[QUADRINHOS] DC Comics: os melhores e piores da semana (21/12).

NOTA: Se você acompanha essa coluna, já deve saber que ela não engloba todos os lançamentos da DC Comics da semana (21/12), mas só aqueles que o redator que vos escreve pôde ler.

Chega de enrolação e vamos para a tal lista!

O que foi lançado de melhor?

superman-2016-013-002

Superman #13

Super-Monster – Part 2” traz mais criaturas místicas para a revista do Homem de Aço.

Peter J. Tomasi continua a mostrar a captura de Kroog por Frankenstein, que, novamente, tem um atrito com o Superman, mas dessa vez com menos porradas. A captura corria bem, até a chegada da ex-esposa do morto-vivo, que se tornou uma caçadora de recompensas e quer a custódia de Kroog. Mas então as coisas se complicam.

O escritor consegue dar muita vida aos monstros que introduz na revista, não os limitando a serem criaturas sinistras, mas dando profundidade e conflitos pessoais a eles, o que torna a trama mais interessante e com ganchos para o futuro.

Doug Mahnke continua com seu traço lindíssimo, que, ao mesmo tempo em que é bem detalhado, se mantem bem limpo, sem poluir as cenas. O artista consegue criar uma ação bem interessante e mostra que sabe como fazer boas entradas.

batman-2016-013-000

Batman #13

I am Suicide – Part 5” finalmente encaixa todas as peças e nos revela a totalidade do plano de Batman.

Tom King continua com um dos melhores arcos do Homem-Morcego sem deixar a peteca cair. Nessa edição, vemos que Bane já cansou de quebrar o Batman fisicamente, partindo para algo psicológico, ao tentar bagunçar a mente de Bruce com os poderes do Pirata Psíquico, e é então que o Cavaleiro das Trevas faz sua jogada.

Diferente da revista passada, onde a parte “falada” tinha sido feita toda por fragmentos de carta incorporados como uma forma de narração, essa edição traz um formato mais convencional de se contar uma hq, fazendo com que a mudança entre os jeitos de contar a história deixe o título dinâmico e fluido.

Mikel Janín mais uma vez mostra sua genialidade, fazendo a arte mais bonita dos últimos anos da DC. O desenhista aqui cria composições que intercalam o presente e o passado de uma forma orgânica e funcional, conseguindo representar duas linhas do tempo de maneira clara e objetiva.

justice-league-vs-suicide-squad-2016-001-000

Justice League vs Suicide Squad #1

Com uma sequência inicial misteriosa e bem feita, Joshua Williamson dá início ao aguardado crossover entre as duas principais equipes atuais da DC: a Liga da Justiça e o Esquadrão Suicida. Começado com uma discussão sobre se algo como a Força Tarefa X deve ou não existir, a revista se desenrola de forma a revelar que não se limitará a apenas colocar os dois times para brigarem, mas que também desenvolverá uma outra trama por trás do embate, envolvendo diversos outros vilões da DC.

A edição funciona bem como uma introdução do crossover e mostra o potencial que o arco tem, fazendo com que o excesso de personagens não seja um empecilho, pelo menos nesse começo.

Jason Fabok faz uma arte lindíssima, se aproveitando dos quadros com elementos que auxiliam na narrativa, por exemplo, no momento em que ocorrem terremotos, os quadros ficam em ângulos esquisitos e com a bordas riscadas. O artista ainda cria splash pages lindas, daquelas que enchem os olhos.

trinity-2016-004-000

Trinity #4

Better Together – Nothing is Real” segue retratando a viagem onírica da trindade da DC, mas agora se focando nos dilemas da Mulher-Maravilha.

Francis Manapul mais uma vez mostra como está acertando em cheio com sua abordagem para os maiores heróis da editora, fazendo histórias de proporções menores e mais intimistas. Dessa vez, vemos o escritor explorando um dos principais dilemas da Mulher-Maravilha após o início do Rebirth: o seu problema em retornar para sua casa. De uma maneira muito bem feita, o autor retrata seus conflitos com outras amazonas na luta por um lugar em Themyscira, e ainda finaliza com um gancho excelente para a próxima edição.

Emanuela Lupacchino faz desenhos limpos e funcionais, caprichando muito nas páginas duplas e na construção dos cenários.

O que foi lançado de mediano?

green-lanterns-2016-013-000

Green Lanterns #13

Sam Humphries começa a edição a 10 bilhões de anos atrás, mostrando a chacina que Volthoon, o primeiro Lanterna, promoveu no planeta Maltus, e a primeira leva de anéis verdes, criados por Rami, a saírem pela galáxia em busca de usuários. Essa introdução é excelente para que o leitor fique contextualizado quando ao relacionamento pré-existente entre os dois personagens, dando muito mais peso para as ações que se passam no presente, tempo onde ocorre o embate de Simon e Jessica contra o Lanterna Fantasma, que cada vez está mais controlado pelo anel que usa.

