[QUADRINHOS] DC Comics: os melhores e piores da semana (28/12).

NOTA: Se você acompanha essa coluna, já deve saber que ela não engloba todos os lançamentos da DC Comics da semana (28/12), mas só aqueles que o redator que vos escreve pôde ler.

Chega de enrolação e vamos para a tal lista!

O que foi lançado de melhor?

All Star Batman

My Own Worst Enemy – Finale” finalmente revela qual a cura para o Duas-Caras, mas ela não era o que o Homem-Morcego esperava.

Scott Snyder nos mostra a chegada de Batman e Duas-Caras ao seu destino final, o local onde o vilão pode ser finalmente curado de sua loucura, mas não antes de escrever uma introdução repleta de ação explosiva, mostrando como Bruce, Harvey e Duke tiveram de trabalhar juntos para fugir de KGBesta. Simultaneamente, a polícia de Gotham conduz uma investigação na Mansão Wayne na tentativa de finalmente desmascarar quem é o Cavaleiro das Trevas. O volume é o fechamento perfeito para o arco que se iniciou há cinco edições atrás, cumprindo bem o papel de revigorar os vilões do Batman e dar uma nova visão sobre eles.

John Romita Jr. mais uma vez faz um trabalho sensacional, criando imagens fortes e marcantes, desenhando bem as cenas de ação alucinantes e sempre causando o impacto necessário em cada página.


Action Comics #970

Men of Steel – Part 4” traz uma difícil questão para a vida de Superman: salvar seu pior inimigo ou deixa-lo morrer?

Dan Jurgens nos conta um pouco mais sobre o encarceramento de Lex Luthor por L’Call, The Godslayer, e sua tentativa de fuga com o auxílio de Superman. O escritor ainda entrecorta a ação com flashbacks do passado de L’Call, mostrando a destruição de seu planeta pelas mãos de Darkseid e dando mais motivo para sua missão de destruir Lex, que caminha para se tornar o novo governante de Apokolips, e qualquer um que fique ao seu lado. A revista mescla bem a ação com o desenvolvimento da trama e deixa um gancho interessante no final, com uma escolha inesperada por parte de Kal-El.

Patrick Zircher mostra que sabe como desenhar uma boa e velha porradaria entre seres intergalácticos, colocando muito peso em cada golpe e dando bastante movimento aos personagens.

Detective Comics #947

The Victim Syndicate – The Brave One” finalmente nos traz o final do arco das vítimas do Batman.

James Tynion IV continua a explorar os ciclos de violência que pairam sobre Gotham, mostrando que sempre que um novo vigilante surge para impedir que coisas ruins aconteçam, ele sempre acaba se tornando aquilo que combate. A história, além de fechar perfeitamente o arco, ainda mostra uma reviravolta interessante na postura de Spoiler, que agora passará a agir contra a Bat-equipe. Além disso, ainda vemos mais alguns relances de onde Tim Drake está, nos sendo mostrado que Mr. Oz ainda não conseguiu quebrar o espírito do rapaz, dando a entender que seu retorno será em breve.

Alvaro Martinez faz um trabalho incrível na parte gráfica da edição, com direito a splash pages, páginas duplas e composições intrincadas e complexas que agregam muito valor à revista.

Hal Jordan and the Green Lantern Corps #11

Bottled Light – The Great Escape” mostra que Brainiac não está sozinho em sua empreitada contra os Lanternas Verdes.

Robert Venditti traz Larfleeze, o Agente Laranja, para o Rebirth, fazendo um breve apanhado de quem é o personagem para os novos leitores do título, e ainda revelando que é ele que está por traz do aprisionamento da Tropa dos Lanternas Verdes e dos remanescentes da Tropa Sinestro, o que faz com que os dois grupos finalmente consigam trabalhar juntos para conseguir sua libertação. Paralelo a isso, vemos o retorno de Hal ao plano físico e sua busca por sua Tropa, o que prepara o terreno para o reencontro que acontecerá, provavelmente, na edição a seguir. As duas histórias são bem equilibradas e avançam bem em conjunto.

Rafa Sandoval faz desenhos lindíssimos, em alguns momentos lembrando um pouco a arte de Alex Ross, e cria composições maravilhosas com seus quadros.

Wonder Woman #13

Angel Down” mostra como Diana reagiu ao descobrir que boa parte de sua vida foi uma mentira.

Greg Rucka, escritor do título, mais uma vez nos entrega uma revista de primeira, dessa vez, abordando o que aconteceu depois da Mulher-Maravilha descobrir a verdade sobre Themyscira. Presos em uma ilha no meio do Mar Negro, Diana, que está em um estado catatônico, e Steve tem de se virar para sobreviverem a um ataque da Empire Enterprises. A revista é simples e de leitura rápida, servindo como um bem feito interlúdio entre o arco “The Lies” e “The Truth”, unindo as duas tramas e ainda acrescentando peso para a história da revista.

Renato Guedes faz um trabalho bonito e um pouco mais estilizado do que aquele que vemos no título, mas sua arte se encaixa bem com a trama, o que gera alguns bons momentos.

O que foi lançado de mediano?

