[QUADRINHOS] Guardians of the Galaxy #1, Uncanny X-Force #3, Uncanny Avengers #5, Young Avengers #3, FF #5 e Journey Into Mystery #650

marvel_now_logo20Os destaques da semana são a estréia oficial da série Guardians of the Galaxy e Uncanny Avengers #5, onde Rick Remender começa a preparar o terreno para uma possível saga entre a sua e pelo menos outras duas séries relacionadas aos Vingadores e aos X-Men. Descubra quais são elas.

E também confiram os comentários e análises sobre Uncanny X-Force #3, Young Avengers #3, FF #5 e Journey Into Mystery #650.

Todos os textos contém SPOILERS das edições comentadas. 

Guardians of the Galaxy v3 001-000Guardians of the Galaxy #1

Roteiros de Brian Michael Bendis
Desenhos de Steve McNiven
Arte-final de John Dell
Cores de Justin Ponsor

E finalmente chegou a hora da estréia oficial do novo título dos Guardiões da Galáxia. Depois da edição 0.1, que contou a origem de Peter Quill, o Senhor das Estrelas, e sua treta com o Rei J’son, seu pai, nesta edição Brian Bendis não perde tempo e bota pai e filho frente a frente num bate-boca que envolve a segurança da Terra no meio da “tapeçaria cósmica” da qual faz parte.

A discussão entre Peter e o Rei de Spartax é por conta de uma reunião recente entre diversos representantes de impérios galácticos, que resolveram proibir qualquer incursão à Terra. Peter é perspicaz o bastante pra sacar que isto teria o efeito contrário, e transformaria o nosso planeta num alvo, e que a declaração do Conselho de Impérios Galácticos seria encarada como um desafio pelas raças alienígenas que cospem em qualquer coisa vinda daqueles “imperialistas alienígenas malditos que se acham os donos do universo”.

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Este ponto também levanta uma questão pertinente, que é: qual exatamente é a ligação, se é que há alguma, entre esta reunião do Conselho de Impérios e a ameaça da qual aqueles aliens vistos em Avengers #5 estavam fugindo? Seria este o motivo por terem isolado a Terra: ver o circo pegar fogo do lado de fora?

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Neste primeiro número não dá pra deduzir muita coisa, pois Bendis se preocupou mais em mostrar os Guardiões salvando o traseiro do Homem de Ferro, que é pego de surpresa por um ataque de badoons. A sequência é bem frenética, e cumpre muito bem o propósito de mostrar a equipe em ações coordenadas, ensinar o básico sobre cada membro, e o quanto eles se importam uns com os outros, indicando para o leitor novato que já são uma equipe há algum tempo. Por enquanto nada de estabelecer motivações e se aprofundar na personalidade de cada um. Muitos tiros de laser, explosões, badoons decapitados, e um guaxinim falante empunhando armas maiores que seu corpo, se divertindo muito com tudo isto, e resgatando uma lasca que sobrou de seu parceiro planta humanóide para replantá-lo mais tarde (acho que deu pra saber quem se destaca mais nesta edição, certo?).

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Edição divertida e rápida de ler, com desenhos muito bons de Steve McNiven, que representa mais um bloco da, até aqui, bem sucedida revitalização dos quadrinhos cósmicos da Marvel.

Uncanny X-Force 003-000Uncanny X-Force #3

Roteiro de Sam Humphries
Desenhos de Ron Garney e Adrian Alphona
Arte-final de Scott Hanna e Christina Strain
Cores de Marte Gracia e Israel Gonzalez

Sam Humphries ainda vai ter que comer muito feijão com farofa pra chegar no nível de excelência de Rick Remender em sua passagem pela versão anterior de Uncanny X-Force. Apesar de fazer neste número um bom trabalho de apresentação dos personagens, através de flashbacks curtos de uma página ou mesmo de um quadrinho, a história que decidiu contar neste primeiro arco não vem despertando muito interesse: Bishop boladão em Los Angeles carregando a tiracolo uma menina mutante que ele pode ou não matar a qualquer momento, o que faz a X-Force correr contra o tempo pra impedi-lo de cometer uma besteira. Paralelo a isto, Fantomex e sua clone/amante TAMBÉM estão correndo contra o tempo (e sequestrando aviões pelo caminho) para chegar até Psylocke antes do Dark Fantomex, seu clone malvadão.

