[QUADRINHOS] Chico Bento Moço N.46 – Criaturas da Floresta (Resenha)

A edição de Julho de 2017 da revista/mangá Chico Bento Moço reforçou que o Chico enfrenta mais criaturas sobrenaturais que os irmãos Winchester. Com roteiro de Edson Luís Itaborahy, Chico se envolve novamente com seres folclóricos (relembrando que, na última edição, ele e seus amigos tiveram problemas com o Boitatá). Dessa vez o problema foi elevado a uma escala maior, já que alguns personagens do folclore brasileiro como: Anhánga; Curupira; Chupa-cabra e Saci, deram as caras e eles não foram muito amistosos.

Sinopse: Chico, Rosinha, Zé da Roça e Hiro se ofereceram para ajudar Dona Marocas a reformar a escola que completava 50 anos. Mas, ao encontrar uma cápsula do tempo, eles descobriram que o lote onde a escola foi construída retornaria para a família que o havia doado. Chico e Hiro vão atrás do herdeiro.

Avaliação:

Arte de Capa e Storyboard – A capa dessa edição melhorou em relação às anteriores, e a quarta capa permaneceu tão boa quanto as edições passadas. Não houve erros no storyboard, e os desenhistas fizeram um excelente trabalho no desenho do Anhánga e do Chupa-cabra. (1,8/2)

Enredo – O enredo foi simples mas bem executado: uma mistura de história de resgate com direito a criaturas sobrenaturais e um pouco de sobrevivência. A história ainda transmite mensagens sobre preservação ambiental e continuidade dos estudos. (1,8/2)

Criatividade e Coerência – A ideia de juntar os personagens do folclore brasileiro foi muito boa, mas a aparição do Saci bagunça o enredo do universo das revistas, já que ele apareceu na primeira edição, e não demonstrou nenhum sentimento antagônico em relação ao protagonista, o que foi visto nessa edição. (1,5/2)

Marketing – A capa foi bastante chamativa, já que alguma das silhuetas presentes nela intrigam o leitor a descobrir quem são os personagens que apareceram. (1,4/2)

Diversão – Foi bastante divertida, fez lembrar dos trabalhos que eu tinha que fazer pra escola sobre as lendas folclóricas. O timing cômico foi muito bom e tem um excelente fator replay. (2/2)

Nota Geral – 8,5/10
(Seria bom se os roteiristas de CBM decidissem fazer tramas elaboradas, interligadas e focadas no sobrenatural. Isso combina muito com a história e os personagens)

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