[QUADRINHOS] Marvel NOW! – Avengers #10, New Avengers #5, Uncanny Avengers #7, Young Avengers #4, FF #6, Fantastic Four #7 e Guardians of the Galaxy #2

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Mais um Local de Origem entra em atividade em Avengers #10; a origem de Black Swan em New Avengers #5; surgem os temíveis Gêmeos do Apocalipse em Uncanny Avengers #7; Marvel Boy dá uma aula de como ser formidável em Young Avengers #4; Darla Deering versus a Gangue da Rua Yancy em FF #6; o Quarteto Fantástico no fim do universo em Fantastic Four #7; e os Guardiões da Galáxia enfrentam os Badoons nos céus de Londres em Guardians of the Galaxy #2.

Saiba mais sobre tudo isto nos reviews abaixo, que contém SPOILERS das edições analisadas.

Avengers v5 010-000Avengers #10

Roteiro de Jonathan Hickman
Desenhos de Mike Deodato
Cores de Frank Martin

Depois de perderem contato com a Tropa Ômega, que estava em missão em um dos locais atingidos pelas Bombas de Origem de Ex Nihilo, o Departamento H é forçado a fazer uma parceria com a S.H.I.E.L.D. e os Vingadores para resgatar a única sobrevivente da equipe de super-heróis canadenses.

Um detalhe curioso que descobrimos nesta edição é que passou apenas um mês desde que as bombas de Ex Nihilo atingiram a Terra em Avengers #1. O local onde os Vingadores se infiltram neste número foi associado na edição 9 à capacidade de evolução da vida. Nele os organismos parecem evoluir com maior rapidez. E pela natureza da experiência vivida pela equipe, parte desta aceleração evolutiva está relacionada à capacidade do tempo expandir-se no interior da redoma que se formou ao redor dele. Cada membro da equipe tem o corpo acelerado através do tempo, enquanto a mente permanece ancorada no presente (a Esmagadora parece ser a única exceção, pois vemos ela contracenando com mais dois portadores de sua patente, sendo o que vemos à esquerda seu antecessor). Mas isto é suposição minha.

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A história mostra um novo sistema sendo ativado, e entrando na complexa rede que Jonathan Hickman vem formando entre os vários já apresentados por ele nas edições anteriores. Claro que o autor novamente deixa perguntas no ar, sendo esta a que julgo mais importante: Para onde Regina foi após abandonar os Vingadores num deserto?

Falando sobre a narrativa da trama, Hickman continua demonstrando o domínio pleno das técnicas empregadas, escolhendo a forma, a ordem e o ritmo mais adequados para entregar ao leitor novas informações. O econômico relato da última missão da Tropa Ômega é um bom exemplo: ao mesmo tempo que distancia o leitor através de descrições sucintas, as cenas provocam horror quando o texto é contraposto às imagens, que mostram algo bem pior do que o relatado pelas palavras.

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A trama desta edição é a mais cheia de mistérios, e até o momento a mais complexa já escrita por Jonathan Hickman para o título (tive que reler umas três vezes a explicação sobre as gravações dos implantes oculares do Agente Michaud pra entender o que aconteceu ali). A impressão que a história passa ao leitor no final é a de ter acabado de ler uma “matrioshka narrativa”, cheia de segredos escondidos uns dentro de outros, com cada nível sendo representado pelas organizações, equipes e indivíduos envolvidos.

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E não dá pra encerrar este review sem falar do excepcional trabalho de Mike Deodato, um artista que vem surpreendendo pela evolução de seu traço e técnicas usadas para controlar o ritmo da ação e o impacto dramático e físico dos acontecimentos. A expressão corporal dos personagens, a anatomia cuidadosa, os cenários fotorrealísticos que tornam tudo mais crível e assombroso, ganham ainda mais vida graças ao excelente trabalho de colorização de Frank Martin. Sem dúvida uma das melhores parcerias artísticas da carreira do desenhista brasileiro.

New Avengers v3 005-000New Avengers #5

Roteiro de Jonathan Hickman
Desenhos de Steve Epting
Arte-final de Rick Magyar e Steve Epting
Cores de Frank D’Armata

Sem tempo para pensarem numa solução que impeça duas Terras e dois universos de se tornarem sacrifícios para o Rabum Alal, o Grande Destruidor, os Illuminati se vêem forçados a permitir que Galactus mate sua fome com uma Terra paralela, não sem antes subjugar Terrax, e torná-lo seu prisioneiro na Necrópolis de Wakanda (o que rende uma ótima sequência de ação de cinco páginas “silenciosas” em que Steve Epting põe à prova todo o seu talento de narrador visual). Com a urgência da situação crescendo na mesma proporção que as opções diminuem, o grupo apela para experiência de sua outra prisioneira, Black Swan, que finalmente revela sua história, e como foi seu primeiro contato com esta crise do Multiverso.

