[QUADRINHOS] Marvel NOW! – Avengers #9, Uncanny Avengers #6, Secret Avengers #3, Thor – God of Thunder #7, Wolverine #2 e Fantastic Four #6

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Avengers continua fazendo bonito; Uncanny Avengers empolgando cada vez mais, Secret Avengers ganhando contornos interessantes; Thor – God of Thunder iniciando seu segundo arco com novo fôlego; Uncanny X-Men revelando as novas adições à equipe de Ciclope; Wolverine deixando o leitor mais confuso e curioso; e Fantastic Four voltando a ser a HQ ousada de que senti falta nas primeiras edições. Mais detalhes nos reviews a seguir. Os textos abaixo contém SPOILERS.

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Roteiro de Jonathan Hickman
Desenhos de Dustin Weaver e Mike Deodato Jr.
Cores de Justin Sponsor

No número anterior Máscara Noturna e Estigma haviam escapado para Marte, durante a luta que o segundo teve com os Vingadores. Esta edição trata do encontro deles com Ex Nihilo e Abyss, vilões do primeiro arco da série, que revelam mais detalhes sobre a natureza dos poderes do Máscara, e do verdadeiro objetivo das bombas de criação lançadas por Nihilo contra a Terra em Avengers #1.

Ex Nihilo explica na história que cada bomba de criação carregava um componente de um sistema biológico para tornar a Terra senciente, uma característica específica presente em espécies em evolução, respectivamente: auto-consciência, auto-sustento, auto-reparo, reprodução, comunicação, evolução e auto-defesa. Isto fará com que um dos focos das próximas edições seja em torno do que acontecerá quando estes locais entrarem em seu estado de mudança que, suponho, afetará seus respectivos ecossistemas.

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Quatro dos sete Locais de Origem.

Esta edição novamente evidencia todo o minucioso trabalho que Jonathan Hickman vem fazendo neste e no título New Avengers. Ainda que já estejamos na edição 9, fatos ocorridos na primeira continuam repercutindo na série. Neste número, por exemplo, descobrimos que a “fagulha que começou o incêndio”, citada nos recordatórios proféticos da edição 1, é a luta dos Vingadores contra Máscara Noturna e Estigma, após o último matar a “Consciência da Terra”, formada por uma das bombas de criação de Ex Nihilo. Esta luta também pode ser vista como um conflito entre sistemas, que é um dos temas que as histórias de Hickman vêm desenvolvendo até o momento. Máscara Noturna e Estigma são componentes de dois sistemas de monitoramento e manutenção da vida no Universo criados pelos Construtores (citados em Avengers #3, #7 e #8), enquanto os Vingadores são o “sistema de defesa” da Terra. Os primeiros são sistemas “artificiais” e os segundos compõem um sistema naturalmente formado em nosso planeta pela união de vários seres com poderes extraordinários.

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O início do “incêndio” profetizado em Avengers #1.

Tanto esta luta quanto a atitude extrema e desesperada de Estigma contra a entidade que personifica a consciência do planeta parecem refletir o estado “quebrado” dos sistemas criados pelos Construtores, que levou, por exemplo, o Máscara Noturna a receber um upgrade incompleto para ser transferido de um sistema pro outro, segundo a sondagem que Abyss faz em seu organismo no início desta edição.

E o ponto de ligação mais forte entre os trabalhos de Hickman em Avengers e New Avengers surge no final, quando a profecia da Capitã Universo se realiza, e Máscara Noturna e Estigma terminam presos numa “caixa”, que nada mais é do que a Esfera de Dyson que Tony Stark revelou que estava construindo em New Avengers #4. A ironia é que a Esfera, apelidada por Reed Richards de Martelo do Sol, é outra arma de defesa planetária, agora servindo como prisão para duas outras.