Talvez o autor julgue importante não envolver os heróis numa trama muito complicada logo de cara pra ter sua chance de fazer o leitor novato se habituar com cada um deles e conhecê-los melhor. Por isto neste primeiro arco ele parece mais preocupado em explicar melhor a relação entre Espiral e Ginny, e esclarecer os motivos que levaram a vilã a transformar a garotinha na fonte de seu negócio de drogas. É até plausível a explicação que ela dá ao Pigmeu, pois realmente o mercado de trabalho da Terra não é muito convidativo para supervilãs expulsas de outra dimensão com seis braços. Tudo isto ajuda na hora de convencer o leitor que ela não é tão má assim, e que pode até ser uma boa adição ao grupo (afinal, teleportadores são uma bela mão na roda pra qualquer equipe mutante sem muitos recursos).

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Daí vem a parte do Bishop possuído pelo espírito demônio de um urso do futuro (sim, você leu isto!). E por mais bizarra que a idéia soe, pelo menos rende uma luta bacaninha entre a X-Force e o “Hulk com Dreadlocks”, que termina com uma sequência surpresa muito bem desenhada por Adrian Alphona, pelo qual desde já eu torço para ser o desenhista da série, por razões que exporei no próximo parágrafo.

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Ron Garney está bem abaixo de sua média neste título. Não sei dizer se é mesmo por culpa dele, ou porque os arte-finalistas não acertaram ainda a mão na hora de cobrir seu lápis com nanquim. A verdade é que os desenhos do Garney funcionam melhor quando arte-finalizados com traços menos precisos e tão soltos quanto os que ele usa em suas artes. Ele não é o tipo de artista que capricha nos detalhes, e quando pega um arte-finalista que tira proveito desse dinamismo, sem salientar sua falta de capricho, funciona muito bem, como vocês podem constatar na arte abaixo (retirada de uma das edições que desenhou para a série Wolverine: Weapon X).

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Independente do Garney continuar ou não desenhando a série, fica a minha torcida pro Humphries incorporar um pouco mais daquele “extremismo saudável” das idéias trabalhadas por Remender no volume anterior de Uncanny X-Force, que funcionavam como grandes desafios para aquela versão da equipe, e eram um baita combustível para impulsionar seus relacionamentos e gerar conflitos entre personalidades tão contrastantes. O elenco que ele tem reunido possui tanto potencial quanto o da formação anterior, resta ao autor enxergá-lo e tirar proveito dele. Ainda há esperança.

Uncanny Avengers 005-000Uncanny Avengers #5

Roteiro de Rick Remenber
Desenhos de Olivier Coipel
Arte-final de Mark Morales
Cores de Laura Martin e Larry Molinar

Se tem uma coisa que Rick Remenber sabe fazer muito bem é deixar seus leitores ansiosos para descobrir como será o desenrolar das tramas que vai apresentando. Nesta edição ele puxa de sua fase como escritor de Uncanny X-Force personagens do melhor arco que escreveu para a série, a Saga do Anjo Negro, aumentando com isto as possibilidades de amarrar Uncanny Avengers com um bocado de outros títulos relacionados aos Vingadores e aos X-Men.

