[QUADRINHOS] Chico Bento Moço N.45 – A Serpente de Fogo (Resenha)

A edição de Junho de 2017 da revista/mangá Chico Bento Moço foi bem nostálgica. Me fez lembrar de quando eu e os amigos de infância íamos a uma casa abandonada, que ficava perto da minha rua, e ficávamos criando historias pra assustar uns aos outros. Com roteiro de Edson Luís Itaborahy, a edição 45 uniu com maestria folclore brasileiro com filmes de terror da década de 80, como Sexta-Feira 13, Halloween e O Massacre da Serra Elétrica. Além disso, a história introduziu uma nova personagem bem interessante, que eu espero que seja aproveitada futuramente.

Sinopse: Aquela velha história: um grupos de jovens está viajando de carro, o carro quebra, e eles decidem procurar ajuda em um casarão abandonado. E como quem lê as revistas já sabe que o Chico lida com mais criaturas sobrenaturais que os Irmãos Winchester, é evidente que dessa vez não seria diferente.

Avaliação: 

Arte de Capa e Storyboard – A capa cometeu um erro que se destaca:, as chamas embaixo do Zé Lelé estão fora de contexto com o resto da imagem. A quarta capa já não cometeu esse erro e manteve o padrão de qualidade das outras revistas. O storyboard foi bem feito, teve poucas falhas, mas não houve nada que pudesse ser destacado. (1,6/2)

Enredo – O enredo foi muito bem construído, deixando pistas ao longo da trama para que, no final, tudo fizesse sentido. Mas o que realmente se destacou foi o mistério não ter sido completamente esclarecido, assim como em um filme de terror clássico, onde nunca se sabe se realmente acabou. Será que era realmente o Boitatá? Ou era outra coisa? O que o primeiro circulo na grama significava? (2/2)

Criatividade e Coerência –  Apesar de relembrar os clássicos de terror, como Sexta-Feira 13 e outros, a historia é original. Ela deixa algumas coisas em aberto, mas propositalmente. E ainda há uma referência na página 65 que deve ter deixado os fãs de Stranger Things em êxtase. (1,9/2)

Marketing – Não houve nada de muito chamativo que destacasse esse revista das outras na banca, se a capa fosse um pouco sombria e macabra ela teria um pouco mais de destaque. (1/2)

Diversão – Se você também é fã dos clássicos do terror, deve ter gostado dessa edição tanto quanto eu. Fator replay da revista é muito bom. Dá pra ler algumas vezes sem enjoar. (1,7/2)

Nota Geral – 8,2/10

Compre aqui.