Os recordatórios proféticos e agourentos no final, além de darem o tom do que podemos esperar das futuras edições, cada vez mais próximas da saga Infinity, também revelam que o(a) narrador(a) principal da maioria das histórias escritas por Hickman até agora – representado pelos recordatórios brancos nas edições onde se manifesta – é a Capitã Universo. Entendamos: no início de Avengers #6 ela diz a Shang Chi o seguinte: “[…] all the stories are the same, in that all the stories are mine.” (“todas as histórias são as mesmas, e todas as histórias são minhas”, em tradução livre). Já neste número, quando a narração entra durante a luta dos Vingadores contra o Máscara Noturna e Estigma, além de novamente citar a “fagulha que começou o incêndio”, exatamente as mesmas palavras usadas pelo(a) narrador(a) das primeiras páginas de Avengers #1 (onde fazia parte de um texto que começava contando a origem do universo, que se repete na abertura de Avengers #6), ele(a) também menciona  o seguinte: “… we were broken.” (“…estávamos quebrados”), algo que se refere tanto a Tamara Devoux, hospedeira da Capitã Universo, como a Máscara Noturna e Estigma, ambos partes dos sistemas dos Construtores, que foram danificados, conforme vimos no início de Avengers #7. Isto novamente demonstra a complexidade da construção narrativa de Hickman, que continuará se ramificando até Infinity (e além).

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Este número também marca a estréia de Mike Deodato Jr. nos desenhos, responsável pelas páginas finais. A transição entre os desenhos de Dustin Weaver para os de Deodato é muito bem pensada. Enquanto Weaver ficou encarregado dos segmentos mais reflexivos e contemplativos, compondo ótimas panorâmicas que enquadram os personagens de forma que o céu limpo e as ruas e praias vazias dão uma boa idéia do silêncio e do isolamento dos Locais de Origem, o estilo crepitante de Deodato funciona perfeitamente para a luta explosiva dos Vingadores contra Estigma e Máscara Noturna. As próximas três edições serão desenhadas por ele, preservando a excelência artística que vem sendo uma constante do título desde o início.

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Uncanny Avengers #6

Roteiro de Rick Remender
Arte de Daniel Acuña

O segundo arco de Rick Remenber em Uncanny Avengers não poderia começar melhor: Thor versus Apocalipse! É o tipo de quebra-pau que desperta num leitor na casa dos 30 anos o adolescente que um dia sonhou em ver essa luta, independente do contexto. Felizmente o autor não está só afim de deixar seus leitores empolgados com a porradaria entre eles, e tem o cuidado de encaixá-la numa trama maior que a justifica. Assim, o embate é apenas um dos blocos de construção da saga que deve se desenrolar na série por algum tempo, além de ter grandes chances de se espalhar por outros títulos, como eu especulei no review da edição 5.

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Durante a edição descobrimos que tudo faz parte de um plano do vilão Kang para conquistar vantagens em suas tentativas de deter Apocalipse e tudo que ele trará para o futuro. O bacana da história é amarrar isto com os Asgardianos, os Celestiais e ainda envolver o antepassado de um certo mutante baixinho com garras, que Apocalipse tenta matar para impedir o surgimento de um de seus maiores inimigos, seguindo uma dica que recebe de Rama-Tut, ninguém menos que a versão mais jovem de Kang.

Como é um prelúdio para o novo arco, a história não envolve os demais Vingadores, mas apenas a versão jovem de Thor (a mesma que está aparecendo nas histórias de Jason Aaron na série Thor – God of Thunder). Porém, a julgar pelo pouco que é visto aqui, parece que Kang ainda vai provocar muita bagunça na linha temporal do Universo Marvel, fortalecendo ainda mais uma teoria que surgiu semana passada sobre o próximo grande evento que a Marvel pode estar preparando (mais detalhes logo abaixo no review de Thor – God of Thunder #7).

Thor contra os Cavaleiros do Apocalipse

Thor contra os Cavaleiros do Apocalipse

Eu, que sempre gostei do vilão Apocalipse, dos X-Men e dos Vingadores, não poderia estar mais empolgado pra conferir essa mistura que Remender está fazendo com muito cuidado, e o melhor, trazendo elementos de sua passagem por Uncanny X-Force, o que aumenta ainda mais as expectativas (e se você ainda não leu as histórias dele na fase pré-Marvel Now daquele título, sugiro que corra atrás delas, pois acredito que serão importantes pra entender melhor o que virá a seguir).

Secret Avengers 03-000Secret Avengers #3

Roteiro de Nick Spencer
Desenhos de Luke Ross
Cores de Matthew Wilson

Depois de introduzir uma trama intrigante na edição 2, nesta Nick Spencer tira um tempo pra  ficar mais à vontade com os personagens. Para isto ele cria algumas cenas de interações mais “leves” entre eles antes de retomar a trama central, que vem armando um confronto entre os Vingadores Secretos e a I.M.A.. Gosto da maneira como ele escreve as falas do Gavião Arqueiro, com o humor muito afiado e ótimas tiradas.