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Vejamos: primeiro ele volta a Akkaba, lar da versão mais recente dos Cavaleiros do Apocalipse, onde Pestilência dá à luz Uriel e Eimin, filhos do Arcanjo, quando este ainda era o cavaleiro Morte. Isto já garante a participação do Anjo na história, que atualmente vem integrando o elenco da série Wolverine and the X-Men. E não podemos esquecer que Cable também tem uma conexão passada muito forte com o vilão Apocalipse, o que também cria a deixa para a participação do título Cable and X-Force neste cenário que Remember já começou a armar nesta edição. E ainda tem a conexão entre Apocalipse e Rama-Tut, a versão passada de Kang, o Conquistador, que conheceu o vilão quando seus poderes se manifestaram pela primeira vez na época do Antigo Egito, e também estará envolvido na história, algo que é definido pelas primeiras páginas desta edição. Portanto, até agora temos a possibilidade de uma saga envolvendo pelo menos três títulos. Vale lembrar que Remenber é um dos escritores que a Marvel promoveu a arquiteto de seu universo editorial, e é quase certo que esta é sua primeira jogada para aumentar a coesão entre algumas das séries que (re)estrearam nesta nova fase da editora. Nada melhor do que usar alguns dos inimigos mais poderosos dos X-Men e dos Vingadores como uma forma de unir membros de ambas as equipes, e envolver outras na resolução desta crise em formação.

Mas, antes de entrar de cabeça nesta subtrama geradora de sagas multisséries, Remenber aproveita esta edição de respiro e preparação para criar uma história que é tradição dos Vingadores: a coletiva de imprensa para o anúncio de uma nova formação da equipe. A premissa é velha conhecida, mas bons escritores sempre usaram-na como um meio de expôr e testar o relacionamento entre os integrantes tirando proveito da ansiedade e antecipação do momento em que se reunirão diante das câmeras para serem publicamente julgados pelo resto do mundo.

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Apesar de ser uma história mais “parada”, o autor consegue entreter com momentos divertidos, como este acima, que ocorre logo após a chegada de Magnum e Vespa na mansão dos Vingadores. A ironia está no fato de que eles estão ali para encontrar formas de tornar essa recente integração entre membros dos X-Men e dos Vingadores menos tensa.

Aliás, outro ponto admirável no estilo de escrita de Remenber é a forma como ele vai entregando informações sobre o passado dos personagens sem recorrer a flashbacks expositivos. Por exemplo, na rápida conversa que acompanhamos entre o Magnum e a Vespa, pouco antes de chegarem à mansão, o leitor descobre um pouco mais sobre eles, sem sentir a necessidade de ler histórias anteriores pra entender mais sobre o que estão dizendo. E isto o autor repete ao longo de toda a edição, criando rápidos diálogos entre os membros para estabelecer backgrounds para os velhos/novos rostos que vão surgindo, como no encontro entre Wolverine e Solaris. Em poucas palavras e citações sutis, o autor mostra que os dois têm um passado em comum, estabelece a ligação que eles possuem com Apocalipse (pra quem não sabe, Wolverine também chegou a ser o cavaleiro Morte por um breve período) e cita rapidamente o recente e trágico episódio em que Logan se viu forçado a matar seu filho Daken. Tudo isto, novamente, sem forçar o leitor a ler dezenas de edições anteriores pra entender o cerne da conversa.

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O seguimento final da edição é dedicado ao discurso de apresentação da equipe, um trecho que vem gerando polêmica pelas palavras usadas por Alex Summers, o Destrutor. Depois de viver anos sob a sombra de Scott Summers, o Ciclope dos X-Men, Alex ganhou sua grande oportunidade de mostrar que é tão capaz quanto seu irmão de liderar uma equipe, e o mais importante, uma cujo objetivo é ensinar à humanidade que é possível a sonhada coexistência pacífica entre humanos e mutantes, tão defendida pelo falecido Professor Xavier. Portanto, Alex agora é um líder estratégico e político. O que culmina nesta cena:

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Numa análise mais cuidadosa do trecho é notável o quanto Alex se contradiz ao sugerir que as pessoas parem de usar a palavra “mutante” para referirem-se a membros de sua raça, e passem a chamá-los por seus verdadeiros nomes, suas identidades. Se a idéia de Alex é fazer com que o mundo enxergue os mutantes como indivíduos tão humanos e únicos como qualquer outro, por que tentar convencer o resto da humanidade que o melhor a fazer é ignorar este traço genético que os diferencia do restante? Se por um lado é louvável sua tentativa de fazer com que o mundo enxergue todas as raças, incluindo os mutantes, como uma só família de seres humanos, por outro é um tanto ingênuo da parte dele pedir que o mundo ignore características como cor de pele, tipo de cabelo, porte físico, orientação sexual, e super-poderes, todas elas tão definidoras do indivíduo quanto seu nome, sua criação e suas experiências.