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Terrax e Abraham Lincoln: Coincidência ou intencional?

Black Swan, claro, sente que é a dona do pedaço, o que é algo delicioso de se ler pela forma como Jonathan Hickman escreve suas falas. Vem muito fácil na cabeça sua voz imponente com sotaque exótico e sexy (a imagino com a voz e o sotaque da Carla Gugino em Sucker Punch). E novamente me vejo na obrigação de elogiar o trabalho do autor na hora de escrever os diálogos desta série, que conseguem não apenas tirar proveito das personalidades de cada um, mas tornar o leitor cada vez mais interessado na magnitude das questões discutidas pelos personagens. Ele usa muito bem o poder da sugestão e a imaginação do leitor, no lugar de expôr visualmente todos os conceitos mencionados.

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O destaque deste número é o trecho em que Black Swan conta sua origem, que já abre brilhantemente com Hickman fazendo uma auto-referência invertida e brincando com a abertura de Avengers #1:

E o autor continua investindo em idéias conceitualmente fascinantes, como a Biblioteca de Mundos, um ponto de acesso ao Multiverso. É tão bem pensada que ainda serve de metáfora a qualquer forma de arte que serve como “portal” para transportar a mente do leitor/espectador aos mundos que descreve/exibe em sua superfície.

Vale mencionar também o mistério introduzido num dos flashforwards de New Avengers #2 que é, em parte, desvendado neste número. Lá vimos Raio Negro enfrentando figuras misteriosas usando capacetes com um olho e quatro chifres. Aqui descobrimos que eles são os Black Priests (Padres Negros, em tradução livre),  responsáveis por destruir o mundo natal de Black Swan.

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Também merece atenção a aparência das Grandes Damas que criaram Black Swan após perder seu mundo natal:

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A do centro é muito parecida com a Rapina, irmã de Lilandra Neramani, ex-Imperatriz do Império Sh’iar (morta na saga Guerra dos Reis); a da direita parece Emma Frost; e a da esquerda uma versão feminina do Cthulhu (não sei dizer se é alguma raça obscura do Universo Marvel).

No final Black Swan revela que conhece alguns truques para evitar as Incursões. Um deles é evacuar o planeta e destruí-lo antes que a próxima ocorra, que é logo descartado pelos Illuminati por razões óbvias. Os outros, suponho, serão assunto para as próximas edições, em que tudo promete piorar ainda mais.

Uncanny Avengers 007-000Uncanny Avengers #7

Roteiro de Rick Remender
Arte de Daniel Acuña

Uma das melhores contribuições de Rick Remenber para a mitologia do vilão Apocalipse é a versão que ele criou dos Quatro Cavaleiros na Saga do Anjo Negro, em Uncanny X-Force volume 1 (e como esta já é a terceira vez que cito a história num dos meus reviews, considere-a uma leitura obrigatória caso não tenha lido, e esteja curtindo Uncanny Avengers tanto quanto eu). Só de olhar pra eles já dá pra ver que os caras são fodões. Portanto, uma HQ que já começa com eles no espaço invocando um deus cósmico automaticamente ganha alguns pontos a seu favor. E quando vemos personagens poderosos como eles se dando mal, é sinal de que a seriedade do problema atingiu níveis alarmantes. Mas volto a falar disto daqui a pouco. Antes preciso comentar sobre isto:

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Remenber mexendo com os Celestiais é o tipo de idéia excitante, especialmente contando com os desenhos de Daniel Acuña, que deixa a presença da entidade cósmica ainda mais impressionante. O cara não está nem um pouco afim de se conter na hora de escolher o nível das ameaças que seus Vingadores enfrentarão.

A comunicação do Celestial é um detalhe que merece ser observado com mais atenção. O autor implica que eles não se comunicam por palavras ou telepatia, mas por intermédio de formas de vida geradas espontaneamente, como o ser que entrega a Semente da Morte para Genocídio (isto é sugerido pelo fato da criatura sair de uma abertura que pode ser interpretada como a boca do gigante cósmico), provavelmente criado naquele exato instante a partir da imensurável quantidade energia que forma o corpo do Celestial (reparem no todo da cabeça dele, onde temos um vislumbre de sua verdadeira forma: uma fornalha de energia pura borbulhante).