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Além disto, Spencer continua dando destaque para Nick Fury Jr. e o Agente Coulson. O primeiro é protagonista de metade desta edição, enquanto o segundo parte em missão com os Vingadores até uma base destruída da I.M.A., onde encontram uma antiga aliada que aumenta o número de mistérios em torno dos objetivos reais da organização.

O restante da edição posiciona mais peças para o futuro conflito entre os Vingadores e a I.M.A., com a organização criminosa se apossando de uma arma que pode gerar o caos num cenário internacional, dependendo de como for usada, que parece ser o objetivo do Dr. Andrew Forson.

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Nick Spencer está transformando este título num correspondente quadrinhístico de séries como 24 horas e Homeland, nas quais delicados conluios políticos internacionais preventivos se misturam com ação, suspense e, no caso de Secret Avengers, toques de ficção científica e super-poderes. O cenário que vem montando promete histórias inteligentes e bem arquitetadas. Bom sinal.

Thor - God of Thunder 007-000Thor: God of Thunder #7

Roteiro de Jason Aaron
Desenhos de Esad Ribic
Cores de Ive Svorcina

Semana passada o site Newsrama publicou uma teoria baseada no que vem ocorrendo em alguns dos principais títulos da Marvel Now,  que aponta para a “coincidência” de que vários deles estão trabalhando com tramas envolvendo viagens no tempo, o que, segundo o autor, pode ser uma preparação dos arquitetos da editora para o próximo grande conflito ideológico do universo ficcional da editora, no mesmo estilo da aclamada Guerra Civil, que poderá estourar no(s) próximo(s) ano(s).

Vejamos: temos a saga Age of Ultron, onde no final da edição que saiu esta semana vemos duas equipes de Vingadores viajando para pontos diferentes do tempo, uma para o futuro e outra para o passado. Já em Uncanny Avengers, Kang, o Conquistador, vilão conhecido por ser um viajante no tempo, começou a mexer no passado do Universo Marvel na edição que saiu esta semana. Enquanto isto, a série All-New X-Men começou com o Fera trazendo os X-Men originais do passado para o presente. Daí chegamos a Thor – God of Thunder, onde o herói está perseguindo um assassino de deuses através do tempo, o que até o momento o levou para o futuro, onde conheceu sua versão idosa. Pode ser que haja mesmo algum plano maior por trás de todas essas viagens no tempo, que também incluem a série Fantastic Four (onde o Quarteto vem fazendo várias incursões por diversos pontos do tempo) e FF (com um Tocha Humana do futuro vindo para o presente). Por tudo isto recomendo a leitura do artigo do Newsrama, que você pode acessar aqui. Portanto, vale a pena ficar de olho em todos os títulos citados, pois eles podem trazer pistas sobre esse possível evento que os ligará em algum momento, até porque todos são escritos por autores promovidos a arquitetos do Universo Marvel.

Mas falemos deste número de God of Thunder, que marca o início do segundo arco de histórias de Jason Aaron: Godbomb! Após encararem juntos as hordas de Berserkers Negros de Gorr na edição 5, os Thors do presente e do futuro começam a se preparar para uma ofensiva contra o mundo do Carniceiro de Deuses, o que abre espaço para o autor brincar um pouco com a dinâmica peculiar das duas versões do herói, algo que ele faz muito bem.

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Aaron é um autor que gosta de tirar sarro de algumas situações recorrentes em quadrinhos de super-heróis, por isto ele não perde a chance de zuar um pouco com as complicações envolvendo viagens no tempo. Os diálogos entre a versão do presente e do futuro de Thor estão entre as passagens mais divertidas desta edição, que abre mão da ação para desenvolver um pouco mais o Thor idoso, além de criar mais complicações para a trama.

Uma das complicações é o sequestro do jovem Thor por Gorr, que o leva para o futuro para servir-lhe como escravo. A idéia é tão boa e ousada quanto a parceria dos Thors do presente e do futuro, tornando este novo arco mais urgente, imprevisível e empolgante. E na cena em que o jovem Thor chega ao Mundo Negro de Gorr, dá pra ver que as sombras ao redor são extensões do Carniceiro de Deuses, sugerindo que agora ele está tão poderoso que é capaz de controlar um ambiente inteiro. Isto aumenta as expectativas pelo futuro confronto entre ele e os Thors.

