[QUADRINHOS] Chico Bento Moço N.51 – Um Futuro Assustador (Resenha)

A edição da revista/mangá Chico Bento Moço do mês de dezembro de 2017 foi mediana. O roteiro teve furos. Um acontecimento dessa edição deriva de outro ocorrido na CBM 48, e numa parte especifica ocorre uma situação ilógica bastante incômoda.

O maior destaque da edição, roteirizada por Edson Itaborahy, foi trabalhar uma ideia de “se eu conheço meu futuro, posso lutar contra ele? Ou tudo que eu fizer para tentar evitá-lo vai confirmá-lo?”.

Se eu aprendi algo assistindo Kung Fu Panda foi que encontramos nosso destino no caminho que traçamos para evitá-lo, e essa história trabalha com um conceito parecido, onde você sabe os fatos que aconteceram, mas não sabe que eventos farão com que esses fatos se concretizem.

Sinopse: Chico está saindo da cidade para passar alguns dias na Vila Abobrinha, mas antes de pegar o ônibus ele decide visitar seu primo. Lá seu primo mostra a ele um programa que está sendo desenvolvido por sua faculdade, no qual está trabalhando. Este programa consegue determinar como será o futuro de uma pessoa. Chico fica descrente sobre a funcionalidade do programa. Para provar que funciona, Zeca mostra a Chico uma simulação de seu futuro, que o deixa perturbado.

Avaliação:

Arte de Capa e Storyboard – A capa e a quarta capa mantiveram a qualidade habitual, apesar da imagem na quarta capa não condizer com nada que ocorreu nessa historia. Mas o storyboard ficou na média. Nas páginas 12 e 13 o Chico da simulação do futuro tem bigode, já na página 14 ele não tem. E a barba do caçador de chapéu no final da história só ganha cor a partir da página 80, antes disso não tem como saber onde a barba começa e onde ela acaba. Mas, pra compensar, a onça, o cavalo do Genesinho, o Zé Lelé e o Fusca do Chico estavam bem desenhados nessa edição. (1,5/2)

Enredo – O roteiro foi um verdadeiro queijo suíço, cheio de furos. Exemplo: o Chico já salvou a vida do Genesinho mais de uma vez, e ele insiste em tentar acabar com o namoro do Chico com a Rosinha; o Genesinho sai pra procurar uma onça sem nada pra se proteger; o programa diz que existe uma chance do Chico se envolver em um acidente ou ser preso, mas se o futuro dele era feliz, por que o Zeca ficou tão desesperado com algo que ele nem sabia quando ia acontecer?

Mas o que mais me incomodou foi o Oráculo, o programa que sabe o futuro. Não foi o fato de ele existir que me incomodou, isso é liberdade criativa, ou de ele capturar as informações do organismo da pessoa através da sua íris e ter acesso aos dados de todos os órgãos públicos, pois ainda é liberdade criativa. O que me incomodou foi o fato de um estudante universitário ter em mãos um protótipo funcional desse programa e ele não ter a menor noção de confidencialidade e nem do perigo que o Oráculo pode representar. Se uma equipe de pesquisa ou algum cientista fosse responsável pelo programa, seria mais fácil de aceitar. (0,8/2)

Criatividade e Coerência – Apesar dos furos, a premissa do roteiro foi interessante e criativa. A possível trama derivada da CBM 48 se inicia e se encerra nessa edição, que também deixa um gancho para uma trama futura. (1,6/2)

Marketing – A capa vende uma temática diferente da do título. Isso pode acabar deixando a temática subentendida para o possível leitor.(1,2/2)

Diversão – A trama até instiga você a querer saber como a historia vai acabar, mas não empolga em momento nenhum e tem um fator replay baixo, infelizmente é apenas mais do mesmo.(1/2)

Nota Geral – 6,1/10

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