[QUADRINHOS] Age of Ultron #8 e Avengers Assemble #15 AU

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Mais detalhes sobre o mundo sem Hank Pym são revelados em Age of Ultron #8, enquanto descobrimos como foi a resistência dos super-heróis ingleses contra a invasão de Ultron em Avengers Assemble #15 AU.

Confiram abaixo mais detalhes sobre as edições, com SPOILERS.

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Age of Ultron #8

Roteiro de Brian Michael Bendis
Desenhos de Brandon Peterson
Cores de Paul Mounts

Linhas temporais alternativas pode ser um assunto fascinante quando cai nas mãos de um escritor competente. É o que ocorre aqui. Brian Michael Bendis passou os últimos oito anos escrevendo vários títulos dos Vingadores, por isto é seguro dizer que trata-se de um autor com um conhecimento considerável sobre os personagens e os principais eventos que ocorreram neste mundo povoado de maravilhas, já que muitas de suas histórias revisitaram fatos marcantes das décadas anteriores do Universo Marvel.

Age of Ultron é uma saga que vem explorando tanto seus personagens como a longa história do universo no qual estão inseridos, além de aproveitar muito do potencial das viagens no tempo desde seu início, quando encontramos um presente alternativo ao que está acontecendo agora nas HQs da editora, onde o mundo foi dominado e devastado pela inteligência artificial que desencadeia uma era na qual todos os seres humanos são caçados por suas hordas robóticas.

Depois de uma tentativa de deter Ultron no futuro – de onde estava comandando suas operações no presente – os Vingadores pereceram, enquanto Wolverine e a Mulher Invisível voltaram ao passado para impedir o surgimento de vilão. Na edição passada a dupla de heróis teve seu primeiro contato com o resultado de suas ações, algo que não foi nada amistoso. Nesta descobrimos mais detalhes sobre o mundo gerado pela morte de Hank Pym, que está longe de ser menos perigoso do que aquele que abandonaram antes de quebrarem a linha temporal.

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Age of Ultron #8 começa com o Homem de Ferro deste presente alternativo escaneando e analisando as memórias que Wolverine e a Mulher Invisível têm de sua linha temporal, onde Hank Pym continuou vivo, e a Era de Ultron foi a culminância de sua pior criação como gênio da robótica. Mais adiante nesta edição descobrimos que este Homem de Ferro é, literalmente, metade do homem que um dia foi. Mutilado por uma guerra entre ciência e magia, em que a segunda saiu vitoriosa, Tony Stark perdeu grande parte de seu corpo, levando-o a  passar o resto da vida como um ciborgue. A metade máquina de Stark parece falar mais alto que seu lado humano. Ele é um homem obcecado por segurança, e por obter e analisar o máximo de informações possíveis para proteger seu país de um mundo a cada dia mais perigoso.

Também descobrimos que Charles Xavier continua vivo nesta linha do tempo, e que trabalha ao lado de Emma Frost como consultor de Tony Stark para assuntos relacionados a manipulação da mente. Sobre os demais heróis vistos na edição anterior, pouca informação a mais é revelada.

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A julgar pelo que ocorre no final da história, e pelo breve relato do Homem de Ferro sobre a guerra que ocorreu entre Asgard e uma Latvéria que foi dominada por Morgana le Fey – que no Universo Marvel é a meia-irmã fada do Rei Arthur (!), e mestra das artes místicas – a maioria das cicatrizes e mutilações presentes nos Defensores parece resultante da guerra entre os Estados Unidos e as forças de Morgana, que dominou toda a Europa. De uma guerra entre tecnologia e magia ela tornou-se uma guerra entre o Velho e o Novo Mundo.

É curioso o paralelo criado entre o final deste número e da edição 6. Enquanto lá a derrota dos Vingadores serviu para reforçar os atos de Wolverine e a Mulher Invisível, aqui a queda dos Defensores é o provável estopim para a próxima tentativa da dupla em consertar o mundo sem gerar uma versão tão indesejável quanto aquela que tentaram impedir que acontecesse.

Agrada muito o cuidado com que Brian Bendis e Brandon Peterson conceberam esta linha temporal que durará, se muito, apenas quatro edições (pode ser que nem isto, pois o preview da próxima sugere que veremos mais uma viagem no tempo ao passado).

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Importante também é notar a dica que Bendis aparentemente deixou aqui sobre uma possível resolução para a Era de Ultron. Pode ser que Wolverine reconsidere a decisão que tomou, e resolva voltar de novo ao passado para pôr em prática a sugestão dada pelo Homem de Ferro desta linha temporal, que não deixa de ser uma forma mais elegante e menos arriscada de mexer com o tempo. Mas também é possível que o autor tenha plantado esta idéia apenas para desviar nossa atenção, pois em entrevistas ele já disse que o final da história vai surpreender muita gente.

Mesmo não sendo uma típica mega-saga da editora, Age of Ultron vem apresentando uma consistência poucas vezes vistas nas sagas anteriormente comandadas por Bendis, que costuma não se sair tão bem coordenando eventos como é escrevendo títulos mensais. Ela pode até não terminar como a grande despedida do autor aos Vingadores, mas está longe de ser uma história de qualidade oscilante. Pode até não tornar-se um clássico, mas isto não a impedirá de ser uma história marcante à sua maneira. Não é sempre que vemos uma saga que leva o nome de um vilão que até agora sequer apareceu, e esta é uma das grandes sacadas de Bendis neste trabalho. Que o final satisfaça algumas das expectativas geradas por esta ausência tão presente na história até aqui.

Avengers Assemble15AU-000Avengers Assemble #15 AU

Roteiro de Al Ewing
Desenhos de Butch Guice
Arte-final de Tom Palmer e Rick Magyar
Cores de Frank D’Armata

Al Ewing bem que tenta fazer com que o leitor se compadeça da resistência de heróis britânicos contra as forças de dominação de Ultron, mas o espaço é curto para apresentar personagens pouco conhecidos (e não dá pra se importar muito com uma garota cujo poder é atacar inimigos fazendo embaixadinhas, e desviar-se de ataques driblando seus adversários com uma bola de futebol).

De interessante na história só o herói do passado que combatia vilões nascidos em joguinhos pixelados na década de 80, e a explicação que a Capitã Marvel dá sobre a principal diferença entre os super-heróis americanos e os ingleses (basicamente as origens dos primeiros estão mais ligadas à ciência, enquanto os segundos têm poderes originários da magia).

Apesar de ser um veterano nos quadrinhos, Butch Guice usa aqui uma narrativa pouco inventiva que não empolga nem nas cenas de ação. A única exceção é a da página 4, onde ele usa a disposição dos quadrinhos para refletir o vôo destrambelhado da Capitã Marvel, enquanto carrega Computer Graham e tenta fugir dos zangões de Ultron.

Tie-in dispensável.

Próxima semana: Fearless Defenders #4 AU e Uncanny Avengers #8 AU.

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