Outra caraterística de Aaron, que faz do autor um dos fortes candidatos a “sucessor” de Grant Morrison, é seu gosto por jogar diversas idéias instigantes num só quadrinho ou fala, mesmo que ele não vá desenvolvê-las, só pelo prazer de provocar a imaginação do leitor, e gerar possibilidades para ramificações futuras. Ele faz isto através de uma única fala do velho Thor, deixando o leitor curioso pra saber quais daquelas “sementes” germinarão durante sua passagem pelo título do Deus do Trovão.

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Neste número Aaron revisita vários dos lugares que introduziu no primeiro arco para reforçar a amplitude da narrativa que está construindo, algo que ele também faz através dos diálogos entre os deuses, como o que ocorre nas páginas finais entre o Bibliotecário dos Deuses e o Deus da Vigília, que culmina na revelação da identidade do deus que Thor salvou da caverna onde enfrentou Gorr pela primeira vez na edição 3. Além disto, retirar deuses de vários tempos diferentes, escravizá-los, e forçá-los a construírem sua própria ruína no futuro é o tipo de idéia que mostra o quanto o autor está disposto a mostrar quão extraordinária uma série protagonizada por um deus pode e deve ser.

E Esad Ribic não desaponta na tarefa de dar vida às idéias pretensiosas de Aaron, caprichando nos detalhes de cenários imponentes e estonteantes como Hlidskjalf, a Cidade Onipotente e o da cena final, que parece uma sutil referência a Star Wars. E seu traço fica ainda mais impressionante com as cores atmosféricas de Ive Svorcina.

Uncanny X-Men v3 004-000Uncanny X-Men #4

Roteiro de Brian Michael Bendis
Desenhos e cores de Chris Bachalo
Arte-final de Tim Townsend, Jaime Mendoza, Al Vey e Victor Olazaba

Emma Frost aproveita a visita de Ciclope e seus X-Men à Escola Jean Grey, vista em detalhes em All-New X-Men #10, pra botar o papo em dia com suas ex-pupilas, as Irmãs Stepford. As garotas não recebem a professora muito bem no início, mas logo abaixam a guarda quando descobrem que os poderes de Emma estão quebrados, e que o responsável foi o Ciclope.

De novidades reais para a trama, que deu uma “esfriada” nesta edição, só a revelação final sobre qual foi o membro dos X-Men originais que escolheu debandar para a Escola Xavier, o que eu particularmente achei que acabou com todo o impacto do gancho deixado por Brian Bendis no final de All-New X-Men #10, mas ele deve saber o que está fazendo.

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Ah sim!, também teve os poderes da Illyana, que finalmente resolveram dar pau, e tudo indica que causará problemas para a equipe, pois de cara ela some de repente, e traz sem querer um pedaço do Inferno (!) com ela, deixando os novos alunos assustados.

E por falar neles, com a ausência dos professores, os novos mutantes ganham umas páginas para que os leitores convivam e simpatizem um pouco mais com eles, o que Bendis consegue com a facilidade usual, criando bons diálogos, interações e situações divertidas para descontrair.

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Resumindo, edição lenta, porém, de leitura agradável, graças, em parte, aos desenhos competentes de Chis Bachalo, que tirará umas férias do título nos próximos números, passando a bola para Frazer Irving, cujo trabalho eu particularmente aprecio muito. As coisas prometem, literalmente, esquentar na próxima edição.

Wolverine-v5-002-(2013)-(Digital)-(Nahga-Empire)-01Wolverine #2

Roteiros de Paul Cornell
Desenhos de Alan Davis
Arte-final de Mark Farmer
Cores de Matt Hollingsworth

Ainda não deu pra entender aonde Paul Cornell quer chegar com sua história. Pode ser cedo demais pra tirar qualquer conclusão, mas achei esta segunda edição mais confusa do que a primeira. A cena inicial não tem relevância para o resto da história, sendo provavelmente um daqueles momentos que só farão sentido nas próximas edições. Outra coisa que parece que só fará sentido futuramente são as falas enigmáticas do garotinho dominado pela arma, que segundo o olfato de Wolverine faz as pessoas cheirarem a doença.