Ronan Cliquet faz um trabalho muito bonito, principalmente com os quadros maiores, que utiliza para causar impacto nas cenas. A montagem que o artista faz com os quadros também é excelente, nunca deixando a história ficar sem movimento.

green-arrow-2016-013-000

Green Arrow #13

Emerald Outlaw – Part 2” continua a difamar o Arqueiro Verde.

Benjamin Percy continua a colocar Seattle contra o herói do título, mostrando que existe alguém realizando crimes utilizando flechas verdes para incriminar o herói. Como se isso não bastasse, ainda temos uma milícia que está tentando ”limpar” a cidade com métodos nada ortodoxos.

A revista nos traz uma trama interessante e amarrada, mostrando que Percy sabe para onde está indo e o que está fazendo com o personagem, deixando a história com um ar mais urbano.

Otto Schimidt, desenhista e colorista da revista, mais uma vez faz um trabalho lindíssimo. Mesmo que dessa vez tenha se atido a páginas simples, as montagens que faz compensam aquela falta de explosão das composições maiores.

aquaman-2016-013-000

Aquaman #13

The Deluge – Act 2” continua a mostrar o plano que coloca a superfície em guerra com Atlantis.

Dan Abnett acerta mais uma vez no tom da história, dessa vez, trazendo toda a Liga da Justiça para dentro do embate causado pela N.E.M.O. Os heróis, inicialmente, duvidam das palavras de Arthur, mas logo são convencidos de sua inocência e partem para a Casa Branca na tentativa de impedir essa guerra. Enquanto isso, Aquaman tem de defender sua cidade de um ataque massivo da superfície.

O jeito como o escritor intercala diversos acontecimentos deixa o leitor sempre curioso para seguir em frente com a trama, principalmente depois do gancho deixado no final da edição.

Scot Eaton faz desenhos bem bonitos, mas sem fugir muito do padrão do que se vê no mercado de histórias em quadrinhos, fazendo um trabalho mais chamativo apenas em uma ou outra splash page.

cyborg-2016-007-000

Cyborg #07

The Imitation of Life – Bionic Betrayal” revela o verdadeiro plano de Variant.

John Semper Jr nos mostra as reais intenções de Scarlett, revelando que a mulher não tinha nada a perder e por isso se submeteu ao procedimento que lhe deu uma nova vida, tudo isso para que pudesse liderar a rebelião das máquinas que vinha arquitetando em segredo. Mas a história não se atem apenas a isso e traz um desfecho inesperado.

Novamente, a revista faz um bom papel em equilibrar a ação com a carga filosófica que tem, levantando interessantes questionamento sobre até que ponto um ciborgue teria os mesmos direitos de um humano.

Paul Pelletier faz um excelente trabalho com os desenhos e, principalmente, com as montagens dos quadros, sempre criando cenas dinâmicas e interessantes de se olhar.

justice-league-2016-011-000

Justice League #11

Outbreak – Conclusion” finaliza o jogo macabro criado pela inteligência artificial iberada nas edições passadas.

Bryan Hitch une diversos vilões da DC Comics para brigarem com a Liga da Justiça, fazendo uma porradaria franca entre os personagens e criando uma saída criativa para a Liga derrotar o Amazo. A conclusão do arco foi melhor do que o desenvolvimento dele, fazendo com que os heróis do título tivessem um espaço melhor balanceado na revista e mostrando -os funcionando como uma equipe de verdade. O arco como um todo poderia ter sido bem melhor, mas, como dizem por aí: É o que tem para hoje.

Neil Edwards mostra que consegue trabalhar com inúmeros personagens ao mesmo tempo, conseguindo criar ação em diferentes planos de uma cena, dando espaço para todos mostrarem suas habilidades individualmente ou em grupo.

O que foi lançado de pior?

nightwing-2016-011-002

Nightwing #11

Blüdhaven – Part 2” começa quando Asa Noturna ainda era Robin, mostrando como o herói conheceu a vilã Defacer.

Tim Seeley, escritor da revista, não deixa Dick Grayson ter uma vida normal, como era a proposta do rapaz ao sair de Gotham, colocando-o em contato com outras pessoas que fugiram da cidade de Batman: um grupo de reabilitação para ex-vilões que também fugiram para Blüdhaven. Isso coloca o herói em uma posição complicada, já que essas pessoas que estão tentando se recuperar têm muito medo dele, uma vez que Asa Noturna e Batman já deram umas boas surras em todos. É uma situação interessante e que mostra o outro lado da moeda do “vigilantismo”, mas a revista, como um todo, foi fraca.

Marcus To faz desenhos bem bonitos, mas não tem espaço para mostrar muito de seu trabalho nessa revista, já que a trama não lhe permite se soltar muito


thats-all-folks-7172-1280x800


amazon-quadrinhos-dc-comics