Antes de começar efetivamente a falar de BEAR, essa HQ encantadora da Editora NEMO, de dizer que, tão logo olhei as artes de Bianca Pinheiro, senti uma identificação imediata com a personagem principal.
Basicamente, a protagonista se trata de uma garotinha descabeladinha, de óculos e toquinha.
Foi inevitável:
Bom, mas é claro que a HQ BEAR vai muito além dos meus delírios pessoais de exaltação egoísta.
Bear é uma HQ nacional, desenhada e roteirizada por Bianca Pinheiro, e, como a criatividade não tem limites nessas páginas coloridas e divertidíssimas, podemos conhecer a autora lendo os quadrinhos:
BEAR é uma história com gostinho de conto infantil, mas que serve para qualquer idade, e diverte qualquer coração, seja de vidro ou madeira (só quem ler vai entender).
Baseando-se em numa história, a princípio bastante simples, a dupla incomum, Raven e seu amigo Urso Dimas, enfrentam um Reino muito… peculiar….
Como a dupla se formou? E o que eles buscam? Para que tanta confusão?
Bem… Se eu contar tudo, é claro que eu vou estragar as surpresas magníficas que você só vai aproveitar de verdade se ler a HQ. Mas Posso dizer, ao menos, que a História começa com a pequena Raven (essa menininha aí) se perdendo de seus pais.
O problema é que ela vai pedir a ajuda de um urso.
Ok, eu sei, eu sei… Não se fazem mais ursos como antigamente. Mas não é exatamente recomendável que você tente procurar a ajuda de um urso caso você se perca um dia. Não é como se ele fosse ser como o Dimas, ou como se ele fosse agir assim:
Pois é… Esse Ursão carinhoso aí deve ser primo do Dimas. Mas Não vai dar certo tentar ajuda com outros ursos. Então, não faça isso se um dia você se perder de casa.
Afinal de contas, Dimas é um urso especial e extremamente fofo.

Cara, eu disse FOFO e não GORDO…
Iniciada a caminhada em busca dos pais de Raven, a garotinha e o Ursão acabam entrando numa cidade estranha… Com gente esquisita.
Ou nem tão esquisita assim, se você parar pra pensar que talvez conheça um menino loirinho perdido por lá.
E a lenda de um encanador bigodudo fugitivo.
Isso sem falar no desprazer inenarrável de encontrar um Rei metido a besta, intolerante, chato, do tipo que se acha a última Coca Cola do deserto, a última bolacha do pacote, o queridinho de todos, o diferentão, que tem os dentes mais brancos, o escolhido, Bayblade de ouro, aquele do qual falou a profecia, o único, o supremo, o mestre, o mais sagaz, o tal “esse cara sou eu”, o bam bam bam, o mais gato, mais superior e, com certeza absoluta, aquele que veio para separar o Joio do trigo e libertar as sete dimensões astrais de todo mal e tédio:
As esperanças da duplinha inusitada em sair daquele lugar tão estranho vão se tornando mais e mais fracas…(Pois é, eles acabam parando atrás das grades. Mas isso você só vai entender se ler a HQ)
Mas como a Esperança é a Última que morre, sobretudo em crianças, a jornada continua com os dois livres e, mais importante que isso, amigos.
Mas, respire… estamos só no primeiro passo dessa linda jornada.

Ler uma HQ como BEAR não é só uma Experiência gostosa e leve, proveniente do contato com uma história em quadrinhos com qualidade gráfica e um enredo encantador. Bianca Pinheiro sabe brincar com piadas metalinguísticas, quebrando as barreiras da comunicação verbal escrita usual. Além disso, as referências nerds e cinematográficas diretas ou indiretas são fortíssimas. Não tanto com relação a personagens em si, mas quanto a atitudes tomadas por cada indivíduo que colore esse quadradinhos de magia. Dinâmico, divertido e muito mais inteligente do que um simples artigo literário, BEAR é diferente de tudo o que você já leu.
Não é uma HQ normal, eu posso garantir. BEAR é algo fora da caixa. Aliás, fora da caixa de um jeito engraçado e surpreendente.
Brochura
31,6 x 19,6 x 0,4 cm
64 páginas
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