Justice League vs Suicide Squad #02

Joshua Williamson continua a mostrar o embate entre a Liga e o Esquadrão, utilizando a clássica jogada de colocar heróis e vilões em lutas um-contra-um e evitando ter de coloca-los todos juntos em ação. É uma fórmula que funciona, mas que mantém a história em uma zona de conforto. Paralelo a esse confronto, vemos os planos de Maxuell Lord se desenrolando enquanto o vilão tenta reunir um grupo, formado por outros vilões, para uma missão misteriosa que, pelo que dá a entender, tem alguma relação com o início do Rebirth. A revista, embora caia em alguns clichês que ocorrem em todos os crossovers, é bem interessante e divertida de ler, levando a um final surpreendente.

Tony S. Daniel faz um trabalho bonito e funcional nas cenas de ação, trabalhando bem com a profundidade das cenas e sempre focando na movimentação e dinamismo do que é retratado.

Titans #06

The Return of Wally West – Out of Time, Out of Mind” fecha o arco do retorno do antigo Kid Flash.

Dan Abnett mescla ação com elementos contemplativos em uma revista que fecha bem o arco que compõe. Com Wally preso na Força de Aceleração após seu sacrifício na edição passada, o herói precisa, mais uma vez, encontrar seu caminho de volta para o plano físico, enquanto os outros Titãs travam um último combate com Kadabra. A interposição entre as duas tramas é muito bem feita e tem bastante dinamismo. A revista ainda nos dá mais uma pista de quem estava por trás do sumiço de Wally, nos mostrando que Lilith, ao entrar na cabeça do antagonista da revista, só encontra uma palavra: Manhattan.

Brett Booth faz um trabalho excelente na parte gráfica, nos entregando desenhos bonitos e claros, com montagens que passam bem a mentalidade “quebrada” de Kadabra.

The Flash #13

Date Night” mostra o novo Kid Flash tendo de cuidar de Central City enquanto Barry Allen está em um encontro.

Joshua Williamson nos traz mais um elemento que havia sido perdido com os Novos 52, o romance entre Barry e Iris, mas o escritor não facilita as coisas para o Flash, o colocando em diversas “saias justas” no decorrer de seu encontro com Iris. Enquanto isso, Kid Flash tem de enfrentar Poço de Piche, embate que acaba tendo uma reviravolta bonita e cria uma bela e otimista história de natal. Para finalizar a edição, ainda temos uma pista do que se desenrolará a seguir no título: aparentemente, a Galeria de Vilões está voltando.

Neil Googe faz um trabalho bonito e mais cartunizado do que vemos em outras revistas. O artista ainda cria algumas composições interessantes com os quadros e tem umas sacadas interessantes para demonstrar a super velocidade de Kid Flash.

Teen Titans #03

Damian Knows Best – Part 3” nos revela quem é a antagonista que lidera o Punho do Demônio.

Enquanto acompanhamos a fuga dos Jovens Titãs do grupo de assassinos enviados por Ra’s Al Ghul, Benjamin Percy, escritor do título, leva Damian em uma jornada para descobrir como ser bom, o que gera diversos momentos reflexivos entre os jovens heróis, começando a criar laços afetivos entre eles. Paralelo a isso vemos que Mara, a líder do Punho do Demônio é uma prima de Damian e também neta de Ra’s. A história é bem divertida de se ler, contando com uma trama interessante e sem grandes pretensões.

Khoi Pham faz desenhos lindíssimos e cria montagens muito bem pensadas, com a ação avançando com o passar do tempo dentro de um mesmo quadro.

 

Batman Beyond #03

Escaping the Grave – Revelations” dá mais espaço para o desenvolvimento de Dana Tan.

Dan Jurgens deixa a ação desenfreada que havíamos visto nos últimos volumes de lado e dá mais espaço para a exploração de seus personagens, trabalhando bem com Dana Tan ao mesmo tempo que avança com a trama, mostrando mais sobre a missão infiltrada de Terry em Jokerz Town. A revista ainda traz uma revelação chocante ao seu final com relação ao plano de Terminal para ressuscitar o Coringa, mostrando que o corpo está na câmara criogênica não é o do Palhaço do crime, mas sim do próprio Bruce Wayne. Como isso se desenrolará, veremos na próxima edição.

Bernard Chang continua fazendo um trabalho bonito e dinâmico, mas, como essa edição não tem tanta ação, suas composições são bem comportadas.

O que foi lançado de pior?

Batgirl #06

Beyond Burnside – Epilogue” serve como um elo de transição entre o arco que se fechou e o que se iniciará.

Hope Larson cria uma história fechada e que pode ser lida individualmente do restante, mostrando uma situação em que uma planta pré-histórica ataca um avião onde Batgirl se encontra, a forçando a se aliar com Hera Venenosa para lidar com a situação. Embora a edição seja divertida, ela não passa disso, parecendo ser apenas para ocupar um espaço vazio, sem acrescentar muito para a personagem e para o título como um todo.

Rafael Albuquerque faz um trabalho bonito, como sempre, criando imagens aéreas muito bonitas e também trabalhando bem com a ação dentro de espaços confinados.



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