Seja qual for a maneira como Remenber lidará com as questões e polêmicas levantadas por este trecho da edição, é importante que ele volte a abordá-las, pois faltou um pouco mais de clareza na posição que Alex pretende tomar de agora em diante. E levando em conta todo o engajamento atual de Ciclope como principal voz da Revolução Mutante, é quase certo que isto repercutirá de alguma forma no futuro. De repente um confronto verbal entre os irmãos, semelhante ao visto recentemente nas páginas de Uncanny X-Men #3 entre a equipe de Ciclope e a outra equipe de Vingadores liderada pelo Capitão América. O jeito é aguardar.

A luta final contra o Ceifador serve apenas para mostrar quão complicado será para esta equipe de Vingadores convencer o resto do mundo de que esta fusão com os X-Men foi uma boa escolha.

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E não posso encerrar este texto sem elogiar o excelente trabalho de Olivier Coipel nos desenhos. Seus traços finos, detalhados, e sempre atentos a sutilezas de caracterização, como Magnum voando com as mãos nos bolsos da calça, a roupa displicente de Vampira que reflete sua personalidade, e a Vespa com feições claramente baseadas na Audrey Hepburn; e suas diagramações elegantes de páginas, como esta acima, só tornam melhor esta edição, que cumpre com excelência a função de armar o cenário para futuros conflitos. Pena que somente este número será desenhado por ele. Felizmente na próxima começa o segundo arco da série, que será desenhado por Daniel Acuña, outro artista muito competente. Portanto, continuaremos bem servidos.

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Roteiro de Kieron Gillen
Desenhos de Jamie McKelvie
Arte-final de Mike Norton
Cores de Matthew Wilson

Miss América Chavez entra triunfal e oficialmente para os Jovens Vingadores num momento crucial em que a equipe finalmente entende a estratégia do parasita interdimensional que sequestrou os pais do Wiccano e os substituiu por construtos feitos da mesma massinha de modelar que constitui seu corpo: ele gera cópias dos pais dos garotos(a) que agem como educadores autoritários e intolerantes a qualquer sinal de personalidade e identidade.

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Mesmo com as ótimas e bem vindas cenas de ação estilosas feitas por Jamie McKelvie, e os diálogos espertos entre Wiccano, Hulking, Miss América e Loki num clube noturno, o que chama atenção, e torna a história mais rica em significados neste número, é mesmo a metáfora de ação super-heróica que Kieron Gillen vem criando desde a primeira edição para a velha disputa entre o que os pais esperam que seus filhos sejam, e o que/quem estes realmente são. É o velho conhecido e delicado jogo entre o meio em que convive e a essência do indivíduo pela definição de sua identidade, seus gostos, seu círculo social fora do familiar, e os objetivos que nortearão sua vida após tornar-se independente de seus pais, sejam eles adotivos ou genitores, reimaginado para um mundo habitado por adolescentes com superpoderes. Felizmente o autor sabe dosar a seriedade da discussão e evita trazê-la para o centro da história, apenas sugerindo sutilmente ao leitor uma segunda leitura do que está apresentando através dela.

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E as edições de Young Avengers merecem uma segunda leitura para captar nuances e saborear ainda mais pequenos momentos inseridos entre uma cena de ação e outra, e durante um diálogo bem escrito. Pequenas jóias como a rápida conversa inicial entre Volstagg e Heimdall; a piada com Game of Thrones; e outro momento de brilhantismo de McKelvie, quando ele copia a arte de um quadrinho anterior e o reutiliza logo depois com o acréscimo de apenas uma ruga no rosto dos personagens, que muda o significado de suas expressões faciais. Ele está se transformando numa versão menos histriônica e levemente “minimalista” de Kevin Maguire (mais conhecido como o desenhista da fase “comédia” da Liga da Justiça, escrita pela dupla Keith Giffen e J. M. DeMatteis).

