma trama divertida, o que faz o “fator replay” dela ser muito alto (eu a li três vezes só pra fazer esse post). (2/2)

Nota Geral – 9,7/10
(Essa revista é uma relíquia)

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