[QUADRINHOS] Power Rangers: Ranger Verde, Ano Um – Uma saudade otimista.

Se você gostou do reboot cinematográfico; se não foi ao cinema, mas é fã da série que mistura elementos da cultura oriental e dinossauros e cores e mais cores desde os anos 90; ou se é alguém que se perdeu no tempo desde o fim de Esquadrão Relâmpago Changeman na extinta tevê Manchete e está se sentindo órfão de um bom tokusatsu na programação diária, chegou a sua hora!  

Eu, particularmente, ainda recordo com carinho daquelas cenas em que a imensa sheepdog Priscila anunciava na TV ColossoPower Rangers” às 11:30 da manhã, quase meio-dia, hora de ir para a escola.

Mighty Morphin Power Rangers – Ranger Verde, Ano Um”, da Pixel Editora, é uma história em quadrinhos num livro de capa dura de belíssimas ilustrações de Hendry Prasetya, coloridas por Matt Herms, que soube capturar perfeitamente o véritable esprit (em francês, para ser chique) da série televisiva, além de traduzi-la para uma linguagem atual.

Agora, no colégio de Alameda dos Anjos, os idiotas Bulk e Skull são youtubers que sonham ser tão populares quanto os nossos heróis; enquanto a Kimberly, crush eterno da garotada, flerta com o misterioso e recém-chegado Tommy através de mensagens no celular durante a aula de história.

E quem protagoniza este volume é ele mesmo: o Ranger Verde. Depois de ter conseguido escapar do controle mental de Rita Repulsa e vencido o monstro antropomorfo Goldar, ainda de posse da moeda do dragão, o rapaz se une à equipe, de tutela do alienígena Zordon e seu simpático companheiro Alpha, liderada por Jason, o Ranger Vermelho.

Tommy deseja levar uma vida comum, sem maiores percalços, curtir a sua família recém-descoberta e seus novos amigos. Mas isso pode não ser tão fácil quanto parece.

Rita, em forma espectral, ainda presente no dia a dia do Ranger Verde, justo quando ele começa a ter esperança de se tornar alguém melhor, sussurra para o rapaz palavras que tentam persuadi-lo a utilizar seus poderes na direção do mal.

Enquanto isso, Jason lida com o dilema de aceitar em seu time alguém às vezes perigoso e imprevisível, com um histórico nada ortodoxo, e capaz de desestabilizar um ambiente estável e pacífico nutrido por ele a muito custo.

Confiança e responsabilidade. A partir deste momento, estas palavras tornam-se cada vez mais recorrentes na trama. Confiança: a crença na probidade moral, na sinceridade, lealdade, competência, discrição etc. de outrem. Responsabilidade: obrigação de responder pelas ações próprias ou dos outros.

Já dizia a sapiência dos antigos que “confiança é escolha”, e que é importante saber em quem se deve depositá-la. Jason deveria confiar em Tommy? O que abala a confiança de Tommy em si mesmo?

Digno de nota é o fato de que, sem restrição de orçamento para efeitos especiais, os ilustradores tiveram como limite a sua própria imaginação. A batalhas com os Zords são espetaculares! E o nível de detalhamento delas é altíssimo! Os inimigos estão muito mais realistas!

E, por mais que existam opiniões contrárias à minha na internet, não consigo entender como outros resenhistas chegaram àquelas conclusões: o livro inteiro lembra a um anime ou um live action bem produzido! Toda aquela arte rouba nossos olhos e a nossa imaginação.

Sempre me perguntei como ele conseguia tocar de máscara…

Há um instante, por exemplo, em que a Ranger Rosa desacopla o pterodátilo do Megazord para salvar uns carros que caiam de uma ponte, e os sustenta sobre as asas do réptil voador!

OK, isso exige muito de nossa suspensão de descrença: imagine só quanto tempo ela não gastou tentando desengatar aquela tranqueira do robozão? Não seria tempo suficiente para aqueles carros se esborracharem no chão? Mesmo assim, você haverá de concordar comigo que não deixa de ser algo inusitado e uma solução criativa interessante.

O que me incomodou um pouquinho foi o fato de as personagens terem perdido aquela “cara” que tinham na tevê, sabe? Quero dizer, os traços remetem ao estereótipo de cada ranger, mas não são idênticas às de vinte e poucos anos atrás. Talvez por alguma questão envolvendo o uso de imagens… Mas isso não chega a ser totalmente relevante.

Bem legal também é o texto introdutório do Judd “Chip” Lynn, produtor executivo da série original, em que ele narra como foi seu ingresso neste universo, da vergonha que sentia inicialmente, até a hora em que se viu apanhado emocionalmente por seu trabalho, e percebeu a maneira com que o programa e os personagens tinham se tornado algo importante para muita gente. Ele cita o exemplo de um menino com câncer que se agarrava a um bonequinho do Ranger Vermelho, procurando conforto para a situação dele. E a encontrava, de certo modo.

Nesse mundo caótico em que vivemos, de vez em quando, parece que não há tantas coisas boas. Muito embora algumas delas sejam realmente importantes, de valor incalculável, qualquer mensagem positiva já é algo digno de atenção. Power Rangers é muito mais do que um bando de adolescentes vestindo roupas de lycra coladinhas lutando contra bestas aleatórias qualquer. De forma leve e divertida, lida com sentimentos nobres como os discorridos em “Ranger Verde, Ano Um” e eleva nosso espírito.

Assim, recomendo a leitura aos mais novos que eu, e para aqueles que têm mais que trinta anos, sugiro que estejam preparados para uma boa sessão de nostalgia! É HORA DE MORFAR!


Editora Pixel

Capa dura

25,8 x 17 x 1 cm

128 páginas

Disponível nas livrarias:

Amazon

Saraiva


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  6. Torça para Zordon te escolher como merecedor deste capítulo da história de seus pupilos!