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Uma das pistas do que pode ser o objetivo do artefato alienígena é aquilo que uma de suas rajadas provoca no herói: seu corpo passa a produzir tumores, que logo são eliminados por seu fator de cura. Se na primeira edição ficou bem evidente que a arma estava testando seu poder mutante, nesta ela parece que quer entendê-lo mais a fundo, tanto é que uma de suas balas fica alojada em seu ombro esquerdo, detalhe que é mencionado mais algumas vezes durante a história.

Rola na internet o boato de que a Marvel está planejando matar o Wolverine em 2014, e que a alta cúpula da editora já se reuniu para pensar num meio de desativar seu fator de cura. Pode ser que os acontecimentos deste título marquem o início desse plano de anular a “imortalidade” do baixinho.

Até que Paul Cornell comece a dar um pouco mais de informações que dêem sentido a sua história continuo achando o título confuso e, até o momento, um teste para a paciência do leitor. Ainda não me conquistou, mas darei uma chance às próximas edições, até porque Alan Davis faz compensar a leitura.

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Roteiro de Matt Fraction
Desenhos de Mark Bagley
Arte-final de Mark Farmer
Cores de Paul Mounts

Neste número Matt Fraction resolveu mudar um pouco o foco das histórias, dando um tempo para os problemas familiares do Quarteto, e jogando a equipe numa situação que faz mais jus ao adjetivo “fantástico” do título.

A história abre no fim do universo, quando um criminoso não identificado, responsável por milhares de mortes, é condenado a uma justiça poética literal: por ser o último assassino em massa condenado antes do fim da Criação, ele será enviado de volta no tempo para tornar-se o primeiro ser vivo a morrer no exato instante em que o Cosmos nascer, expandindo em toda a sua glória ardente. Início digno de uma história memorável do Quarteto Fantástico.

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Em seguida acompanhamos a apresentação de um trabalho de Franklin Valéria Richards sobre o Big Bang, que também merece ser compartilhada:

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Isto prepara o Quarteto e o leitor para o que vem a seguir: uma viagem até o dia da criação do Universo para as crianças acompanharem o maior evento de todos os tempos “ao vivo”. Claro que isto bota a equipe em rota de colisão com o criminoso do início da história, que é resgatado pela equipe porque um terço do Quarteto fica com dó de ver o sujeito lá, abandonado, perto de ser incinerado diante da iminente expansão do Cosmos. Achei este o único ponto negativo da história. Afinal, a equipe já tem experiência o suficiente pra conhecer os riscos de intervir numa situação como esta, ainda mais no ambiente delicado onde se encontram. E o pior, acompanhados de crianças!

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Mas a claustrofóbica e tensa luta do Quarteto com o criminoso dentro da nave compensa este pequeno deslize do autor. Com o veículo cronoestelar próximo de um onde/quando em que tudo explodirá a qualquer momento, Fraction tem uma das maiores e mais urgentes situações-limite imagináveis para escrever a edição mais frenética desde sua estréia no título.

A reunião de família que se transforma num brainstorm quando tudo está prestes a se despedaçar, a fim de encontrarem uma solução para o baita problema que têm em mãos, é outra ótima sacada. Se um dos objetivos de Reed Richards ao propôr essa viagem de “férias” para sua família era educar seus filhos, e, de certa forma, prepará-los para continuarem a “tradição” do Quarteto, ele não poderia encontrar situação melhor para ensiná-los a “pensar fora da caixa”. A consequência disto será revelada na próxima edição, desde já muito aguardada por mim.

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Mas antes do quebra-pau descobrimos que outro membro do Quarteto já começou a sofrer efeitos colaterais da mesma deterioração molecular que está ameaçando a saúde de Reed: o Coisa. O interessante é como isto começa a dar mais sentido a seu comportamento nas edições anteriores. E é curioso também que o efeito da tal “doença”, que deve se espalhar pelo Quarteto nos próximos números, é diferente em cada membro. Isto aumenta nossa curiosidade sobre como será quando a Mulher Invisível e o Tocha Humana começarem a manifestar o mesmo problema. E também levanta a dúvida se Franklin e Valéria serão afetados de alguma forma.

Semana que vem: Nova #3, Savage Wolverine #4, Captain America #6, Cable and X-Force #7 e Superior Spider-Man #8.