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Em seguida surgem os primeiros frutos das manipulações temporais de Kang, que começamos a acompanhar nas edições 5 e 6: Uriel e Eimin, os Gêmeos do Apocalipse retornam já adultos, depois de serem sequestrados em Uncanny Avengers #5, pra tocarem o terror nos Cavaleiros do Apocalipse, e o primeiro golpe não poderia ser mais atemorizante:

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Uriel é um cronomante, capaz de manipular o tempo criando “bolsos de tempo acelerado” para dispersar ataques contra ele, enquanto Eimin gera bolhas de ácido que queimam através do tempo, mergulhando suas vítimas numa agonia eterna. Fraquinhos, né?

O restante da edição é basicamente Acuña caprichando nos figurinos, cortes de cabelo, e expressões faciais e corporais de todos os membros dos Vingadores (adoro a cara de “puta que pariu!, pensei que eu tinha me livrado dessa encrenca depois de tanto tempo!” do Thor, quando descobre que fim levou seu machado), enquanto Remenber explora mais um pouco das personalidades conflituosas de seus integrantes. Destaque pra a Vespa claramente querendo dar pro Destrutor:

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Ah, Vespa! Deixa o Hank saber disto!

Uncanny Avengers está ficando mais empolgante a cada edição, e Remenber tem tantos elementos e personagens bacanas reunidos, que é difícil não esperar menos do que uma grande saga vindo por aí.

Young Avengers v2 004-000Young Avengers #4

Roteiro de Kieron Gillen
Desenhos de Jamie McKelvie
Arte-final de Mike Norton
Cores de Matthew Wilson

Antes de falar da edição, preciso novamente elogiar as cada vez melhores e mais engraçadas recapitulações em forma de comentários do Yamblr (=Young Avengers Tumbler, sacaram? ;D). Destaque para as hashtags e os nicknames dos usuários, que sempre fazem menção a personagens que apareceram na edição anterior. Provavelmente será uma das maiores perdas nas edições encadernadas do título. Quem for acompanhar pela Panini aqui no Brasil pode começar a torcer pra editora preservar essas pérolas.

Com uma edição tão legal, formidável e transbordante de energia juvenil, ficou difícil escolher sobre o que falar, então vou começar compartilhando com vocês a página mais bacana da semana:

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Os diálogos continuam ótimos, assim como as referências pop adaptadas ao mundo dos super-heróis, e o tom é perfeito pra sintonizar-se com leitores mais jovens.

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Loki plantando a semente da intriga ao sugerir que Hulkling e Wiccano se conheceram graças aos poderes de manipulação da realidade do segundo é um ótimo plot a ser desenvolvido pela série. Isto torna o garoto uma potencial “Feiticeira Escarlate 2”, capaz de pôr em riscos seus colegas de equipe, e todos os heróis da Terra, caso perca o controle de seus poderes. Não creio que Gillen irá por este caminho tão cedo, mas é algo que ele pode guardar para uma história maior no futuro.

E como é prazeroso ler uma história em que dá pra sentir que o autor está mais descontraído do que nunca! Young Avengers vem se tornando tão divertida quanto FF do Matt Fraction (que pra minha felicidade também teve edição nova publicada esta semana, o que a torna uma das melhores semanas de lançamentos deste mês de abril).

Resumindo: humor de primeira, caracterizações cativantes, cenas de ação empolgantes e diagramação cheia de dinamismo. Um dos melhores títulos atuais da Marvel. Leitura obrigatória pra quem curte entretenimento de excelente qualidade. Sigam o  conselho do Marvel Boy:

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FF_6_TheGroup-000FF #6

Roteiro de Matt Fraction
Desenhos de Joe Quimones
Cores de Laura Allred

E já que mencionei FF no review daí de cima, vamos a ela!