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Por fim, é ótimo constatar que Gillen ainda não perdeu o jeito de escrever Loki, que continua sendo o personagem carismático de sua passagem pelo título Journey Into Mystery, ou, pra aproveitar a comparação que ele mesmo sugere na história, o Tyrion Lannister dos Jovens Vingadores. Como se já não tivéssemos motivos o bastante pra acompanhar este que já é um dos títulos mais divertidos da Marvel.

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Roteiro de Matt Fraction
Desenhos de Michael Allred
Cores de Laura Allred

Matt Fraction não facilita para quem escreve reviews de seu trabalho em FF. O autor continua irrepreensível na hora de criar várias cenas curtas que exaltam a estranheza e excentricidade do variado elenco que tem à sua disposição, e o faz passando a impressão de que ele vai simplesmente jogando suas idéias mais malucas nas páginas, sem pensar muito no que funciona ou não. Mas é só impressão porque todas funcionam muito bem, algumas brilhantemente.

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E mais uma vez é preciso elogiar o trabalho de Michael Allred nos desenhos, que continua sendo o melhor artista possível para o título. Ele sabe como poucos transmitir através de seus traços aqueles silêncios constrangedores, a mescla de trágico e ridículo que os roteiros de Fraction pedem, e o timing exigido pelas cenas de humor. A crise de culpa e baixa autoestima do Homem-Formiga; o momento em que o Tocha Humana do futuro surta numa loja de quinquilharias antigas; e o medo e desconfiança das crianças da Fundação Futuro diante de Ahura, filho da Medusa, que é apresentado no início da edição, só funcionam tão bem por causa do ótimo trabalho de Allred nos desenhos.

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A edição também continua desenvolvendo duas subtramas curiosas que devem crescer nas próximas edições: o interesse de Medusa por Bentley-23, e a recente e enérgica discordância entre Alex Power e Scott Lang sobre a melhor solução para o problema chamado Doutor Destino. Mas, a julgar pela prévia da próxima edição, parece que Fraction não está com pressa para entrar de vez em alguma delas, e continuará se/nos divertindo com as bizarrices do mundo da Fundação Futuro. Eu é que não vou reclamar, pois estou gostando muito do que foi produzido até aqui (especialmente se continuarem as manchetes do jornalista sacana que não larga do pé deste Quarteto Fantástico).

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Journey Into Mystery 650-000Journey Into Mystery #650

Roteiro de Kathryn Immonen
Desenhos de Valerio Schiti
Cores de Jordie Bellaire

Neste capítulo final do primeiro arco de Kathryn Immonen em Journey Into Mystery o mistério sobre o feitiço berserker é revelado, quando Lady Sif volta a Asgard. Enquanto isto os três guerreiros berserkers que conheceu na ilha dos monstros tentam se adaptar a uma versão mais civilizada e pacífica da Asgard que conheceram no passado.

É um encerramento bem morno o que Immonen faz aqui. O que no início pareceu que renderia um bom desenvolvimento de Lady Sif acabou como uma desculpa para desenhar batalhas contra monstros gigantes, e botar a protagonista num conflito interno que foi pouco explorado nas cinco edições, e que termina com uma súbita nota otimista, e um tanto artificial.

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Acabou que o maior destaque desta nova fase de Journey foram mesmo os desenhos de Valerio Schiti, que eu não conhecia antes, e se saiu muito bem tanto nas cenas de ação como nas mais cômicas, e nas poucas mais dramáticas. Merece a chance de desenhar um título no qual se destaque mais.

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Mesmo decepcionando um pouco neste primeiro arco, a série continua como um bom passatempo para quem gosta de histórias rápidas de ler, mas não acredito que atingirá o grau de excelência da fase escrita por Kieron Gillen, a menos que Immonen mude sua abordagem, e invista mais no desenvolvimento dos personagens. Continuarei de olho, e volto a falar dela se melhorar.