[QUADRINHOS] Age of Ultron #10

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E terminou! Age of Ultron, primeira saga a ser lançada pela Marvel em 2013, concluiu-se trazendo algumas reviravoltas, e preparando terreno para uma nova série de complicações para os heróis da editora.

Abaixo você confere minha análise do último capítulo, e o que podemos esperar a partir do que ela desencadeou.

Roteiro de Brian Michael Bendis
Desenhos de Alex Maleev, Bryan Hitch, Butch Guice, Brandon Peterson, Carlos Pacheco, David Marquez e Joe Quesada
Arte-final de Paul Neary, Roger Bonet e Tom Palmer
Cores de Paul Mounts e Richard Isanove

Como a maioria das sagas da Marvel dos últimos anos, Age of Ultron #10 não é um capítulo que conclui totalmente a história, mas apenas um ponto de transição para a próxima leva de histórias de seu universo ficcional.

As edições anteriores já haviam preparado o caminho para o que ocorre neste número. É uma resolução lógica e bem amarrada para um enrosco temporal que preocupou muita gente pelos riscos de gerar paradoxos e furos no roteiro. Brian Bendis foi habilidoso em estruturar a narrativa de forma que ela não deixasse pontas soltas gritantes.

Passado, presente e futuro – além de universos paralelos – dialogam neste capítulo final, que basicamente serve para eliminar mais uma ameaça antiga do Universo Marvel. Se Vingadores versus X-Men serviu para dar um final “definitivo” para a Força Fênix, Age of Ultron é sobre o fim do vilão que dá nome à saga, e sobre o início de uma crise maior do que qualquer outra que ele tenha causado.

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Como Bendis já vinha sugerindo em seus trabalhos anteriores; em Age of Ultron; assim como vários títulos da Marvel atual capitaneados por nomes com Jason Aaron (Thor, God of Thunder), Rick Remender (Uncanny Avengers) e Matt Fraction (Fantastic Four e FF), o universo em que eles se passam agora terá que lidar com as repercussões de anos de intransigências temporais que fraturaram o tempo, ferindo a entidade que ele é, e gerando anomalias espaço-temporais que começaram a ser reveladas nas páginas finais da saga.

Sem entregar muitos spoilers, basta dizer que um dos universos paralelos mais conhecidos da Marvel começa a se relacionar mais intimamente com seu universo tradicional, e que uma personagem que surgiu em outra editora foi “transplantada” para ele, tudo isto causado pelas fraturas na estrutura do Multiverso.

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Por fim, Age of Ultron também deu início a uma nova fase para as inteligências artificiais que povoam o Universo Marvel, na qual Hank Pym será a figura central, algo que, espera-se, já começará a ser esboçado no especial Age of Ultron #10 A.I., que sairá na próxima semana.

No cômputo final foi uma saga bem conduzida, relativamente independente da fase atual da editora em sua maior parte, só adquirindo significância no contexto atual a partir deste capítulo de conclusão. Resta agora torcer para que todas as tramas envolvendo viajantes no tempo, atualmente em andamento, consigam conversar entre si de maneira coerente, e formar um cenário amplo e bem entrosado que torne prazerosa ao leitor a experiência de acompanhá-las independentemente, e descobrir as conexões entre elas. Com os talentos que possui, a Marvel tem condições de fazer uma saga mais memorável e importante que Age of Ultron, que serviu apenas como estopim para esta nova etapa de seu universo. Que Odin assim o queira!