[QUADRINHOS] Chico Bento Moço N.48 – Jogo de Desafio (Ou Puta Crítica Social Foda? Só Que Não)

A Edição de Setembro de 2017 da revista/mangá Chico Bento Moço tentou construir uma trama em cima de um tema que foi destaque nas mídias alguns meses atrás, O Jogo da Baleia Azul.

Esse jogo consistia em uma pessoa, o administrador, que passava vários desafios perigosos para outras pessoas, e o último desafio do jogo era o suicídio.Pois é, esse é um assunto bem tenso de se retratar, principalmente quando seu público alvo é infanto-juvenil . E esse foi o motivo pelo qual essa história foi boba. Sim, boba.

O assunto central foi amenizado devido à censura para maiores de 10 anos da revista. Isso minimizou completamente a seriedade do assunto. Temas pesados devem ser tratados de maneira honesta e condizente; ninguém pega leve quando vai falar sobre drogas, ou sobre o nazismo da Segunda Guerra Mundial, justamente porque existe uma opinião global formada que combate ambos. Uma trama desse tipo deveria ter sido feita para as revistas da Turma da Mônica Jovem, pois a censura é para maiores de 12 anos. Eles já retrataram temas como Bullying e Anorexia, e não deveria soar tão ameno quanto foi retratado.

Sinopse: Chico começa a se questionar o quanto sua vida tem se tornado monótona e rotineira, e se não deveria torna-lá mais emocionante. Na faculdade ele acaba descobrindo um jogo chamado “Bug Ordena”, onde um administrador passa missões aos jogadores. Ele aceita, e acaba fazendo algo que pode prejudicá-lo. Depois passa a ser chantageado pelo administrador, sendo obrigado a cumprir novos desafios mais comprometedores.

Avaliação:

Arte de Capa e Storyboard – A capa ficou muito confusa e teve muitos elementos (tipo o pôster de Homem-Aranha – De Volta ao Lar). A quarta capa ficou muito boa. A mudança no design de dois personagens me incomodou. Primeiro o cabelo do Genésio – assim como aconteceu com a Magali na edição 109 de Turma da Mônica Jovem – eles tentaram aproximar o penteado do personagem com o das revistas clássicas e não ficou bom. Não combinou com o momento do personagem nas revistas. O segundo foi o Zeca, que desde a edição passada está com o visual diferente. Tanto que mal o reconheci na capa dessa edição. (1,1/2)

Enredo –  Assim como já citei anteriormente, a história foi meio boba. O maior mérito do roteiro é enganar o leitor sobre a identidade do administrador. E o enredo deu uma deixa para uma possível futura história. (1,3/2)

Criatividade e Coerência – Uma incoerência meio absurda que ocorreu foi o fato do Chico achar sua vida rotineira e monótona, sendo que ele já enfrentou o sobrenatural, extraterrestres, apocalipse zumbi, perdeu a memória e várias outras coisas. Nessa edição também fica nítido um dos problemas mais recorrentes: os personagens não evoluem. Toda vez que um deles parece ter mudado ao final de uma aventura, lá está ele na próxima história cometendo os mesmos erros do passado, só pra mudar novamente. E tanto o Vespa quanto o Genésio repetiram erros que não são muito condizentes com o que eles já passaram nas edições passadas. (1/2)

Marketing  Como a história foi claramente fruto das manchetes do Jogo da Baleia Azul, muitas pessoas comprariam essa edição por esse motivo, inclusive eu. (1,7/2)

Diversão – Mesmo sendo uma edição fraca ela é bem divertida, e tem um timing cômico bom. (1,5/2)

Nota Geral – 6,6/10

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