[QUADRINHOS] Chico Bento Moço N.54 – O Mestre dos Desejos (Resenha)

A edição de Março de 2018 da revista/mangá Chico Bento Moço foi particularmente surpreendente. A principio parecia só mais uma história em que o Chico e a sua Síndrome de Harry Potter acabariam envolvidos em mais um caso sobrenatural (ele já está quase roubando o trabalho dos irmãos Winchester nesse ramo), mas essa edição acabou se revelando uma experiência que lembra bastante os filmes de mistério para adolescentes do final da década de 80.

O roteiro de Petra Leão trabalhou bem a mudança de dinâmica entre os personagens com o decorrer dos acontecimentos. Isso mostra uma evolução nítida no relacionamento dos personagens, e que eles conhecem bem uns aos outros.

Sinopse: Enquanto estavam limpando a sala de troféus da faculdade, Chico e Bombeta acabaram encontrando um artefato estranho e uma antiga carta que alertava sobre o artefato. A carta dizia que o artefato concedia desejos, mas que também era amaldiçoado. E como seguir instruções é para os fracos, alguém faz um pedido que acaba desencadeando uma série de eventos ruins. Assim Chico, Bombeta e Vespa têm que encontrar uma maneira de resolver os problemas criados pelo desejos egoístas.

Avaliação:

Arte de Capa e Storyboard – A capa deixou um pouco a desejar. A serpente ficou por cima da cabeça do Bombeta, mas abaixo da cabeça do Chico quanto a profundidade e faltou um pouco de criatividade. Foi uma capa sem inspiração. A quarta capa ficou bonita, e passa a ideia de uma história envolvendo o sobrenatural. Os desenhos do miolo ficaram medianos. (1.4/2)

Enredo – A história cresceu em cima dos desejos que foram feitos ao artefato. Assim, os eventos do história foram manipulados pelos próprios personagens. Isso contribuiu para que a história não tivesse furos. Não teve nenhuma reviravolta fenomenal ou tensão, mas a trama foi bem construída e satisfez o que propôs. (1,7/2)

Criatividade e Coerência – Essa temática de desejos realizados já foi retratado em seres e filmes a rodo. Dessa forma não é nenhuma mentira afirmar que essa edição é apenas a versão CBM dessa temática. A história é clichê? Sim, mas é um clichê bem feito.

Uma coisa que ela fez bem foi representar o ambiente universitário de forma plausível, tirando os eventos sobrenaturais. A trama secundária da história, que mostra a Ferrugem atrás de um estágio, foi bem realista: a inquietação, o nervosismo, tudo muito bem representado. Digo isso por experiência própria. (1,5/2)

Marketing – O marketing foi o habitual, só que houve um erro que, possivelmente, atrapalhou essa edição a sair das bancas: a capa não combina com título. (1,4/2)

Diversão – Entretém, faz rir, não é chata, mas também não é divertida. O fator replay é baixo. (1,4/2)

Nota Geral – 7,4/10

P.S- Particularmente falando, eu adorei essa edição. Eu me identifiquei um pouco com algumas situações. Se você faz, fez, ou conhece alguem que faz faculdade, essa é uma edição que eu recomendo.

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