[QUADRINHOS] Spider-Gwen #1 e o poder da internet (resenha)

Spider-Gwen-1-capa-Robbi RodriguezPor uma série de decisões criativas muito felizes, esta semana finalmente foi lançada a 1ª edição da série solo da Spider-Gwen, a Gwen Stacy de um universo paralelo que ganhou os poderes aracnídeos que, no Universo Marvel tradicional, transformou Peter Parker no Homem-Aranha.

A heroína foi introduzida nos quadrinhos em Edge of Spider-Verse #2, minissérie que preparou o caminho para a saga Spider-Verse, evento que ocupou séries ligadas ao Homem-Aranha durante os últimos meses, e apresentou várias versões alternativas do Amigão da Vizinhança combatendo uma ameaça em comum. De todas as versões alternativas introduzidas pela saga, a que mais se destacou foi mesmo a Spider-Woman Gwen Stacy, que rapidamente foi apelidada de Spider-Gwen. O apelido pegou tão bem que acabou virando o título oficial de sua série solo.

Spider-Gwen-1-Preview-1Entre as grandes virtudes do trabalho do trio Jason Latour (roteiro), Robbi Rodriguez (desenhos) e Rico Renzi (cores) estão a perfeita sintonia entre texto e arte, e entre a história e o “dialeto” dos jovens. O uso de gírias, e a forma como Latour escreve as falas dos personagens de forma a dar mais naturalidade a elas, e mais sonoridade às palavras, escrevendo-as da forma como são pronunciadas no lugar da grafia gramaticamente correta, fazem os diálogos mais críveis.

Mas o roteiro fluido e dinâmico não seria nada sem a arte cinética de Robbi Rodriguez, que conduz o leitor de um quadro ao outro sem transparecer qualquer esforço de sua parte. É mais como se a história estivesse guiando seu traço, e não o oposto. E ajuda mais ainda que o inimigo da edição de estreia seja o Abutre, vilão perfeito para que o desenhista demonstre suas habilidades de fazer um embate aéreo entre a heroína e seu algoz voador entre os prédios de Nova York.

Spider-Gwen-1-Preview-2Semelhante à edição de Edge of Spider-Verse que a introduziu, nesta os leitores mais “versados” no Universo Marvel encontrarão vários easter-eggs, como as versões alternativas de Ben Grimm (o Coisa do Quarteto Fantástico, em sua versão humana), Foggy Nelson (amigo e sócio de Matt Murdock, o Demolidor, em seu escritório de advocacia) e Frank Castle (o Justiceiro, numa das melhores sacadas desta edição).

Spider-Gwen é mais uma prova de que a Marvel, mais do que nunca em sua história, está muito atenta à reação de seus leitores, e pronta a responder a ela, arriscando-se em novos caminhos. No caso deste risco tomado, a promessa é de que ainda teremos muita diversão de qualidade proporcionada pelas desventuras dessa nova heroína, que captura tão bem o clima das histórias iniciais de Peter Parker nos quadrinhos, e as atualiza para os dias atuais.

Será interessante acompanhar a trajetória de mais este fenômeno pop cultural recente, que já ganhou músicas, cosplays e uma crescente coleção de fanarts (veja algumas das mais recentes no final deste post). Vida longa à Spider-Gwen! \o/

nota-5

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