[QUADRINHOS] Isolda – A Canção da Espada: curiosidades sobre a obra de Ton Gomes.

Há algum tempo eu tive o prazer de conversar, via mídias sociais, com Ton Gomes, idealizador e roteirista de Isolda – A Canção da Espada, um quadrinho nacional financiado no Catarse que deixaria Robert E. Howard orgulhoso de seu legado. E, aproveitando a oportunidade, fiz algumas perguntas sobre a obra ao Ton.

Sinopse: Isolda O Uivo Sangrento, é a líder de um clã do Norte. E com um punhado de poucos homens juramentados vão tentar destruir a fortaleza andoriana, povo que outrora a escravizou e usurpou suas terras.

Através de um plano audaciosa, marcharam para levar a vingança e seu aço para os andorianos.

Não existe uma maneira fácil, mas uma mulher com a coragem de um verdadeiro guerreiro é capaz de fazer isso. Está mulher é Isolda, O Uivo Sangrento, e esse é o momento decisivo para seu destino.

Sobre o universo da história, é um mundo de espada e feitiçaria, ou é nosso mundo em uma época remota?

Isolda se passa em um mundo de fantasia. Vamos lá! A Isolda é um dos personagens principais que compõem a trama do meu livro de fantasia, Grimdark (ainda não lançado). As histórias se passam no mundo de Cayburn. Nome esse em homenagem ao meu filho, Caio.

Baseado na sinopse que li, Isolda lidera um grupo de bárbaros que buscam vingança. Como é desenvolver uma personagem guerreira?

No caso da Isolda não é tão difícil, já que ela é a mulher mais cruel do norte, sendo a única mulher que lidera um clã. Mas é muito bom trabalhar com uma personagem guerreira Precisamos mais de mulheres protagonistas e fora do comum, veja bem. O que acontece muito nos materiais de fantasia medieval é que os seus autores, como desculpa para não pensar fora da caixa, muitos roteiristas acabam reproduzindo o que já está manjado. E quando questionados, falam “naquela época era assim”, o bom de escrever fantasia é fugir das amarras da realidade.

Quais são as suas inspirações para criar os personagens e a história?

Gosto muito de fantasia medieval e terror. Desde criança devoro Conan e aprendi inglês com The Legend of Zelda: A Link to the Past e diversos outros RPGs. Joguei muito RPG de mesa, mas durante um longo tempo não teve mais jogos, os amigos foram casando, tendo família e filhos, e as aventuras que antes eu escrevia, foram arquivadas. Muitos dos personagens, histórias e aventuras que eu tenho ainda para lançar já foram escritas há anos. Hoje eu as reviso e as preparo. Sobre os personagens, bem, muitos deles são inspirados em pessoas do meu cotidiano.

Quais suas metas futuras para o projeto?

Esse ano irei lançar o volume dois e o capítulo final de Isolda. O volume dois do meu primeiro quadrinho intitulado Breakdown. Se tudo der certo esse ano o livrão sai da gaveta e também será publicado, para as pessoas conheceram mais sobre a origem da Isolda e seu mundo. Também tenho um trabalho incrível que estou fazendo com o ilustrador Jeff Batista e equipe. Ainda não posso dizer mais detalhes, mas esse novo quadrinho se passa no Brasil e terá um pouco de seita demoníaca, políticos corruptos, nazistas e muuuita ação. Logo estará disponível no Catarse!