[QUADRINHOS] Chico Bento Moço N.50 – O Dia da Bergamota (resenha)

A edição da revista/mangá Chico Bento Moço do mês de novembro contou com a ilustre presença da Turma da Mônica em uma história que busca passar uma mensagem para os pseudo-adultos ou jovens, da geração tecnológica que vivemos. Com roteiro de Flávio Teixeira de Jesus, a edição desse mês trabalha o dia que se repete, tema muito recorrente em filmes desse ano como Nu, A Morte Te Dá Parabéns, e o clássico Feitiço do Tempo.

A história busca passar uma mensagem sobre como o mundo vem evoluindo de forma tecnológica, e como abrimos mão de nós mesmos para acompanhar o ritmo frenético dos dias atuais. Ficamos preocupados em atender padrões e prazos; somos bombardeados com informações diretamente da palma de nossas mãos; somos influenciados e ficamos presos a bolhas sociais; mas e meu eu antes dessa explosão de informação? Do que ele gostava? O que ele fazia? Será que eu lembro quem sou por detrás da tela?

Sinopse: A Turma da Mônica vem para Vila Abobrinha para o tradicional Dia da Bergamota, mas Chico não está tão animado com a visita, já que está nervoso por não conseguir verificar as notas da faculdade. Só que ele não contava que fosse reviver isso várias e várias vezes.

Avaliação:

Arte de Capa e Storyboard – A capa e a contracapa ficaram muito boas, com destaque para a capa, onde selfie se repete dentro da própria selfie, para reafirmar essa ideia de um dia que se repete. O storyboard manteve a qualidade, mas não houve nada de novo que se destacasse.(1,8/2)

Enredo – Apesar da mensagem, o enredo não é grandes coisas, pois não explora a ideia de dia que se repete, já que o Chico insiste em repetir a mesma rotina em todos os dias. Ele nem tenta alterar suas ações. E sobre a mensagem, bem, ela é entregue de bandeja. A reflexão sobre ela se torna algo artificial e sem um peso real. A intenção foi boa, mas subestima a inteligência do leitor. Já a Turma da Mônica, eles são simples coadjuvantes, não agregam muita coisa à história.(1/2)

Criatividade e Coerência – A temática do dia que se repete cria inúmeras possibilidades pra narrativa, mas houve uma tomada de decisão bem pobre quanto ao rumo que a história seguiria.

Spoilers

Chico estava preso dentro do mesmo dia e ele decide repetir suas ações toda santa vez, na esperança de uma hora isso acabar. Ainda deve-se levar em consideração que o Chico era atingido por um raio no mesmo local e hora que o ciclo recomeçava. Quem escolheria ser atingido por um raio por vontade própria mais de uma vez?

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Já a historia da origem da Festa da Bergamota, essa sim merece um elogio, pois tem cara de interior e é muito bem construída. (1,3/2)

Marketing – A participação da Turma da Mônica com certeza aumentou exponencialmente o número das vendas. Crossovers têm esse efeito.(2/2)

Diversão – O enredo atrapalhou muito no quesito diversão. Você não fica preso à história, que tem poucos momentos engraçados, e a mensagem é entregue de bandeja, acabando com qualquer recompensa genuína que possa ser adquirida. (0,9/2)

Nota Geral – 7/10
(Apesar de minha avaliação da revista não ser tão positiva, a mensagem passada é algo que merece uma reflexão. Então olhe para a relógio, veja há quanto tempo está mexendo na internet, desligue o computador, respire, se encontre com os amigos, vá jogar bola, dê um abraço nos seus pais, e sorria mais pras miudezas da vida).

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