Este número não conta com os desenhos de Michael Allred, mas felizmente nem dá pra sentir falta dele, pois Joe Quimones fez um ótimo trabalho mantendo seu traço próximo ao do estilo de seu antecessor, caprichando nas sutilezas de interpretação e no bom humor das pequenas situações que ocorrem ao longo da edição. Um exemplo disto são as três primeiras páginas, que captam com uma economia exemplar rápidas passagens do cotidiano do Edifício Baxter enquanto o Homem-Dragão procura Bentley-23 (que desapareceu no final da última edição:

Outras provas da genialidade de Matt Fraction ao explorar as excentricidades das vidas de seus personagens:

  • Os D.O.O.M.H.E.R.B.I.E.s lutando contra sua reprogramação (eles fazendo isto usando capinhas de Doutor Destino é hilário!)
  • Um dos molóides se revelando um travesti.
  • A parceria entre o repórter fotográfico que vem sacaneando o novo Quarteto Fantástico e a Gangue da Rua Yancy.
  • A revelação de que o cabelo da Medusa continua se movendo depois que cai!
  • O Homem-Formiga tendo flashbacks de seu pesadelo durante a história, ao mesmo tempo que tenta se impôr como líder, o que, longe de ser trágico, é muito engraçado, e mais tarde enfrentando a Gangue da Rua Yancy, o grande momento do personagem.

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Agora imaginem uma série de animação baseada nesta HQ para o Adult Swim! Quem não gostaria de ver isto? Fica a dica, Marvel!!

FantasticFour_7_TheGroup-000Fantastic Four #7

Roteiro de Matt Fraction
Desenhos de Mark Bagley
Arte-final de Andrew Hennessey
Cores de Paul Mounts

O que FF tem de divertido e descontraído, Fantastic Four tem de levemente melancólico e intimista, mesmo contando com momentos divertidos, e algumas idéias mirabolantes, ela passa longe do frenesi de sua “série irmã”. Dito isto, com esta e a edição anterior, Matt Fraction criou o que dá pra ser definido como o primeiro arco da série até o momento. Se nos cinco primeiros números tivemos histórias mais auto-contidas, neste a trama é consequência direta do anterior. E o mais importante, o autor criou uma estrutura muito bem bolada entre os dois capítulos. Na capa da edição anterior tínhamos uma brancura cegante envolvendo o Quarteto Fantástico, enquanto nesta vemos a equipe sendo engolida pela escuridão. Lá os heróis estavam prestes a serem atingidos pela onda explosiva do Big Bang, enquanto aqui eles estão à beira do Big Crunch. Do início ao fim dos tempos em duas edições! O equilíbrio que ele criou entre as elas é ótimo!

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No fim do universo, o Quarteto encontra uma estação que está lá com o único propósito de testemunhar as últimas convulsões do Cosmos. Não sei se foi intencional, mas todos os habitantes da estação usam capas que lembram uma versão mais colorida e alienígena do vestuário dos patrulheiros da Patrulha da Noite, que protegem a Grande Muralha na série Game of Thrones. E o fato de terem feito um voto de não ter filhos, nem saírem do lugar até o Big Crunch, lembra um pouco o voto dos patrulheiros, que se comprometeram a jamais sair da muralha até sua morte. Ou pode ser que eu esteja apenas sob forte influência da 3ª temporada da série da HBO.

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Patrulheiros da Noite Final?

Outro detalhe que desperta atenção é a forma como Blastaar tornou-se prisioneiro da estação do fim dos tempos: ele viajou no tempo pra chegar até lá. Na próxima edição de FF ele será um dos inimigos que Novo Quarteto Fantástico enfrentará. Talvez sua situação aqui seja uma consequência da luta que veremos lá, criando a primeira ligação mais forte entre os dois títulos, que se tornaram mais independentes nas últimas edições.

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No final da edição o Sr. Fantástico diz que, para salvar suas vidas no passado, eles têm que salvar a de Blastaar neste futuro longínquo, impedindo-o de ser enviado até o Big Bang, a fim de evitar que a briga vista na edição anterior ocorresse e avariasse a nave do Quarteto, obrigando-os a usar os poderes de Franklin Richards para se lançarem até o fim dos tempos. Salvando Blastaar, a equipe deu um jeito de “multiplicar-se temporalmente”, gerando duas linhas temporais paralelas: esta em que eles estão agora, que é uma consequência da luta que tiveram com o vilão na edição anterior; e uma outra em que a equipe não lutou com Blastaar, porque ele jamais chegou até o Big Bang. Agora que eles construíram outra nave, foi criada a possibilidade do Quarteto usar a linha temporal atual para encontrar uma cura para sua doença, e voltar no tempo para entregá-la àquele outro Quarteto que ficou lá no Big Bang. Resta saber se Matt Fraction pretende explorar esta possibilidade. A cena em que o Tocha Humana pergunta à irmã sobre como esta ida deles para o fim do universo ocorrerá, se eles impediram o fato que causou sua partida do Big Bang, pode ser uma pista de que o autor está disposto a explorar as consequências deste paradoxo temporal que o Quarteto provocou.

