[QUADRINHOS] Espíritos dos Mortos, de Edgar Allan Poe e Richard Corben (resenha)

MINO, e Corben e Poe e uma das releituras mais interessantes que já vi de clássicos aclamados mundialmente. Richard Corben deu até mais sentido a alguns contos do mestre Poe. De Espíritos dos Mortos a O Barril de Amontillado, o artista dá o seu toque pessoal e sensível a obras já canonizadas pela crítica e pelo tempo.

Edgar Allan Poe nunca esteve tão vivo e colorido como aos olhos de Richard Corben.

“Corben vive e respira o que ele faz. (…) É um dos contadores de histórias mais preciosos e admiráveis dos quadrinhos” – Guillermo Del Toro

Mexer com obras consagradas é um problema. Não é surpresa vez ou outra – mais vezes do que se pode suportar – nos depararmos com uma adaptação grosseira ou econômica que nos faz amaldiçoar produtoras e roteiristas. Quando partimos para o campo da releituras é preciso mais cuidado ainda para se fazer algo que honre e respeite o original.

Quando Espíritos dos Mortos chegou as minhas mãos, a curiosidade que sentia não podia ser maior. Ver o mestre Poe num colorido sombrio, condizente com sua obra, parecia algo distante. Mas, a bem da verdade, não sei se foi pela sacada inteligente de interligar algumas histórias, e contá-las através de uma bruxa observadora – que me deixou em dúvida praticamente o livro inteiro sobre sua índole e possível participação em alguns eventos, bem como sobre sua natureza biológica – esse livro me prendeu.

Embora impressionantes, as histórias são previsíveis para quem conhece a obra de Poe. O que o artista Richard Corben fez foi introduzir alguns adendos originais que couberam muito bem às histórias que já conhecemos e amamos. E que, lidas agora também em cores, e através de personagens quase vivos de tão expressivos, despertam novos olhares.

Para quem tem pouco conhecimento sobre Poe e Corben, este livro é a porta de entrada perfeita para o creepy clássico e o puro talento perceptivo das artes.


Editora Mino

Capa dura

26,4 x 17,3 x 1,3 cm

216 páginas

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