[QUADRINHOS] Chico Bento Moço N.42 – A Caverna dos Tempos (Resenha)

A edição de Março de 2017 da revista/mangá Chico Bento Moço me fez refletir muito sobre passado, presente, futuro e também sobre legado. Foi exagerada em certo ponto, mas deu pra ver que houve uma tentativa de inovação na forma de contar a história. Passar uma metáfora através da narrativa foi uma boa ideia, mas o final foi desnecessário. O Chico não precisava explicar toda a metáfora, era para deixar as pessoas refletirem. Mais uma vez vimos a Síndrome de Harry Potter do Chico fazendo efeito. Pense nas probabilidades, vou sair pra dar uma volta, PUFF!, cai em um buraco.

Sinopse: Chico e Rosinha vão dar um passeio pelos campos para matar a saudade, já que com a faculdade fica difícil eles terem tempo um para o outro, eles acabam discutindo um com o outro, e Chico cai em um buraco (ela não empurrou ele, caso pensem nisso), Rosinha vai buscar ajuda. Durante o tempo na caverna Chico encontra um ovo misterioso, e depois fadas, monstros, metáforas, etc… Duas hipóteses sobre oque aconteceu:

Primeira: Tudo que aconteceu na caverna foi verdade.

Segunda: Ele bateu a cabeça em uma pedra e começou a alucinar.

Avaliação:

Arte de Capa e Storyboard – A capa e a quarta capa ficaram muito bonitas, mantendo um padrão recente, mas o storyboard não manteve a qualidade da última edição. Houve momentos em que o nariz do Chico dobrou de tamanho e outros em que o rosto encolheu em relação à cabeça. (1,5/2)

Enredo – A trama não foi bem montada, os eventos foram aleatórios, mas não comprometeu a proposta da edição, por deixar uma reflexão no final. Ainda assim a trama foi corrida, a maior parte das últimas pagina eram desnecessárias. Esse espaço poderia ter sido melhor aproveitado. (1,6/2)

Criatividade e Coerência – Houve várias citações de escritores nessa história, o que enriqueceu a obra. Frases como: “Vale a pena se alma não é pequena” (Fernando Pessoa); “O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar” (Mark Twain). (1,8/2)

Marketing – A capa é chamativa.(1/2)

Diversão – É uma edição reflexiva, não tem um fator replay elevado, as cenas cômicas só aparecem no final. (1,4/2)

Nota Geral – 7,3/10


Ps: Eu recomendo essa historia pra vocês que tem muitas expectativas sobre os ombros e ficam nervosos com isso. Relaxem, leiam e reflitam! Essa história vai deixar uma boa mensagem pra vocês.


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