Mas o que realmente importa é que o autor está começando a explorar mais as possibilidades narrativas e criativas que um título do Quarteto Fantástico permite. Que continue assim!

Guardians of the Galaxy v3 002-000Guardians of the Galaxy #2

Roteiro de Brian Michael Bendis
Desenhos de Steve McNiven e Sara Pichelli
Arte-final de John Dell, Mark Morales, Steve McNiven e Sara Pichelli
Cores de Justin Ponsor

Os Guardiões da Galáxia enfrentam os Badoons nos céus de Londres, enquanto descobrimos mais sobre o acordo intergaláctico que fez da Terra um planeta proibido para o resto do universo.

A batalha aérea dos Guardiões é bem intensa, e muito bem montada e coordenada, alternando de um membro para o outro com desenvoltura, jamais cansando o leitor. Uma das melhores sequências de ação já escritas por Brian Bendis, que transmite muito bem a urgência da situação através nos diálogos iniciais. Dá pra sentir a apreensão e a correria dos personagens para se posicionarem. E a idéia de bloquear as comunicações da área é uma ótima desculpa pros Guardiões serem os únicos super-heróis disponíveis no local.

Como até o momento pouco vimos de interações entre os Guardiões da Galáxia fora do campo de batalha, quem continua se destacando entre eles é o Rocket Raccoon, de longe o que mais se/nos diverte nas cenas de ação. Suas tiradas de humor negro não ficam nada atrás do sarcasmo do Homem de Ferro. E Bendis ainda realiza a proeza de transformar uma lasca de madeira em alívio cômico durante as cenas de batalha!

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O autor continua demonstrando sua inclinação para usar conclaves secretos de seres poderosos em suas histórias. Aqui ele revela mais detalhes sobre a reunião de embaixadores de impérios galácticos, citada por J’son de Spartax, pai do Senhor das Estrelas, na primeira edição.

Bendis faz um excelente trabalho de sintetização quando expõe os motivos que tornaram a Terra um perigo para o resto do universo. O planeta é um “caldeirão de irresponsabilidade”, segundo J’son, que cita desde a influência da raça alienígena Kree no surgimento de super-humanos no planeta, até os inúmeros abusos envolvendo viagens no tempo e o uso de magia pelos heróis e vilões da Terra. É o tipo de monólogo que dá gosto de ler pela forma como ele integra vários aspectos que compõe o universo fictício da editora, sem entrar em detalhes que obriguem o leitor a ter conhecimento prévio do que está sendo discutido.

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Destaca-se na reunião do Conselho Galáctico as citações a Thanos, seus planos para a Terra, e a Manopla do Infinito, que, vale lembrar, estava sob posse dos Illuminati, mas desapareceu em New Avengers #3, fato que pareceu ser provocado por algum tipo de manipulação externa. Estaria este conselho de alguma forma envolvido neste evento?

Fora isto, descobrimos que foi mesmo de caso pensado a idéia de tornar o planeta zona proibida para o resto do universo, o que provocou raças alienígenas pouco dispostas a seguir regras. Assim, indiretamente, eles podem eliminar a Terra da lista de ameaças à segurança cósmica. Além disto, no final da edição, a estratégia política de J’son também serve a seus propósitos de disciplinar seu filho.

Aos poucos a série já está começando a trilhar o caminho que a conduzirá ao evento Infinity, o que torna sua leitura tão importante quanto a das séries Avengers e New Avengers.

Outros lançamentos da semana cuja leitura eu recomendo:

Uncanny X-Men v3 005-000Uncanny X-Men #5

Roteiro de Brian Michael Bendis
Arte de Frazer Irving

Início do segundo arco, que se concentrará nas consequências do descontrole de Magia sobre seus poderes. Voltarei a escrever mais detalhadamente sobre a série quando o arco terminar na edição 7.

Avengers Arena #8Avengers Arena 008-000

Roteiro de Dennis Hopeless
Desenhos de Kev Walker

Início do arco “Game On”, que irá até a edição #12.  Ainda estou gostando muito da série. Volto a falar sobre ela quando o arco for concluído.

Journey Into Mystery 651-000Journey Into Mystery #651

Roteiro de Kathryn Immonen
Desenhos de Pepe Arraz

primeiro arco de Immonen no título foi bom o suficiente pra  manter meu interesse na série. Pra esta edição ela escreveu uma história fechada focada no divertido Volstagg e sua família.

