[QUADRINHOS] Chico Bento Moço N.52 – Terra Dois (Não tem nada a ver com The Flash ou universos paralelos)

A edição de Janeiro de 2018 da revista/mangá Chico Bento Moço foi a que melhor aproveitou os personagens que vêm do gibi clássico, já que todos eles têm sua importância para a realização da provação que a turma passa. Tivemos a Síndrome de Harry Potter atacando? Sim. Mas foi diferente das outras vezes. A justificativa pros eventos foi trabalhada de uma forma que você lê e diz: Parece verídico. Méritos pro roteiro de Marcelo Cassaro.

Sem querer ser chato, mas eu preciso dar um puxão na orelha dos responsáveis pela capa, já que ela entrega quem é o ________ misterioso. Não fica tão claro assim, já que ela é mais contemplativa, mas entrega o mistério.

Sinopse: Chico e Zé Lelé estão indo pescar quando se deparam com uma estranha construção, que descobrem ser o protótipo de um alojamento espacial. Ele e seus amigos são escolhidos para participar de uma simulação de duas semanas dentro dessa estação, e têm que lidar com problemas sem poderem se comunicar com o exterior.

Avaliação:

Arte de Capa e Storyboard – A capa teve dois problemas: primeiro ela entregou um spoiler da história; segundo, a trança da Rosinha está pra fora do traje, mas ela está de capacete. Quarta capa excelente. O desenho das páginas manteve uma qualidade agradável, destaque pro xenomorfo na página 76. (1,4/2)

Enredo – Apesar da maluquice que seria construir uma estação que simula a vida em outro planeta no interior do Brasil (olha Brasil, eu te amo, mas você não está com essa moral toda), a trama é até bastante sóbria: ela cria uma situação realista dentro do momento que os personagens se encontram. A história não tenta ser maior do que ela realmente é. E por causa disso entrega uma boa narrativa. (2/2)

Criatividade e Coerência – Em alguns momentos o Chico faz referências às edições 51 e 49 de CBM, e isso não agrega nada à historia, mas é muito bom, pois mostra um carinho da equipe com as edições passadas, o que ajuda na consolidação de um universo dentro das revistas. Outra coisa que me agradou muito foi que as referências ao filme Alien não foram entregues de graça, ninguém cita um nome que parodia o nome original do filme e entrega a referência de bandeja, coisa muito comum em TMJ. (1,8/2)

Marketing – A ideia de colonizar outros planetas é algo que vem chamando mais atenção a cada dia que passa, seja em produções hollywoodianas como Perdido em Marte ou em projetos mirabolantes do Elon Musk. E surfando essa onda os responsáveis pela revista conseguiram entregar um trabalho temático e pontual. (2/2)

Diversão – Ser bom e ser divertido são coisas diferentes, a historia entretém mas não desafia, o mistério da historia não existe, é bastante previsível, mesmo sem você olhar a capa. Com essa soma de fatores temos um edição com fator replay baixo. (1,1/2)

Nota Geral – 8,3/10

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