Semana que vem: Thanos Rising #2, Iron Man #9, Superior Spider-Man #9 e All-New X-Men #11.

4 thoughts on “[QUADRINHOS] Marvel NOW! – Avengers #10, New Avengers #5, Uncanny Avengers #7, Young Avengers #4, FF #6, Fantastic Four #7 e Guardians of the Galaxy #2

  1. Cara, você deve mesmo ser MUITO nerd pra imaginar a voz da tal Black Swan, hehe…excelente o seu blog, parabéns!

    Cara parei de comprar gibis há uns três anos e estou retomando agora, estou um pouco confuso quanto à quais arcos/sagas/eventos Marvel (e DC, hehe) foram publicados aqui nesse período e qual a ordem da leitura. Poderia ajudar?

    • Tiago, no caso da Marvel, eu recomendaria que você começasse a ler a partir de Vingadores versus X-Men, que a Panini começou a publicar no Brasil em março. Ela foi feita tanto pra fechar a fase anterior da editora, como pra servir de ponto de partida pra quem ficou um tempo sem acompanhar o universo da editora, e tá afim de voltar agora. A fase atual não está exigindo que os leitores saiba o que rolou nos anos anteriores a Vingadores vs X-Men. Não foi um reboot, mas uma forma que a Marvel encontrou de evitar que os leitores ficassem perdidos com citações ao que veio antes. Claro que rola uma ou outra, mas nada que prejudique a leitura.

      Já no caso da DC depende muito de quais heróis você gosta. O universo da editora passou por um reboot no final de 2011, que passou a ser publicado por aqui ano passado. Até agora saíram 11 edições de todos os títulos relançados, que dá pra você encontrar fácil em comic shops online, como a Comix, a Commerciu e a Liga HQ (busque no Google estas, que são um bom começo pra sua busca), o mesmo valendo pras HQs da Marvel.

      • Vingadores vs. X-Men JÁ está saindo no Brasil? Achei que fosse demorar mais de um ano ainda…quando eu parei de ler, o “Reinado Sombrio” estava começando a ser publicado aqui, já adquiri quase todas as edições publicadas até o fim de “O Cerco”, mas não sei se está faltando algo ainda. ..

        Além de “A Essência do Medo” houve algum outro “evento Marvel” no período de dois, três anos pra cá?

        Sobre o núcleo cósmico, após “Guerra dos Reis” (ou algo assim), houve mais alguma saga grande? Os Guardiões da Galáxia foram publicados por aqui? E o Nova, foram publicadas mais edições? “Thanos Imperative” foi publicada no Brasil já?

        Nossa, vou demorar anos pra atualizar tudo, e mais anos pra ler…ainda tem um monte de coisas da DC, que eu lia tudo que era publicado no Brasil, um monte de coisa da Vertigo, mangás, aff…fodeu kk

        Obrigado pela ajuda, novamente parabéns pelo blog, muito bom, valeu!

      • Então, neste post que eu linkei no comentário anterior tem um resumão das principais sagas que ocorreram na Marvel desde a Guerra Civil até Vingadores vs X-Men. Depois de A Essência do Medo vem ela.

        Quanto ao núcleo cósmico, eu devo confessar que não o acompanhava antes da fase atual. Mas, até onde eu sei, a Panini publicou quase todas estas que você citou, com exceção de Thanos Imperative. Não sei dizer se está nos planos da editora publicá-la em algum momento. Pode ser que ela dê um jeito, pois é a última aparição de Thanos antes da fase Marvel Now. Porém, como a fase atual da editora está trabalhando suas histórias e personagens sem forçar o leitor a entender profundamente o que veio antes, acredito que não fará tanta falta assim se não sair por aqui. Tanto é que, no caso de Thanos, está saindo a mini-série Thanos Rising, que está recontando a história do personagem, e ela deve abordar resumidamente os principais acontecimentos relacionados a ele. E ela vai desembocar na saga Infinity, que começa a sair em agosto por lá.

        E demorar pra se atualizar com o tá rolando nos dois universos é relativo. Ano passado eu me planejei, e peguei os finais de semana pra fazer umas maratonas de leitura da Marvel e da DC. Devo ter lido o correspondente a 2 anos de publicações de ambas. Esta é a parte bacana de ficar muito tempo sem ler, pois quando você começa já tem um punhado de HQs à sua espera. Daí fica por sua conta selecionar o material que mais te interessa, pois tem muita história descartável e de péssima qualidade. Se estiver sobrando um tempinho, eu recomendo.

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